quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Planejando 2011... Visualize o que você quer para sua vida!


Queridos leitores, queridos coachees...

Essa brincadeira deliciosa de palnejar, sonhar com o futuro, começou há muitos e muitos anos atrás... Eu era bem pequena (será que vem de lá minha inspiração para ser coach? Talvez... nunca tinha pensado nisso) e na cidade que eu morava (Soledade-RS) era muuuuiiiittttooo frio, assim antes de dormir minha mãe deitava na minha cama comigo para "esquentar" depois graças a invenção de alguém surgiram os lençóis térmicos, mas naquela época não tinha. Assim, além de rezar minha mãe me ensinou a sonhar, ela estimulava a sonhar detalhes... Lembro-me como se fosse hoje, eu realmente gostaria de ter um quarto branco e rosa (coisas de menina de 6/7 anos), mas eu não tinha, tinha um de madeira escura, não gostava, ai ficávamos horas conversando como seria o quarto, os detalhes, as portas, o espaço para os brinquedos... Acabamos reformando aquele e ficou lindoooo... Como eu queria!!! E assim comecei acreditar que se colocarmos na nossa mente algo concreto, com detalhes, cores aquilo certamente irá se realizar...

Então desde aquela época eu faço minha lista de ano novo...

Gostaria de convidar você para fazer a sua, agora, junto comigo...

Pegue uma folha de cartolina, se não tiver cartolina junte folhas sulfite mesmo, faça grande para que todos os seu grande sonhos possam estar retratados nela...

Escolha uma foto sua que você AMAAAA!!! Pode ser sozinho ou com sua família o importante é que você ache essa foto lindaaaaa!!! Sabe aquela foto que você tirou no seus melhores dias, no momento de felicidade e realização plena, isso, é ESSA MESMA!!!

Depois de realizado o exercício anterior pense "o que precisaria acontecer na sua vida para que você se sentisse 10 em cada área da sua vida no ano de 2011?" Se tiver duas ou três áreas que você deseja focar nesse ano esta pode ser uma escolha...

Utilize a inspiração da minha mãe e imagine os detalhes, vamos fazer um exemplo: Se você quer viajar, escolha o local, o pais, pense como é, quais as cores, características...

Pegue revistas, váááááriasssss, folheie, encontre figuras que representem o sonho em cada área e cole no seu cartaz...

Quando concluir pense em uma ação para fazer em cada uma das áreas que aproxime você desse sonho. Por exemplo, se você quer ir viajar para um local bem longe e caro, talvez precise guardar um pouco de R$ por mês, que tal cozinhar em casa uma vez no final de semana e guarda o R$ do restaurante? Pode ser uma ação, mas o mais importante é você escolher as suas...

Uma outra dica: se tiver esposa/esposo/filhos, envolva-os nesse processo, provavelmente eles serão impactados pelos seus SONHOS!!!

"Tenho certeza que todos vocês fazem esse exercício anualmente em suas empresas ou áreas, mas quantas vezes param para planejar suas vidas?"

Desejo INSPIRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO em 2011!

Um forte abraço!

Avaliando 2010... Qual sua satisfação com cada área da sua Vida?


Estamos chegando ao final dessa jornada, jornada de um ano...
Quanto vivemos esse período do ano existem vários pensamentos que circulam em nossa mente, talvez porque tenhamos a oportunidade a cada ano de fazer novas escolhas... Todos os anos temos a oportunidade de recomeçar...
Muitos de nós estão preocupados com os rituais de sorte, ou com o melhor horário de deixar nossa cidade para o destino da tão esperada noite de Réveillon. Alguns de vocês devem estar trabalhando a uma hora dessas e nem tiveram tempo de parar e avaliar o ano...
Porém, é muito engraçado, mesmo sem intenção consciente de avaliar o que queremos manter e o que queremos abandonar para o próximo ano "brotam pensamentos com essas características na nossa mente", às vezes, no transito ente um deslocamento e outro, outras vezes, ao acordar ou até mesmo nos sonhos... É como se uma energia do além nos disse "pára um minuto", "sai do automático", respira, reflete e quem não sentiu isso tenho certeza que até amanhã à noite no tocar das 12 badalas do relógio será "perturbado com essa sensação"

EU TENHO UMA PROPOSTA!!!

Quem já vez coaching comigo já fez esse exercício...

Que tal tirar uma ou duas horinhas entre hoje, amanhã ou a primeira semana do ano para fazer esse exercício?

Não é nada complexo, apenas reflita sobre cada uma das áreas da sua vida...

Pense em todas as dimensões, tais como: Familiar, Financeira, Profissional, Lazer, Física, Espiritual, Social.

Agora responda a seguinte pergunta:

De 0 a 10 quão satisfeito me sinto em cada área da minha vida?


Quando digo satisfeito é SATISFEITO!!! Não se trata em refletir quanto invisto em cada área, pois quantas e quantas vezes quase dormimos no trabalho e estamos desmotivados, desestimulados, detestamos o ambiente de trabalho e contamos os minutos para pegar a bolsa e sair correndo... alguém já se sentiu assim??? Eu já.

Faça esse exercício e após concluir passe para o próximo posting...

Boas reflexões...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Que alegria fazer parte desse grupo...


Ontem à noite me senti muito abençoada... Me senti presenteada por essa mensagem maravilhosa que só poderia vir dessa pessoa doce chamada Esmeralda, o nome não é à toa, já pararam para pensar nisso?

Querido grupo, formados da SBDG Fev 2010, como é bom vivenciar na prática aquilo que "pregamos" ao clientes, como é bom compartilhar sucessos e ao mesmo tempo nos sentirmos "livres" para desabafarmos os INsucessos...

Esse ano aprendi que quanto mais nos sentimos felizes com a conquista dos outros, maior nossa possibilidade de vivenciar essa mesma felicidade no futuro e ontem saí maravilhada com as conquistas de cada um de vocês nesse ano... No carro no caminho para casa estava chovendo e senti um estranho bem estar... O bem estar simplesmente por estar viva (como bem trouxe a minha amiga Andrezza), um bem estar por sentir que sou querida nesse grupo e que tenho amigos, amigos que tem me carregado no "colo" quando a caminhada fica árdua!!!

Obrigado, simplesmente pelo fato de terem cruzado meu caminho...

Beijos e abraços...

Estejamos juntos em 2011!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coaching via skype: Isso funciona???



Eles dizem que sim...

“A primeira vista o coaching feito por skype pode soar como uma barreira ao contado do aluno com seu coaching no meu caso porém, devido as mudanças da vida avaliamos iniciar algumas seções por skype e este método é usado até hoje com grande sucesso e resultado. Somente é necessário um ambiente tranquilo e sem muitas distrações que a sessão é feita normalmente, com a comodidade de praticar em meus tempos livres e em qualquer lugar tranquilo.” Bruno Romagnole, futuro acionista da Romagnole

“Inicialmente estava meio resistente, mas gostei muito da sessão por skype. Foi a mais produtiva. É melhor para anotar e facilita a concentração.” Fabio Martins, advogado, Conselheiro de Administração de IBEMA


Todas as vezes que sou questionada pela área de Recursos Humanos ou pelos clientes se coaching por telefone ou skype funciona minha resposta é DEPENDE. Depende do coach e do cliente. Na prática o que tenho percebido é que funciona, principalmente, para os adeptos da tecnologia. Pessoas que possuem familiaridade com computador se sentirão mais confortáveis ao realizar uma sessão de coaching por skype.

Os dois relatos acima são meus casos de sucesso entre outros não listados, houve muitas experiências positivas. O caso do Bruno é um caso bastante interessante, ele mora no interior do Paraná e eu sou consultora em São Paulo, tivemos três encontros presenciais e todo o processo foi realizado via skype com bastante sucesso e produtividade no alcance das suas metas.

Enquanto no Brasil este é um tema novo (Coaching não presencial), no resto do mundo já está mais difundido. Dados de uma pesquisa global realizada pela PriceWaterhouseCooper em 2007 com 5400 coaches ao redor do mundo, envolvendo 73 países 54, 5% dos processos de coaching são presenciais e 41,9% coaching por telefone.

Apesar de não termos dados concretos para afirmar que Coaching à distância será uma prática no futuro, atingindo os números acima mencionados. A entrada da Geração Y no mercado de trabalho está influenciando drasticamente a forma de comunicação e, consequentemente, os relacionamentos no ambiente de trabalho.

No livro a Geração Y no Trabalho (Nicole Lipkin e April Perrymore), há uma citação que ilustra bem o que estou falando:

“Qual a sua Geração?
Bommer: Vamos marcar uma reunião em meu escritório ao meio-dia.
X: Está ficando complicado. Vamos sair do Messenger e falar por telefone.
Y: Manda uma mensagem de texto para mim, me chama no Messenger, mas, por favor não me liga”

Creio que os membros da chamada Geração X e Ys estarão mais abertos e disponíveis para experimentar novas experiências, como o coaching por telefone, porém, toda a regra há exceção.

E você, tanto como coach ou coachee, já teve alguma experiência de coaching por skype ou telefone?

Funcionou?

Gostaria de compartilhar?

Por favor, deixe seu comentário aqui ou envie para o e-mail patrícia.buzolin@inprove.com.br

Imagem: http://www.marcelo.art.br/allthings/?cat=26

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O que é Natal para mim?



Natal é tempo de parar e pensar no real significado da vida humana: Por que estamos nesse mundo? Qual nossa contribuição para o todo?

É tempo de...

distribuir amor sem esperar algo em troca

perdoar e pedir desculpas

lembrar que é necessário esforçar-se para abandonar sentimentos como ódio, raiva, inveja e apego a coisas e pessoas

Natal é tempo de respirar fundo e aumentar nossa fé em algo maior (nossos amigos espirituais que estão conosco o tempo todo, mas não costumamos dar muito espaço para que eles possam nos aconselhar...)

Tempo de meditar sobre a vida e o amor...

Aumentar nossa compaixão e reduzir o nosso apreço por nós mesmos...

É hora de minimizar o EU, EU, EU e ampliar o NÓS, NÓS, NÓS para que possamos fazer nosso tempo nesse mundo um pouco mais produtivo do que estamos fazendo...

Natal é todos os dias, mas talvez nessa época ,porque diminuímos o ritmo, dedicamos tempo para refletir...

E para você, o que é NATAL?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brinde aos Grupos de Estudo ABRH SP 2010


Comemoramos na noite de 06/12 o encerramento dos grupos de estudos 2010 com direito a brinde na Sede da ABRH SP. Quando cheguei em São Paulo foi procurar a ABRH SP para fazer parte dos grupos que participava em Porto Alegre, mas eles não exisitiam... Há 4 anos atrás lançamos os Grupos, no começo a participação era pequena e as pessoas começavam e na metade do ano desistiam pelos mais diversos motivos: agenda, transito, correria... Ontém concluímos o ano com cinco grupos: Recrutamento & Seleção coordenado por Helena Camacho, Remuneração por Mauricio Lombardi, Liderança e Sucessão que tinha como facilitadora Verônica Rodrigues, Coaching sob o comando de Lídia Pagni e Equipes Dão Certo coordenado por mim. Gostaria de Brindar a todos vocês facilitadores que doam seu tempo, sua energia e dedicação a um sonho que no começo era meu, mas que tornou-se NOSSO!!!
Também quero agradecer do pessoal administrativo da ABRH SP Vânia, Gisele e André. Sem vocês o ano não teria sido tão produtivo.
Ao Almiro pela confiança, abertura e apoio durante este ano.
E finalmente, às pessoas mais importantes: OS PARTICIPANTES!!! Queridos, tudo isso é feito para e por vocês, os grupos tornam-se cada dia mais vivos com a participação e empenho dos membros dos grupos! Espero revê-los em 2011.
No ano de 2011 teremos novos grupos, novos facilitadores e muitas novidades!!!
Feliz Natal e 2011 cheio de Novos Sonhos e Projetos!!!
Com Carinho!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Você também está no Big Brother! Flávia de Paula


“Para mim a vida particular e a pública são iguais. Minha vida é minha vida no show de Truman. O Show de Truman é um estilo de vida.”
(Maryl – esposa de Truman)


Assim começa o filme O show de Truman, o show da vida – estrelado por Jim Carrey em 1998. O filme retrata a vida de um homem que pensa viver em uma cidade “normal” e levar uma “vida normal”, quando na verdade sua vida é um grande reality show. Um filme altamente filosófico e cheio de significados, que já abordava o fenômeno da mídia, da vigilância e da distinção entre o público e o privado antes mesmo do fenômeno Big Brother explodir mundo afora.
Quando vi este filme pela primeira vez, pensei – “nossa, será que um dia isso vai mesmo acontecer? Como seria o mundo se vivêssemos com câmeras espalhadas por todos os lados controlando nossas vidas?”
Pouco mais de uma década se passou e hoje percebo que estamos vivendo em um grande Big Brother. A internet e as redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter, Flickr e tantos outros nos mostram que a vida privada e a pública caminham para ser uma coisa só.
Mesmo que você não queira se expor e que seu estilo de vida seja mais preservado, você também está no Big Brother! A Receita Federal controla seus dados, seu CPF indica onde você fez compras, o GPS indica sua localização, o satélite mostra como está seu bairro, sua casa, a fachada da sua loja....
Um dia você estava em um happy hour, tomando uma inocente cerveja com os amigos. Alguém registra este momento em uma foto, posta no Facebook, coloca um tag com seu nome e... pronto: você está na rede! Já vi até uma campanha publicitária onde os banheiros químicos de uma festa indicavam se você estava fazendo suas necessidades básicas em pé ou sentado!
Isto sem considerar as pessoas que por livre e espontânea vontade compartilham suas vidas nas redes sociais, exibindo suas fotos, seus vídeos, pensamentos e textos.
Este é o momento que estamos vivendo em nossa sociedade. E como todo fenômeno cultural tem seus aspectos positivos e negativos. Como pontos negativos, poderia citar o excesso de exposição, o controle e a vigilância, a legislação precária para regulamentar a internet, a rapidez com que a reputação de uma pessoa ou empresa pode ser destruída. Como pontos positivos, temos a facilidade de conexão e interação entre as pessoas, o fenômeno das redes para difundir boas idéias pelo mundo, a possibilidade de compartilhar sem fronteiras, entre tantos outros.
Porém, dentre todos estes aspectos, o que mais me chama a atenção é a coerência entre os diversos papéis que ocupamos na vida – alinhamento entre discurso e prática, entre o que digo e o que faço. A vida em rede nos leva a buscar alinhamento e coerência, afinal, está tudo ali exposto, todos podem buscar meu nome no Google e ver o que tenho feito, quem são meus amigos e de que redes participo. Coerência – a meu ver, um grande ganho para nossa humanidade.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Investimento no Desenvolvimento Espiritual... Parar para crescer..."Ingressar no caminho da compaixão e da Sabedoria"


De 22 a 29 de outubro aconteceu em Cabreúva o Festival Internacional de Outono NKT 2010 Brasil. Foi a primeira vez que vi e fui presenteada com a oportunidade de aprender com o Venerável Geshe Kelsang Gyatso guia espiritual do Budismo Kadampa que venho frequentando desde fevereiro deste ano.

Esta foi uma experiência única a qual me sinto imensamente grata...

Fiquei quatro dias meditando, junto com 4000 pessoas do mundo inteiro e ouvindo ensinamentos raros de serem encontrados nos dias de hoje. Voltei na terça feira e desde lá estou pensando sobre o que dividir com vocês, pessoas que vêm carinhosamente acompanhando meu Blog.

Decidi trazer para vocês algumas frases que me tocaram o fundo do coração:

“O principal propósito de nossa vida humana é aprimorarmos nossas qualidades humanas, nos tornarmos seres humanos mais qualificados.”

“Todos nós queremos ser felizes – a causa principal para a felicidade é desenvolver uma mente em paz.”

“Se você morrer hoje todos os seus problemas acabarão, então por que gasta tanto tempo agarrada aos seus problemas?”

“Devemos investir tempo e energia para tornarmos nosso tempo aqui significativo, ou seja, desenvolver compaixão, generosidade, paciência, fé e sabedoria e investir para abandonar o ciúmes, a raiva e a ignorância.”

“Algumas pessoas vivem a vida humana para conseguir coisas que os animais também seriam capazes de conseguir.”

“Agradecer, regozijar-se, sentir se inacreditavelmente feliz com o que nós experienciarmos e com as pessoas que convivemos experienciam cria causa para experienciarmos a mesma coisa no futuro.”

“A nossa mente cria o que imaginamos, a mente acredita que o que imaginamos é correto...”

“Coloque a felicidade do outro em primeiro lugar: todos os nossos problemas surgem da “Minha opinião”, “minha felicidade”, “minhas necessidades”, esse excesso de eu, eu, eu...”

“Não gaste sua conexão preciosa com os seres iluminados pedindo um bom trabalho, um bom marido, dinheiro, uma casa legal... Peça para se tornar um ser humano mais qualificado...”

“Não podemos dizer se os outros são bons ou maus, não conhecemos suas mentes, podemos somente saber o que é melhor para nós.”

“Se quisermos mudar o mundo, é preciso começar a desenvolver em nós mesmos as qualidades que esperamos ver no mundo.”

“Seja paciente com o seu desenvolvimento espiritual, invista esforço todos os dias, medite, pratiquem o bem, aceitem o sofrimento, ofereçam o sucesso e sejam pacientes, não esperem resultados rápidos, não esperem entender rápido...”

“Se quiser paz no futuro, é preciso começar hoje a manter esse trabalho da mente...”

“Normalmente para amarmos alguém precisamos conhecer a pessoa, o que ela gosta, o nome, a profissão, a família etc... Já para odiarmos, não precisamos saber nada, conseguimos rapidamente sentir ódio pela caixa do supermercado. Precisamos desenvolver nossa mente para aprendermos a ver todos os seres vivos como preciosos como nosso guia espiritual.”
Tenho certeza que todos que lerem essas frases terão as bênçãos do querido Geshe La!
Também, sei que não conseguirei expressar com um simples texto a gratidão que sinto no coração por ter podido vivenciar um pouco dos ensinamentos de Buda nesses dias. Convido todos que tiverem interesse a juntarem-se a mim e freqüentarem a tradição Kadampa em São Paulo e se desenvolverem como seres humanos por meio dos ensinamentos de Buda.

Acessem o site: Meditadores Urbanos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Palavras, Rótulos e Atalhos - Flávia da Costa de Paula*


Hoje estive numa roda de conversas significativas e falávamos sobre as palavras e seus significados. Pode-se dizer que ao dar um nome a algo ou alguém estamos facilitando o entendimento e a associação de idéias. Nomear deveria ter o propósito de facilitar a comunicação e o entendimento – um código que associa um significado àquele objeto ou pessoa. Por outro lado, o que acaba acontecendo é um processo perverso. O nome (ou título) acaba rotulando as pessoas e os objetos. Estreitando possibilidades. Fechando portas. Limitando opções. É como um atalho. E todo atalho pode ser tentador por parecer mais simples e rápido. Mas pode também nos distanciar de nosso caminho.
Cada palavra traz consigo uma carga de significados. Por exemplo, quando uso a palavra poder em minhas consultas astrológicas para descrever o eixo dos signos touro-escorpião, normalmente as pessoas fazem uma careta, como se não gostassem desse tal poder. Isto acontece porque cada um traz consigo um significado para a palavra poder. E muitas vezes este significado vem carregado de coisas negativas.
Cada eixo astrológico tem seu lado luz e seu lado sombra. Neste caso específico, quando falo em poder, uso o verbo com o sentido de potência – o quanto eu posso! É o poder para fazer algo. É extremamente positivo e até vital. Sem potência, raramente conseguimos conquistar algo na vida. Já o aspecto da sombra – daí vem a careta – normalmente está associado ao poder que se exerce sobre o outro. Ou seja, uma mesma palavra pode ser interpretada e vivida de diferentes formas. Poder para, ou poder sobre.
Rotular, julgar, classificar – são todos atalhos dentro da comunicação. Isto cristaliza o outro, o deixa preso numa caixinha, da qual se esperam tais e tais atitudes, afinal, fulano “é” isso ou aquilo.
Meu desafio como astróloga e consultora é encontrar uma forma de conectar a pessoas com sua própria verdade, sem rotular, julgar ou colocá-la num estereótipo dividido em 12 signos.
E você, quantos atalhos tem utilizado na sua comunicação? Antes de usar mais um rótulo ou julgamento, que tal se perguntar: Isto me afasta ou me aproxima das pessoas?

* Sócia-fundadora da REGÊNCIA CONSULTORIA. Atua como Consultora Organizacional em desenvolvimento humano e ministra palestras e cursos na área de Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Negociação e Atendimento ao Cliente. Já trabalhou em empresas como GV Consult e Natura. Atualmente se dedica ao desenvolvimento de lideranças para o século XXI utilizando técnicas de trabalho em grupo, educação e coaching. Formada em Administração de Empresas pela FGV, com especialização em Dinâmica de Grupos pela SBDG, instituição da qual é representante no Estado de SP na gestão 2010/2011. Fazendo a formação em Coaching pelo Instituto Ecosocial.

Parar, refletir, conectar...


Passei uma semana descansando... Viajei para um lugar que é de difícil acesso, não há carros, portanto o ar é puro...
Eu e minha amiga estávamos decidindo: levamos ou não o computador? Esse era o dilema... Eu havia decidido não levaria, minha amiga perguntou: mas e se precisarmos ver passeios, você falar com o Pedro, eu com meu namorado?
Fizemos um exercício... de parar... desconectar... para conectar...
Foi um exercício... como é acordar pela manhã e saber que não tenho que olhar e-mails? Não tenho como escrever no Blog... ou alimentar meu facebook, twitter, linked in...
Nessa semana pensei muito sobre:
"Qual o meu papel nesse mundo?"
"Por que mesmo preciso correr de um lado para o outro?"
"Que marca e que exemplo deixo para aqueles que convivem comigo?"

Eu era daquelas pessoas que precisava colocar meta para descansar... Evoluí nesse sentido... Hoje faço sem culpa... O que mudou? Nada... Eu escolhi imprimir meu próprio ritmo... É claro que, às vezes, ando como desesperada correndo de um lado para o outro na cidade que vivo... Mas não é porque moro em São Paulo que preciso ser São Paulo, não é porque moro em São Paulo que preciso ter o ritmo de São Paulo...

São essas pequenas paradas que fazem como que alteremos o rumo do nosso viver...

Você está se permitido parar???

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Reflexão do Dia... O que você aprendeu hoje?

Eu aprendi que responsabilidade significa "Habilidade de Responder", isso não é lindo???
Muitas vezes, nesses últimos 6 anos, tempo em que tenho sido responsável por responder por minha vida, sinto cansada... Sinto em muitos momentos que tem tanto para fazer, tantos para cuidar... Quando ouvi isso de uma consultora que adoro (Fabiana Maia do Ateliê de RH, quem quiser conhecê-la acesse http://www.fabianabmaia.blogspot.com/ )senti um alívio... quer dizer então que crescer é possuir habilidade de responder??? Sim!!!
Muitas vezes não nos apropriamos da nossa hailidade de responder, de decidir e de escolher... Comece o dia com a seguinte frase: "EU ESCOLHO..." Talvez você se sentirá mais inteiro, talvez você irá para de reclamar do chefe, do marido, do colega... Talvez você deixe de escolher algumas coisas que considerava impossível... Você pode sim escolher... e deixar de escolher algo também é uma escolha...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quem tiver 17 Minutos Disponíveis e Ambição para provocar Mudanças!!!

Seth Godin sobre as tribos que lideramos">

Refelxões de Mariana Figueiredo sobre a Palestra do Cortella

CONARH 2010

O tema do CONARH 2010, “Uma Janela para o Novo”, caiu para mim este ano como uma luva. Sendo uma profissional que trabalha com gestão de pessoas, estou sempre em busca do novo, do reinventar-se. Penso que ir ao CONARH representa estar em contato com tudo o que há de novo e mais atual no meio. Andar pela feira, olhar os estandes, ouvir as palestras, ter acesso a ricos conteúdos, bibliografias, inspirar-se, conhecer parceiros, fornecedores, possíveis clientes, interagir, motivar-se, trocar experiências, fortalecer relações, sentir o aquecimento do mercado, ampliar os horizontes... tudo isso possibilitado por um ambiente que permite tal interação. E ninguém melhor que Mario Sérgio Cortella para fechar este evento e abrir uma janela para o novo nas mentes e corações dos que ali estavam. Ouvir o Cortella ao vivo é realmente fascinante. A energia, a profundidade e o senso de realidade que ele transmite são contagiantes. Acredito que ele conseguiu nesta palestra de encerramento resumir um pouco do que o CONARH despertou esses dias e que deseja para cada um de nós profissionais que trabalham com o humano. Para ser sempre “novo”, segundo Cortella, é preciso viver apaixonadamente. É lembrar a cada dia que Deus vomitará os mornos, fazendo menção ao texto de apocalipse do novo testamento. Se há algo que impede a construção do novo, este algo se chama mornidão, que é o oposto de paixão. Como ele bem disse, quem envelhece são coisas, objetos, mas não pessoas. Pessoas não nascem prontas, mas vão construindo-se a cada dia e assim têm a oportunidade de estarem sempre se renovando, sempre novas. Para inovar é preciso ousadia, audácia e não espírito aventureiro. Ele explica: quem é audacioso para criar o novo, “prepara, estrutura, organiza e vai”, quem é aventureiro, apenas vai, inconseqüentemente.

Quando a Pat me pediu para falar um pouco sobre o que vi e ouvi neste último CONARH, pude perceber que o que ficou de mais forte foi a motivação para continuar desenvolvendo-me com paixão neste meio da gestão de pessoas, sendo um instrumento de esperança para todos aqueles que cruzarem meu caminho. Com a consciência do que a palavra “esperança” significa, quando alertada por Cortella como sendo a do verbo “esperançar”, que implica em ação, e não a do verbo “esperar”, que denota resignação.
Neste sentido, o CONARH foi, sem dúvida, uma janela para que o novo esteja sempre sendo criado!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma Janela para o Brasil - Miriam Leitão

Desconforto foi o sentimento que saí desta palestra magna, muito desconforto:

Você sabia que nos últimos 10 anos o desmatamento na Amazônia foi equivalente a uma Inglaterra?

E que o desmatamento da Mata Atlântica foi o equivalente a duas cidades como o Rio de Janeiro?

Um frase que marcou a fala de Miriam é:

"Enquanto há tempo as pessoas não tem pressa, quando tiverem pressa não haverá tempo..." Giddens

Acredito que este seja nosso maior desafio, como nação, organizações e individuos...

Qual o nosso papel diante do futuro... Não tenho respostas, mas muitas perguntas...

Fórum de Inovação em Educação Corporativa - Bill Fischer (IMD), Leni Hidalgo (Votorantim) e Paulo Lemos (FGV)


Estava ansiosa por esse fórum, pois conheço a Leni que é responsável pela Academia de Líderes do Grupo Votorantim e tem desenvolvido um brilhante trabalho, cursei CEAG na FGV e amei a palestra magna do Bill Fischer renomado professor do IMD.

As questões chaves eram:

Como melhor envolver as pessoas no desenvolvimento?

Como integrar culturas?

Os programas corporativos devem envolver ética?

A educação deve ser mais à distância? Mais virtual? Mais presencial? Qual o papel das mídias???

Segundo Bill, não há como integrar diferentes culturas sem envolver/incluir as pessoas na construção da estratégia... Fica a pergunta: Será que esta é uma prática empresarial adotada por nossas empresas? Votorantim argumenta que inclui nos programas de desenvolvimento líderes de diferentes organizações e isso têm funcionado. No grupo Votorantim a Universidade Corporativa foi a plataforma de integração. Segundo Bill, você não conquista sinergia com pessoas se elas não entendem o que estão fazendo, por que fazem as coisas como estão fazendo.


Não desmerecendo os brasileiros do painel, mas os pontos que mais me chamaram a atenção é o quanto nós brasileiros ainda temos que aprender sobre educação de adultos e, mais atualmente, educação das gerações futuras, seja a Y ou as que ainda virão...

O IMD já está utilizando as mídias como ferramentas de desenvolvimento, a idéia principal é proporcionar um ambiente em que as pessoas possam se conhecer umas as outras e não somente ter conteúdo, que elas possam trocar experiências, compartilhar aprendizados.

Quais a metodologias utilizadas pelo IMD nos programas de desenvolvimento de executivos?
Mais atividades à distância;
Sala de aula continua, mas diminuem o modelo tradicional (professor-aluno);
Cases;
Mais conversas (subgrupos) para construir Network;
Levar executivos para outros locais (Brasil, China, Índia, etc...) para ver o que está acontecendo no mundo;
O instrutor passa a ser um facilitador de conversas, porque, principalmente, as pessoas que vão para o programa sabem muito, o papel do professor é ajuda-los a trocar idéias, isso tem tudo a ver com Andragoria (quem quiser aprofundar leia – Aprendizagem para Resultados);
Blogs, Twitter, Ipod, etc... São usados antes mesmo das pessoas chegarem no Campus...
Isso me fez lembrar meu irmão há dois anos atrás quando entrou na faculdade, antes da Matricula, sua turma já tinha comunidade no orkut, já se conhecia, já sabiam dos professores feras e já estavam agendando o churrasco da turma... Pode? SIM!!!

E ONDE FICA O CEO? E OS GERENTES SENIORES NESSE CONTEXTO?
Percebe-se que muitas vezes os programas são construídos para os gerentes, pois diretores e presidente não têm tempo para treinamento e qual o impacto disso na empresa?

Um impacto muito negativo, uma alternativa, construirmos programas sintéticos, mas que os gestores possam entender o que está acontecendo com relação ao desenvolvimento de seus subordinados e inclusive participar desse processo...

No IMD o meio da pirâmide é incluído, também, técnicos e supervisores são chamados a opinar...

Temos muito para evoluir, nossas universidades no Brasil precisam entender que o perfil dos estudantes mudou e que não dá para querer controlar pela lista de presenças, ao mesmo tempo, é preciso incluir, mobilizar, tocar e sensibilizar o aluno para o desenvolvimento...

Mãos à obra Recursos Humanos, Educadores e Líderes!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Palestra: UMA JANELA PARA O NOVO Bill Fischer -IMD e Bernardo Gradin CEO Braskem


Bernado Gardin nos traz um importante reflexão sobre o quanto na sociedade atual, muitas vezes, estamos focados no novo pelo novo e não necessariamente na mudança que se faz necessária..."Toda a mudança exige renúncia." Para ele a mudança passa por observar e manter alguns valores universais, como por exemplo a construção da confiança, a educação pelo exemplo, reconhecimento, verdade e reciprocidade, só assim o líder e as organizações serão capazes de se sustentar em um mundo de tamanha velocidade.

Bill Fischer, professor do IMD e especialista em Inovação e Gestão de Talentos, inicia sua fala com a seguinte proposição:

Como pode, todos querem inovar e todos falham? Por quê?

Por que as empresas contratam pessoas excepcionais e não têm resultados excepcionais?

Segue com algumas respostas:

1) As empresas contratam pessoas excelentes e as tornam medianas, pois permitem somente algumas pessoas pensarem (Regras, hierarquia, etc...)

2) Podemos antever a necessidades do clientes observando os não clientes. O mais interessante de tudo é que toda a empresa a possibilidade de ouvir a todos e quando Bill Fischer fala a todos é todos mesmos, do porteiro/auxiliar ao presidente...

3)Criatividade: abrangente e diversificada funciona melhor. Nesse aspecto o que mais me chamou a atenção é que par inovar, ser mais criativa, diversificar, ser mais rápida e mais eficaz é preciso cria nas empresas AMBIENTES QUE FAVOREÇAM AS CONVERSAS... "A qualidade de inovação depende da qualidade das conversas..." O engraçado é que hoje mesmo tive uma reunião supostamente de trabalho com uma amiga querida e parceira de projetos, passamos uma hora das nossas 3h30 disponíveis falando de relacionamentos, angústias da vida, como cada uma estava chegando... e isso tudo rendeu em produtividade nas próximas duas horas, muita produtividade e normalmente não "sobra tempo para isso no trabalho"... Gestores, construam esse tempo com suas equipes... isso dá resultado, experimentem!!!

4) Liberdade absoluta X Controle total: é preciso, como enfatizou primeiramente Bernardo, construir confiança (com conversa) para proporcionar liberdade. É preciso equilibrar controle e liberdade.

5)Inovação e trabalho em equipe: Grandes equipes dependem de grandes indivíduos. Precisamos estimular o desenvolvimento e manifestações dos talentos individuais para sermos capaz de construir equipes de alto potencial.

LIDERES:

Líderes precisam ouvir, trazer diversidade para suas equipes para inovar...
O líder precisa ser visionário e auto confiante suficientemente para ser capaz de CONFIAR NAS PESSOAS!!!

CONARH 2010 - UMA JANELA PARA O NOVO 17, 18 19 e 20 de Agosto


Na semana de 17 de agosto ocorreu em São Paulo o maior congresso de RH do Brasil, onde muitos temas foram abordados pelos melhores profissionais da área no mundo.

Estive em várias palestras, oficinas e pude circular pela exposição, vou compartilhar um pouco do que ouvi...

Muitas coisas não foram novidades... estamos ouvindo sobre retenção de talentos há anos, desde que ingressei na área de RH em 1998 ouço que as pessoas são o ativo mais importante de uma organização, assim fiquei curiosa com o congresso: Que novo seria esse que precisamos olhar...

Falta de talentos??? The Talent War??? Será mesmo??? Quantas pessoas estão ainda entediadas em seus trabalhos e com receio de trocar 6 por meia dúzia...

Será mesmo que faltará pessoas qualificadas??? Mirian Leitão não é da área, jornalista e crítica, traz um novo olhar para o nosso filtro no recrutamento e seleção: ou é muito jovem, ou é muito velho, muito qualificado, pouco qualificado. Quem são as pessoas que nós não estamos contratando??? E a educação???

Faço trabalho voluntário em uma ONG e amo minha turminha, eles são os escolhidos a dedo em uma escola de periferia, estão no segundo do Ensino Médio e tem dificuldade enorme para escrever... Qual o papel do estado na educação? Qual o papel da empresa na educação?

Acho que o olhar para o novo passa por fazer menos do mesmo... Fazer novas tentativas, experimentar coisas novas... será que o modelo precisa continuar sendo de comando-controle? Será que este modelo se sustenta no médio/longo prazo?

Os investimentos em educação e treinamento de liderança são imensos nas organizações atuais e ainda assim temos líderes despreparados para atrair, cuidar, manter e mobilizar seus subordinados...

Ouvi um profissional de RH na saída de uma palestra comentar: "E as respostas? Eles são consultores, especialistas, cadê a solução? O que temos que fazer? Esperava isso..." Me calei e pensei: "Sou consultora, não sei a resposta... acredito que eles também não..." Não há receita de bolo para pessoas... há possibilidades... alternativas... precisamos fazer novas perguntas...

Vou contar um pouquinho da minha visão do que vi, nos próximos postings...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Evento Imperdível!!!


Oportunidade única para ouvir palestrantes renomados por um valor simbólico!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais!!! Texto de Ricardo Foster


É difícil ser pai?

Uma vez recebi uma mensagem linda de meu pai... ela dizia algo desse tipo “Só aprendemos ser filhos sendo pais e só aprendemos ser pais sendo avós...”
Acredito que além da “cantada” para providenciar um neto (coitadinho do meu pai... tem alguns anos e ainda não providenciei...), ele estava, de certa forma, me contando quão complexo é equilibrar: amor e limites... Eu percebo e, às vezes, lamento pela angústia de muitos pais, clientes, alguns gestores, outros donos de empresas que vivem constantemente questionando-se sobre até que ponto devo ser flexível com os filhos.

Óbvio que não tenho respostas, até porque não tenho filhos, mas imagino que é difícil dizer não quando poderíamos dizer sim para nossos pimpolhos...

Recebi esse texto há algum tempo atrás de um consultor amigo e dedicado a ajudar pais e avós na educação de filhos e netos...

Aproveitei e pedi para publicá-lo no Blog em homenagem os pais que lutam e desejam que seus filhos se tornem pessoas preparadas para a vida!!!

Eu acrescentaria, ao texto, somente mais uma dimensão: o desenvolvimento-espiritual, estimulando nossas crianças a exercitarem a compaixão pelas pessoas e seres vivos por meio de histórias e contos. Também, buscaria estimular nas crianças o exercício de valores morais que estão tão raros nos dias atuais.

Finanças sócio-econômica-ambiental para filhos e netos - Ricardo Foster*

Dentro da premissa que devemos preparar nossos filhos para o futuro, não ao contrário; preparar o futuro dos nossos filhos, ou netos, ou sobrinhos, proponho uma mesada, a princípio polêmica, pelo menos aos olhos deles, que visa contemplar 3 aspectos importantes de nossas vidas: educação financeira, social e ambiental.
Como funciona?
Estabelece-se “democraticamente” um valor de mesada realístico e quais despesas serão cobertas por esta, quais despesas serão de responsabilidade dos pais: cinema, baladas, futebol, jantar no japonês, maquiagem, cabeleireiro, conta de celulares, açaí na tigela, gasolina, estacionamento, pedágio, multas no trânsito, um esquenta antes da balada, aulas particulares, depê, Ipod, Ipad, Iped, etc, etc, etc.
- Mãe! Achei uma blusinha linda, maravilhosa!!! Mesada.
- Pai! Saiu um joguinho novo da hora!!!! Mesada.
- Pai! Preciso de um dinheiro extra prá colocar um som no meu carro! – Arranjarei um estágio prá você trabalhar na loja do Vô Onofre!
Uma dica quanto às necessidades de vestimentas, é estabelecer, por exemplo, uma renovação semestral ou a cada estação, dos armários. Qualquer peça de roupa fora da reposição programada dirija-se à mesada.
Conta de celulares podem até ser pagas pelos pais, até um determinado limite. Ultrapassou? Mesada. Celular pode ser uma questão de segurança.
Meio-ambiente. Estabeleça metas a serem cumpridas: valores da conta de água e luz, por exemplo, divididos pelo número de pessoas na casa. Se ultrapassados, desconta-se das mesadas; se menores que as metas, o dinheiro economizado pode servir para comprar alimentos e doá-los. Estabeleça metas de reciclagem de lixo; doem o lixo reciclado.
Disciplina: para cada copo d’água na prateleira do quarto, na mesa do computador, cueca suja no chão, calcinha no box do banheiro, sapatos debaixo da cama, tampa da privada aberta, garrafinha d’água na sala de televisão, computador ligado sem uso, TV, som, luz acessa no banheiro, etc, etc, etc. Para cada “falta” cometida, um desconto de R$ 1,00 na mesada. No começo, quase não sobrará dinheiro para mesada de tantos descontos; é a fase de maior tensão familiar. Não importa se a família tem ou não empregada doméstica.
Chegou atrasado à escola sem motivo aparente, faltou na escola, boletim com notas menores que 7? Pague R$ 10,00, no mínimo, para cada “infração”.
Chegou em casa, foi direto ao banheiro escovar os dentes, para disfarçar o cheiro de cigarro? Pague R$ 10,00.
Poupança: no final do mês sobrou mesada? Para cada R$ 1,00 que sobra, paga-se R$ 2,00 e coloca-se numa conta de poupança, compre ações de empresas promissoras.
Faltou mesada no final do mês e quer ir prá balada? So what?
Irmão (ã) que empresta para irmão (ã) para cobrir rombos provisórios de mesada deve cobrar “juros”, que pode ser uma tarefa social.
Prêmios: sobrou mesada nos últimos 6 ou 12 meses? Dê uma mesada extra de bônus para somar à poupança.
A família conseguiu consumir água e luz dentro ou abaixo da meta? Vamos jantar todos no japonês ou, uma viagem legal.
Esses são alguns exemplos sempre visando à educação financeira, social e ambiental.
Isso é uma prova de amor aos filhos e netos!
Boa sorte. Você vai precisar.

* Consultor e Conselheiro independente. Atua no Desenvolvimento Humano nas Empresas, ministrando cursos, sob medida, além de conselheiro Financeiro para pessoas físicas, pequenas e médias empresas. Também, desenvolve projetos e pesquisas para investidores, principalmente estrangeiros, interessados no mercado náutico, charter business.

Efeito Sombra - Ana Paula Antunes


O livro o “Efeito Sombra” escrito por três renomados autores espiritualista – Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson, trouxe para mim o encontro do poder escondido na minha verdade.

Através desta literatura instigante fui descobrindo partes da minha personalidade que estavam esperando ser descobertas para que a partir do fim da leitura eu possa por mim mesma me ensinar, treinar e guiar para alcançar meus objetivos com mais força, criatividade e brilho. Através da leitura deste livro concretizei a minha percepção já iniciada anteriormente na formação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG concluída em fevereiro que tudo o que desejamos esta sim ao nosso alcance esperando ser reconhecido, ouvido e abraçado, no entanto ignoramos e nos sabotamos mesmo inconscientemente podendo até em muitas vezes chegando a estaremos como destruição de relações, eliminação da nossa auto motivação e sem que percebemos ficamos cada vez mais distantes dos nosso sonhos e desejos.

A abordagem em relação as nossas “sombras” inicialmente é sutil, mas ao passar pelos autores, a cada capitulo fica mais claro os comportamentos que nos levam a algumas atitudes de uma forma que e reflexão é natural, silenciosa. Realmente não conhecer as nossas sombras é um dos maiores obstáculos que enfrentamos rumo a felicidade. O livro traz mensagens práticas de como direcionar e melhorar os nossos comportamentos com o objetivo de usarmos “as nossas sombras ao nosso favor”, entendê-las como positivo para o nosso crescimento pessoal e até profissional.

O grande questionamento que ficou ao final da leitura do livro é: “Estamos prontos para lidar com a sombra?”.... Acho que esta resposta nunca estará completa, mas dar um passo de cada vez é fundamental para isso.

Ana Paula Atico Antunes

RH - Educação Corporativa


Dica: Compre Livro O Efeito Sombra de R$ 34,90 por R$ 22,30. Aproveite!
CiadosLivros.com.br/oEfeitoSombra

NOSSO GRUPO - Gabriela Azevedo

Há quatro anos coordeno os Grupos de Estudos da ABRH-SP, no primeiro ano foi muito dificíl, começamos com três grupos e acabamos o ano com um, no segundo começamos com quatro e acabamos com quatro, no terceiro e quarto ano também... Porém, em Março temos "briga" no período de inscrição, enquanto no final do ano temos seis, oito, no máximo 10 participantes. Muitos me perguntam por que persisto? São Paulo tem muita coisa, além do transito que dificulta a chegada na ABRH SP uma vez por mês 19h. Persisto porque acredito na força do grupo! Persisto por pessoas como a Gabriela, consultora, mãe, esposa, profissional, mulher e acima de tudo "dedicada"a expandir-se...

Que sirva de inspiração para todos que quiserem fazer parte da nossa tribo...


Neste ano, decidi participar de um dos Grupos de Estudo que a ABRH oferece. Entrei no site e vi que havia diferentes grupos disponíveis. Todos pareciam interessantes, mas um em especial chamou a minha atenção: Equipes dão Certo. Escolhi esse tema porque qualquer trabalho em qualquer área envolve equipes, grupos, pessoas.
Como eu não havia ido à reunião de apresentação dos grupos, cheguei ao primeiro encontro sem saber o que e quem esperar. O que exatamente iríamos estudar? Quem seriam as pessoas que estariam lá? Quem seria o facilitador do grupo? Será que esse grupo daria certo?
Fui surpreendida. Conheci um grupo aberto e participativo, em que há espaço para todos, cada um com seu jeito, sua história, seu olhar. A cada encontro, compartilhamos vivências, experiências e conhecimento.
Encontrei uma facilitadora que conduz o grupo com suavidade, leveza e envolvimento. Com sua sensibilidade e perspicácia, ela nos leva a novas discussões e reflexões.
Estar nesse grupo fez muita diferença para mim. O grupo enriqueceu meu olhar e aprimorou a minha atuação. Sem dúvida, Equipes dão Certo!

Gabriela Azevedo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Geração Y - Há conflitos na sua empresa?



Grabriela D’Aló é estudante de Psicologia na PUC-RS e após ler o Livro Geração Y, fez alguns comentários...

Em Junho, fui presenteada pela Pati com o livro “A Geração Y” do autor Sidnei Oliveira. O livro trata sobre as diferentes gerações que estão entrando em contato nos dias atuais. Ele aborda as novas emergências no mercado de trabalho, os novos estilos, ambições e metas que a geração Y vem implementando e traz uma explicação para os conflitos que emergem no encontro dessas diferentes gerações, cada qual com suas particularidades.
Sidnei diz que temos cinco gerações diferentes interagindo entre si, e que esse fato traz diversos pontos conflitantes e divergentes, uma vez que cada geração cresceu e foi influenciada por um período histórico diferente tendo, portanto, pontos de vista bastante diferentes.
Ao ler esse livro me identifiquei imediatamente com a Geração Y, mais popularmente conhecida como a geração dos vídeo games. Basicamente essa geração busca uma auto-realização, novos desafios e inovações. É uma geração que está acostumada a receber feed-back e a sempre buscar vencer seus recordes e enfrentar desafios cada vez maiores.
Achei a leitura muito interessante e relevante para o meu momento atual, pois começo agora a ter experiência profissional e, com isso, começo a lidar com as diferentes gerações e suas prioridades. Atualmente estou fazendo o meu primeiro estágio em psicologia, trabalho no RH de uma empresa. Tenho tido diversas experiências, tanto boas como ruins e, ao ler esse livro vi vários aspectos pelos quais eu passei, ou senti, descritos pelo livro. Achei o presente muito interessante e oportuno, e recomendo esse livro para quem tiver interesse, pois é muito interessante e é uma leitura agradável.

Gabriela D’Alò.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Competência, você sabe o que é? Competente, você sabe se é?



Texto de Raquel Cartolari Ortega, participante do Grupo de Estudos Equipes Dão Certo da ABRH SP.

Antes de compreender o significado da expressão competência muito utilizada hoje nas organizações, é importante resgatar e refletir sobre a origem da palavra e sua aplicação no passado.

No final da Idade Média, o termo competência era utilizado basicamente como linguagem jurídica, pois seu significado remetia estritamente à faculdade dada a uma pessoa (ou instituição) para apreciar ou julgar certas questões. Mais tarde o termo passou a indicar reconhecimento social sobre a capacidade de alguém para se pronunciar sobre determinado assunto, ou realizar certo trabalho.
O uso frequente do termo competência no ambiente organizacional lhe atribuiu variadas conotações, contudo, a que pretendemos tratar aqui é o conceito do “CHA”, muito empregado por gestores de RH em processos de recrutamento e seleção.
A sigla CHA é a abreviação de:

Conhecimento = Saber | Habilidade = Fazer | Atitude = Querer

O conhecimento refere-se ao saber que a pessoa acumulou ao longo de sua vida e está relacionado a informações, conceitos e idéias integrados por ela em sua memória. A habilidade está relacionada à capacidade da pessoa em utilizar o conhecimento armazenado em uma ação, enquanto que a atitude diz respeito à predisposição da pessoa em realizar algo, ou seja, em querer fazer.
Sob esta ótica, entende-se por competência a combinação sinérgica entre conhecimentos, habilidades e atitudes, necessários para o exercício de determinada atividade.

As competências humanas são reveladas quando as ações do profissional fazem a ligação entre a sua conduta individual e a estratégia da organização, agregando valor para ambos. Essa contribuição para a consecução dos objetivos organizacionais, por sua vez, expressa reconhecimento social sobre sua capacidade.

Para compreender como isso funciona na prática, podemos tomar um exemplo simples e cotidiano da indústria de serviços, onde o grau de exigência na qualidade do atendimento ao cliente é altíssimo. Os empregados são cobrados para atender o cliente com receptividade e cortesia visando superar suas expectativas. No entanto, o que é indispensável para que este empregado desempenhe bem esta tarefa, aparentemente simples?
Ele deverá mobilizar conhecimentos sobre os serviços da empresa, rotinas e processos, habilidade para argumentar e comunicar-se de forma clara com o cliente, além de ter uma predisposição positiva (atitude), manifestando receptividade e cortesia.

A ausência de algum desses elementos certamente tornará o resultado da ação ineficiente e seu desempenho não estará alinhado aos objetivos da empresa. Logo, o empregado será considerado inadequado ao cargo, ou “incompetente” (como se costuma rotular de forma pejorativa).

O inverso também é verdadeiro. O desempenho do profissional que faz uso de todos estes recursos será diferenciado e agregará valor à organização. Consequentemente ele obterá reconhecimento por sua capacidade ou potencial.
Tal exemplo aplica-se a qualquer área de atuação. Não há mais espaço no mercado para profissionais muito bons tecnicamente, mas incompletos sob a ótica do CHA. O perfil de profissional que as organizações buscam é, sem dúvida, os que estiverem mais bem preparados, do ponto de vista técnico e comportamental.

Cabe, portanto, ao profissional que deseja planejar sua carreira, fazer continuamente uma auto-análise para detectar os pontos que precisam ser ainda aprimorados.

Se você já possui bons conhecimentos técnicos para o pleno exercício de sua função, ótimo! Mas procure desenvolver outras áreas como liderança, inteligência emocional ou capacidade para administrar pessoas e conflitos, por exemplo.

Após conhecer o conceito do CHA, verifique as reais possibilidades de crescimento do mercado e posicione-se para alcançar uma melhor performance. Você já sabe que será sempre avaliado sob estes três pontos: conhecimentos, habilidades e atitudes.
Não deixe para depois! Comece hoje mesmo a planejar sua carreira!
O seu desenvolvimento e, consequentemente sucesso, dependem exclusivamente de você!

Isso também é competência!

Raquel Cartolari Ortega


Fonte: CARBONE, Pedro Paulo; BRANDÃO, Hugo Pena; LEITE, João Batista Diniz;
VILHENA, Rosa Maria. Gestão por competências e gestão do conhecimento.
Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas – FGV, Série Gestão de Pessoas, 2005.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Os pais "moldam" as escolhas de seus filhos?


Esse final de semana passei com meus pais, bem pertinho, conversando, abraçando-os, compartilhando reflexões...
Falando da copa e do quanto os pais muitas vezes depositam seus sonhos, suas expectativas e suas esperanças por um futuro mais promissor nas costas dos seus filhos, ouvi do meu pai querido a seguinte frase: "Acho que nós sempre influenciamos... Com nossas ideias, incentivos o que nossos filhos devem ser e que caminho seguir..." Eu contestei, porque uma das coisas mais preciosas que ouvi do meu pai foi: "Escolha fazer algo que você tenha prazer e o dinheiro virá..." "Escolha por paixão", sem dúvida essa foi senão a mais importante, uma das mais importantes lições que tomei para minha vida... Disse a ele, não para consolá-lo, nem para redimi-lo, mas porque é a mais pura verdade... "Você pode pensar que influenciou, mas não direcionou, pois sempre me senti livre para escolher o que julgava o melhor para mim..." Minha irmã é uma Publicitária talentosa que tenho absoluta certeza que dirá o mesmo e meu irmão um projeto de arquiteto, dedicado e comprometido e aprender... Na minha família somos os primeiros nas nossas carreiras. Nessa mesma semana presenciei a emoção de pais interessados, dedicados e amorosos ouvirem sobre seus filhos, ouvirem uma psicóloga falar sobre o que eles tem de fortalezas e oportunidades de desenvolvimento e sabe o que eu ouvi? "Eu contribuí para as limitações do meu filho... Eu foquei somente no meu trabalho, eu esqueci o quanto era importante para seu desenvolvimento..."

Gostaria de dedicar minha homenagem aos pais e mães que fazem o máximo para educar e formar seus filhos, aos pais que sentem que não fizeram o suficiente, aos pais e mães que carregam nos ombros a dúvida de se fizeram o que era correto, àqueles que dedicam-se para corrigir, pois sempre há tempo de ressignificar nossas escolhas... Enquanto estivermos vivos poderemos trabalhar para evoluirmos e amenizarmos nossas "culpas" basta falarmos o que sentimos!

domingo, 13 de junho de 2010

Proatividade na Prática!!!


Essa semana tive um probleminha... Comum aos dias de hoje: Cartão de Crédito Clonado.
Gentilmente recebi uma ligação do setor de fraudes da instituição financeira que sou cliente há 15 dias atrás dizendo que eles haviam detectado a clonagem do meu cartão, informaram que receberia um novo cartão e que as despesas realizadas no exterior no mesmo dia que realizei despesas no Brasil não seriam cobradas na fatura do mês seguinte. Porém, na prática não foi o que ocorreu... Depois de 1h hora com o Bankline e alguns e-mails trocados com meu gerente, uma informação teria que ir à uma agência para escrever uma carta solicitando o cancelamento das despesas. Chegando na agência esperei muitos minutos pelo atendimento do gerente que estava em uma ligação telefônica interminável, seu olhar fixo para a tela de computador impedia-o de perceber o ambiente ao seu redor, três clientes aguardando um simples olhar...
Finalmente, desisti e me dirigi à mesa de um jovem atendente, na esperança de um solução.
Sentei na sua frente, respirei fundo e contei calmamente o que havia ocorrido, para minha surpresa, aquele jovem, sorridente e com aparente ansiedade, pegou o telefone à minha frente, falou rapidamente com o setor de fraudes, cancelou o débito da minha fatura, solicitou que eu fizesse o pagamento no caixa do valor correto, porém ao informá-lo que estava com pressa, pois tinha um cliente de coaching me esperando para um atendimento em 20 minutos, ele se voluntariou para preencher uma ordem de pagamento e efetuar o pagamento no caixa da minha fatura. Seu nome é JONATHAN E GRAÇAS A ELE EM 15 MINUTOS RESOLVI ALGO QUE HAVIA GASTADO ALGUMAS HORAS NO DIA ANTERIOR... Pedi que ele virasse meu gerente, ele disse que não poderia, mas deixou celular e telefone para qualquer problema que tivesse...
Mais uma vez cheguei em casa vi um débito indevido na minha conta, enviei um e-mail para meu gerente que rapidamente me respondeu com o telefone da central de atendimento para que eu faça contato...
Fico pensando como as empresas tomam suas decisões de promoção... Quantas e quantas vezes talentos que respondem com a agilidade, prestatividade e entusiasmo do Jonathan ficam esquecidos e deixam as organizações?
Contar a história do Jonathan é uma forma de reconhecer todos os profissionais anônimos que facilitam nossas vidas, nos auxiliando a resolver problemas e que, muito provevelmente, não são reconhecidos e recompensados.
OBRIGADO JONATHAN! PARABÉNS!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Subordinação na Empresa Familiar



O que é mais difícil?

Ser chefe do filho?

Do tio? Do primo?

Do irmão? Da irmã? Sim! Essa é a Resposta correta. A mais complexa a relação de subordinação é entre irmãos, segundo o especialista e pesquisador John Davis.

Por quê?

Eu tenho algumas respostas... Os irmão foram criados para ser pares, na sociedade são sócios iguais, constantemente disputam a atenção e o amor dos pais, embora os pais sempre tenham estimulado a cooperação e "tentado" criá-los de forma justa e semelhante, nem sempre essa é a percepção dos filhos...

Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto.

Deixe seus comentários....

Você recebe feedback de sua família?


Eu recebo pouco... Não nasci em empresa familiar, mas toda vez que estou trabalhando com uma delas não tem como não me remeter à minha própria história, o funcionamento de meu próprio grupo familiar e quando o John Davis fez essa pergunta pensei automaticamente nos feedbacks na minha família. Meu pai é bastante reservado, então na minha família não ter conversas sérias era um bom feedback e acredito fortemente que na dele também. Meu avô gaúcho, pecuarista dos tempos antigos, tenho certeza que feedback positivo não fazia parte do repertório. E aí fui mais longe fiquei me imaginando trabalhando neste contexto, tamanho as complexidades que envolvem o negócio familiar, diria que a probabilidade da dinâmica da família tomar corpo na empresa é absurdamente grande. Posterior, ao breve devaneio sobre minha família, me remeti às organizações não familiares e, mais especificamente, pensei em um grupo de executivos que venho acompanhando há aproximadamente dois anos, do quando foi difícil para eles falar abertamente um para o outro seus desconfortos, pois como todo o ser humano desejam ser apreciados, admirados, ser percebidos como seguros preparados para todos os desafios do mundo empresarial... Porém, foram percebendo que é necessário falar para que o outro possa entender o seu impacto nas pessoas e empresa... E na Empresa familiar é mais complexo ainda, por exemplo, como membro de uma empresa familiar "posso achar que minha irmão vai muito bem no relacionamento com a família, ela sabe aglutinar as pessoas, motivar, entusiasmar, mas na empresa possui dificuldade de cobrar o que precisa ser feito..." Mas como falar isso para ela? Será que ela irá se chatear comigo? E se fizer como quando éramos pequenos e começar a chorar? E se ela começar a mencionar as minhas fraquezas? Acho melhor deixar para falar quando algo grave acontecer... E a surpresa torna-se inimiga da empresa familiar! Não há outra forma de desenvolvimento, é preciso treinar... e queridos pais... o treino começa na família, nas relações familiares que são estabelecidas desde a infância... Mãos à obra...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fórum HSM Gestão de Empresas Familiares - Como Administrar Performance de Parentes na Empresa John Davis


Estive no Fórum HSM Gestão de Empresas Familiares na semana passada e ouvir o professor John Davis sempre é inspirador... Apesar de não ouvir grandes novidades sobre o tema acho que pude sair do encontro com a certeza de que cada dia mais e mais as empresas familiares precisam melhorar cada vez mais a gestão dos acionistas na empresa. E a receita do guru é bastante conhecida pelos profissionais de Recursos Humanos no mercado, ou seja, realizar uma boa seleção (buscar contratar o perfil adequado à função), supervisionar, observar, prover feedback, avaliar o desempenho, planejar o desenvolvimento e remunerar de acordo, fazer coaching e mentoring. Parece simples? Nem um pouco? Já imaginaram como é a observação de um irmão que é chefe da irmã mais nova, ou vice-versa? Na empresa familiar os papéis exercidos na família se misturam com os papéis exercidos na empresa. Outro aspecto interessantíssimo trazido pelo mestre é que, muitas vezes, na empresa familiar as pressão é muito maior sobre os familiares uma vez que as conquistas são minimizadas e as falhas maximizadas, isso é extremamente maléfico à auto-estima profissional, pois o familiar vive todas a sua carreira com a sensação de que não fez o suficiente, não é bom o suficiente e, embora, tenha competência para gerir o negócio seu sentimento não é esse. Por essa e outras razões, cada vez mais e mais incentiva-se futuros acionistas a investirem em experiências profissionais fora do empreendimento da família a fim de se prepararem, não somente nos aspectos técnicos, mas no aspecto psicológico-comportamental. Leia mais: http://br.hsmglobal.com/notas/57594-john-davis-pessoas-certas-nos-lugares-certos.

Quem é seu herói???

Semana passada estive em um trabalho de desenvolvimento de líderes, onde auxiliava pessoas a refletirem sobre suas vidas, seu propósito, seus valores, seu futuro... Uma das perguntas que indagávamos ao grupo era: Que é seu Herói? Ao ouvir inúmeras respostas como: meu filho, meu pai, o Lula, Alejadinho, entre outros... Passei alguns dias pensando: quem é meu herói? Claro que surgiram algumas pessoas na minha cabeça, como por exemplo, meu pai que vive intensamente seus valores e luta dia e noite por uma causa, maior que ele, que ele acredita e dedica-se talvez, mais a causa do que a si próprio... Surgiu minha mãe que abriu mão dos seus sonhos para que, muitas vezes, eu conquistasse os meus, que trabalhou, trabalhou, trabalhou... e continua trabalhando para que sua família viva em paz! Porém, muito rapidamente identifiquei minha heroína, não meu herói... Um a heroína que tem praticamente a minha idade e sustenta três filhas (14, 13 e 6 anos), uma heroina que trabalha de segunda à sabado, conciliando, 4 empregos, deixando minha vida e de outros amigos mais organizada. Uma heroina que apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, das mais de 3 horas de ônibus por dia, das dificuldades para sustentar e educar as filhas em meio a uma comunidade carente e marginalizada sorri e canta todos os dias... Uma heroína que cuida de si e dos outros com o amor que uma mãe faria, uma heroína que a cada adversidade busca recursos não sei onde para superá-la...
Um heroina que se chama Sara!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

EXPATRIAÇÃO E OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS Fernanda Azevedo



Cada dia encontramos mais estrangeiros expatriados no Brasil e brasileiros Expatriados no exterior, pensando nisso, convidei uma amiga recém chegada no Brasil e especialista o assunto, a Fernanda Azevedo autora do Blog http://interculturas-consulting.blogspot.com/ irá nos contar um pouquinho dos dilemas que envolvem a mudança de País.


Não é de hoje que ouvimos falar de globalização. Evoluímos mais em duas décadas as descobertas tecnológicas e científicas do que nossos antepassados fizeram em séculos, jamais presenciamos tamanha velocidade à forma que o mundo se desenvolve .
Com tanta tecnologia e trocas econômicas internacionais temos a impressão que as fronteiras entre os países diminuem. O acesso entre as diferentes nações em todos os continentes do mundo está mais fácil e viável. Dentro desta perspectiva algo é inevitável: as mudanças de cidades, estados e países entre as pessoas, por motivos tanto no plano profissional quanto pessoal.
No entanto, pouco estudamos e pouco falamos sobre a relação subjetiva daquele que se muda. Toda mudança, seja ela qual for, provoca sentimentos ambíguos, muitas vezes, repletos de incertezas e desconfortos.
Imaginem uma criança com um mundo cheio de descobertas à sua frente. Tudo é motivo para porquês e como que uma obrigação de achar respostas para as tais cruciais perguntas.
Pois o homem na condição de estrangeiro se assemelha muito à essa situação. Ele é confrontado o tempo todo com o novo e a estranha sensação de não compreender o mundo em que ele vive.
Assim podemos tentar nos colocarmos no lugar de um expatriado e sua família que chega ao novo país. Muitas vezes ele não recebe nenhum tipo de apoio, nem preparação para enfrentar a nova condição. Por mais informações que temos sobre o mundo, sobre os países em geral, nada se assemelha ao fato de viver e presenciar esta nova situação. Informação e experiência estão longe de serem a mesma coisa.
Sabemos hoje que 30% das expatriações são verdadeiras catástrofes. A falta de preparo e de um trabalho de apoio e acompanhamento desses expatriados leva ao sentimento de solidão e confusão de seu papel na sociedade que ele acaba de adentrar.
No seu país ele sabe quem ele é, conhece o seu valor e tem seus pontos referenciais. Uma vez que chega ao novo país, por um tempo inicial, tudo o que para ele tinha um significado, um motivo, uma explicação, torna-se desconhecido, sem compreensão e fora do seu alcance.
Além do que, as equipes e pares de trabalho com quem o estrangeiro vai passar a maioria de seu tempo não estão preparados para recebê-los. Estereótipos e preconceitos atravessam o trabalho de forma indevida, prejudicando muitas vezes a realização das tarefas.
Não podemos esquecer que empresas são constituídas de fator humano. Temos que levar em conta que além de gerente, diretor, ou colaborador o empregado tem uma identidade: é brasileiro, americano, chefe de família, vai à igreja todos os domingos, ou gosta de ver seu time do coração jogar no estádio.
Como tirar esses pontos de referência de uma pessoa uma vez que chega a segunda-feira?
-Impossível!
E é por isso que a questão cultural e sobre tudo Intercultural deve ser considerada no mundo corporativo.
Através deste viés novas disciplinas estão atentas a estas preocupações e já estão pensando e realizando um trabalho junto a essas famílias e equipes de trabalho. Muitos já perceberam que a chave do negocio é um trabalho de integração: cultural, social e linguística. A certeza também que sua família esta sendo levada a serio e que ele não esta sozinho nesta nova empreitada é fundamental para o sucesso de uma expatriação.
O custo de uma má preparação é muito alto para as empresas e para seus executivos pagarem. Estamos falando do custo principal, que vai além de cifras, conversões monetárias e transações econômicas é o custo da subjetividade de cada ser envolvido, o bem-estar dentro e fora do mundo do trabalho, e isso não deixa ninguém de fora.
O business internacional não é mais uma questão de “isso a gente da um jeito”, ou é “com o tempo” isso se resolve”. Todos sabemos que neste mundo o “jeitinho” não tem vez, o negocio é profissionalismo! E que tempo, tempo é precioso, e não se tem tempo para perder!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evento Gratuito na FIA - Qual é o grau de preparo dos seus funcionários para assumirem responsabilidades internacionais?

Data: 14/05/2010 das 18:00 – 19:30 hs.
Local: FIA - Unidade Butantã - Rua José Alves Cunha Lima, 172
(EVENTO GRATUITO PARA EX-ALUNOS E CONVIDADOS)

“Global Mindset Inventory ”

Prof. Mansour Javidan, Ph.D.

Dean of Research – Thunderbird Global School of Management
Um diagnóstico para orientar os executivos e suas empresas no desenvolvimento das aptidões necessárias para atuação global.
Venha conhecer este instrumento aplicado em parceria da FIA com a Thunderbird Global School of Management que agora passa a incluir também o Brasil.

Palestra em Inglês
Coordenação: Prof. James Wright e Alfredo Behrens.

Inscrições: http://palestrambagmi2.questionpro.com/

Qualidade de Vida: o que é isso mesmo???


Dia 27 de abril estive no encontro dos Grupos Informais de Recursos Humanos de São Paulo (http://www.gruposinformaisderh.com.br/) e adivinhem qual era o tema? Sim, isso mesmo: Trabalho, Estresse e Bem Estar.
Tivemos a oportunidade de ouvir alguns especialistas no assunto que repetem o que todos nós estamos cansados de saber: resultados e bem estar/saúde estão diretamente interligados. Ainda demonstramos grande dificuldade de provarmos quatitativamente a relação entre esses dois aspectos, mas na vida real percebemos que quanto mais pressionado, menos resultado o ser humano é capaz de entregar.
Saí do evento refletindo, principalmente, sobre o que as empresas tem feito de fato para estimular o equilíbrio na vida de seus empregados e a resposta que me vem à cabeça é MUITO POUCO! No proprio evento tivemos a oportunidade de ouvir um case sobre o incentivo a esses aspectos, mas o que percebi foram as práticas tradicionais de recursos humanos, bem implementadas, mas nada a mais, nada que incentive o funcionário a encontrar o seu eixo a aprender a "cuidar de si". Hoje trabalho na minha própria casa, consigo fazer exercício físico três a quatro vezes por semana, faço minha prática espiritual na mesma frequência, tenho momentos de lazer. Não posso dizer que trabalho pouco, não é verdade, trabalho muito, viajo muito e também trabalho fora de hora, mas aprendi a oscilar. Oscilar significa, dar-se tempo para respirar e é isso que incentivo meus coachees a encontrarem, cada um tem sua fórmula, mas o conceito é reserve e se dê o direito de PARAR... Respirar e recomeçar... isso tornará você mais produtivo. Outro ponto que tenho pensando é o seguinte, será que todos os futuros empregados estão dispostos a seguir nesse ritmo? Creio que não caros Gestores, cada vez mais tenho ouvido dos meus coachees: "Quando olho para o meu chefe penso: será que quero ser como ele? E a resposta é não, definitivamente essa não é a vida que quero para mim..."
Equilíbrio deixará de ser, no futuro, a cereja do bolo, para tornar-se o recheio... As organizações irão crescer com isso e nossos filhos também...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os 15 mandamentos do bom recrutamento - Por Hugo Caccuri Jr. *

Quem nunca teve que contratar alguém na vida??? Fácil? Difícil?
Com as dicas do nosso parceiro Hugo Caccuri Jr tudo fica mais simples...
Gestor, coachee, profissional de RH aproveite as dicas e torne seu processo seletivo mais rápido e eficiente!


Contratar o profissional errado é um péssimo negócio para qualquer empresa. Ele possivelmente vai tomar as decisões erradas, vai consumir tempo e energia do seu chefe e atrair outros profissionais errados, para citar apenas três dentre as inúmeras conseqüências ruins deste erro. Livrar-se dele será uma tarefa desgastante, demorada e cara. É bastante provável que ninguém, em sã consciência, discorde dessas coisas. Então por que será que as empresas, mesmo cientes da importância de acertar, continuam errando tanto em suas contratações? Porque contratar direito não é fácil. Requer atenção, dedicação, disposição e muita paciência. E requer, também, que seja cumprido um processo completo de recrutamento, trabalho que demora pelo menos dois meses. O bom processo de recrutamento, seguido pelas consultorias sérias de hunting, envolve 15 mandamentos-chave. As empresas que não podem ou não querem contratar os serviços de um head-hunter para fazer as suas contratações devem seguir esses mandamentos, pois os bons resultados são garantidos. Vamos a eles.
1) Missão, visão e cultura - A empresa precisa ter bem claras sua missão e visão e conhecer sua cultura. Se ela não souber qual a sua razão de ser, o que vai ser no futuro e quais são os valores, atitudes e costumes que cultiva terá que depender da sorte para recrutar profissionais que tenham um perfil que combine com tudo isso.
2) Funções e metas - É preciso que estejam bem definidas as funções, metas e desafios da posição que o profissional vai ocupar. A conversa de que “depois a gente vê direito” não funciona na prática.
3) Reporte - É fundamental que esteja determinado a quem o profissional se reportará. E tem que ser uma pessoa só, para não virar a história do cachorro que tem dois donos e por isso mesmo acaba morrendo de fome.
4) Qualificações - A empresa tem que definir claramente as qualificações que a função exige para ser exercida. Qualificações são a formação do candidato, como graduação e cursos de mestrado e pós-graduação que tenha feito, os idiomas que domina, o conhecimento técnico que reúne e as experiências práticas que teve. Se a pessoa já implantou um Balanced Score Card na empresa ou um sistema como o SAP, por exemplo, ela tem qualificação para implantar novamente essas tecnologias.
5) Competências - A empresa também tem que definir da forma mais clara possível as competências que o cargo exige para saber quem está procurando. Competências são o conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e atitudes que a pessoa apresenta, como liderança, facilidade de comunicação, aptidão para gerir pessoas, capacidade para trabalhar sob pressão, etc. É sempre melhor que o candidato já possua as competências necessárias, pois apesar de ser possível desenvolver algumas delas, o processo não é fácil nem rápido.
6) Entrevistas por competência - Elas realmente ajudam as empresas a errar menos na escolha dos seus profissionais. Mas somente pessoas capacitadas e experientes na prática de entrevistas por competência podem fazê-las, pois elas envolvem técnicas específicas.
7) Avaliação - Todos os candidatos finalistas a um cargo devem passar por um assessment - processo de avaliação capaz de prever o desempenho da pessoa em uma função e a forma como ela vai realizar suas atividades. Um assessment bem feito fornece informações preciosas sobre o profissional em questão. Mostra seu estilo de trabalho, sua maneira de gerenciar pessoas, seu jeito de reagir aos imprevistos, de se adequar à equipe, enfim, evidencia seus principais comportamentos. Essas informações, obviamente, farão com que a contratação seja feita com muito mais segurança.
8) Processo aberto - Sempre que possível, é bom que o processo de recrutamento seja feito de forma aberta e que funcionários da própria empresa possam participar dele e também concorrer à posição. O benefício de o processo não ser escondido dos empregados é que os candidatos finalistas poderão ser entrevistados pelos seus futuros subordinados, superiores e pares, sem nenhum constrangimento, antes da tomada de decisão. E a vantagem de o processo ser interno e externo ao mesmo tempo é que o leque de profissionais concorrendo será maior. Quando o recrutamento é apenas interno a empresa corre o risco de preencher a posição com o melhor candidato do seu quadro de funcionários, o que não significa que seja o melhor ao seu alcance.
9) Referências – Pedir referências, tanto pessoais como profissionais, é absolutamente necessário. Quanto mais extensas forem as referências do candidato, mais informação se obterá sobre ele, o que aumentará a chance de acertar na escolha da pessoa. O ideal é falar com chefes, subordinados e pares dos seus últimos empregos.
10) Conhecer a empresa - Se certificar de que os candidatos finalistas conheçam ao máximo a empresa - sua cultura, missão, visão e valores. Caso seja um processo aberto, garantir que eles conheçam seus futuros chefes, pares e subordinados. Muitas vezes a contratação dá errado porque o candidato não gosta ou não combina com a empresa e só percebe como ela é quando já está trabalhando, ou seja, tarde demais. A essa altura muito tempo e energia já foram gastos à-toa.
11) Dúvidas – Não dá para escolher o candidato enquanto houver dúvidas. É melhor fazer várias rodadas de entrevistas, por mais que demore e dê trabalho, mas ter certeza ao fazer a contratação. Os pontos todos só serão esclarecidos nas conversas com o candidato, por isso, se forem necessárias mais dez entrevistas, que sejam.
12) Falsas expectativas - Devem ficar claras para o candidato quais as dificuldades e desafios que ele vai encontrar e os objetivos que lhe esperam na empresa. Não adianta pintar um quadro colorido e gerar falsas expectativas, pois, além de não gostar de ser enganado, o profissional pode querer largar tudo quando se deparar com a realidade. A empresa só perderá com isso, além de voltar à estaca zero.
13) Receber o candidato - Tão importante quanto contratar a pessoa certa é recebê-la direito na empresa e dar-lhe o coach necessário nos primeiros tempos. É ilusão esperar que o contratado entre na empresa e possa ficar por conta própria. O começo em um novo emprego não é fácil para ninguém, quase todos os profissionais ficam meio perdidos. Não adianta esperar que a pessoa “se vire” e mostre resultados – é preciso dar o devido apoio.
14) Não ter pressa - O bom recrutamento implica não queimar nenhuma das etapas do processo. Qualquer processo de seleção bem feito demora de dois a quatro meses para ser concluído. As posições mais altas podem demorar muito mais. Portanto, prepare a paciência.
15) Arrogância – A escolha entre empresa e candidato é mútua e é essencial ter consciência disso. Hoje não é mais só a empresa que escolhe o profissional - o bom profissional, aquele a quem nunca falta trabalho, também escolhe a empresa onde vai trabalhar. É preciso, portanto, cuidar com carinho de cada detalhe da contratação, antes, durante e depois, durante todo o processo. As empresas que tratam os candidatos com uma certa arrogância, como se o interesse fosse muito mais deles do que dela, correm o risco de perder gente talentosa. E mostram que estão bem mal informadas sobre o mercado atual, pois ainda no fim do século XX Peter Druker, uma das maiores autoridades mundiais da administração, já disse: “A maioria das empresas ainda acredita, embora talvez inconscientemente, no que os empregadores do século passado acreditavam: as pessoas precisam mais de nós do que nós precisamos delas.”

* Hugo Caccuri Jr. é head-hunter e sócio-fundador da Caccuri Executive Search

domingo, 28 de março de 2010

Como fazer a sucessão em empresas familiares?


Nesta sexta-feira, aconteceu no Blue Tree Faria Lima em São Paulo o III Congresso Nacional de Empresas Familiares do Instituto de Empresas Familiares do Brasil – IEFB. Dentre muitos temas discutidos pelos palestrantes que trouxeram detalhadamente a origem e história de suas empresas o tem a Sucessão é o que despertou maior curiosidade da platéia.
Como escolher o melhor sucessor? Como identificar qual o melhor sucessor para o negócio?
E quando mais de um dos filhos ou sobrinhos reúnem as características ou desejo tocar o negócio?
E se nenhum dos familiares tem esse desejo?
Quando é o melhor momento de fazer a sucessão?
Deveria trazer algum executivo do mercado?
Será que o comando deveria permanecer na família?
E se meus filhos não quiserem atuar na empresa?

São inúmeras as perguntas e inúmeras possibilidades de resposta...

No evento tivemos a oportunidade de ouvir muitas opiniões ou conhecer várias realidades:

Alguns dos palestrantes manifestaram-se contra a contratação de externos, outros estão fazendo a sucessão da propriedade com membros da família, mas trouxeram executivos do mercado, outros ainda nem tiveram oportunidade de pensar nisso, já que é o próprio fundador e está na casa dos 40 anos... esse ainda não é o assunto foco. Tivemos oportunidade de ouvir o case Randon, de uma empresa que investe fortemente no desenvolvimento da Família, Gestão e Propriedade.

O fato é que quanto mais convivemos e conhecemos o tema sob o aspecto teórico e prático, maiores são as possibilidades de prevenção de problemas de sucessão.

Queridos pais, fundadores, acionistas, demonstrem amor pelos seus negócios e pelas suas famílias, incentivem seus filhos a conhecerem seus negócios... “Certa vez como consultora fui chamada por uma família para fazer a sucessão nesta empresa, quatro acionistas na casa dos 60 anos, queriam que os filhos (aqueles que eles impediram qualquer contato com o negócio) fossem formados para sucedê-los)”, será isso possível? Até é, talvez não dentro do prazo desejado pelos donos do empreendimento... Um dos palestrantes trouxe o exemplo, se fizer algo errado o “castigo”é fazer estágio na empresa, qual a qualidade do vinculo estabelecida neste caso entre sucessores e negócio?

Outro ponto que acho de extrema relevância destacar, existe a sucessão da propriedade e da gestão, todos o filhos serão herdeiros legítimos da propriedade, então deveram (desde cedo) serem preparados para suceder os pais. Porém, existe a sucessão da gestão. Na sucessão da gestão a recomendação é que existam critérios concretos com regras claras de entrada e sai de familiares e como em qualquer organização métricas de performance. Queridos pais, novamente, estimulem seus filhos a encontrarem o caminho que lhes fará felizes em suas carreiras e invistam nos seus filhos, não somente naqueles que escolherem a empresa como futuro profissional, pois familiares felizes e bem resolvidos profissionalmente sem dúvida serão melhores acionistas.

Quando é a hora da sucessão? John Wood, da Heidrick & Struggles, diz que a hora de falar de sucessão é exatamente o momento em que você assumiu o cargo... Sim isso mesmo! Apesar de evitarmos em nossa cultura o assunto morte, isso é algo que até mesmo um jovem presidente que acaba de assumir o comando está sujeito. Ainda, é preciso entender que levamos pelo menos 10 anos para preparar um executivo para assumir a presidência de um negócio.

Espero ter contribuído com minhas idéias e opiniões sobre esse assunto que continua a “preocupar” os donos e sócios de empresas familiares.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Invictus - O poder do perdão e da inspiração


Apesar de estar em cartaz há mais de um mês somente nesse sábado tive a oportunidade de assistir Invictus. Já havia ouvido comentários e lido à repostagem de Ruth Aquino na Época. Fui ansiosa para ver de perto o que havia ouvido, realmente todos que lideram precisam assistir esse filme...
Mandela tem o dom de inspirar “Como você inspira seus jogadores? Como os faz crer que eles são melhores do que realmente são?” frase tocante para todos nós que precisamos mobilizar pessoas a atingir algo que, muitas vezes, elas não acreditam ser capazes. Mandela era capaz de tratar a todos de forma única, além de fazer com que todos se sentissem únicos em sua presença, tudo isso genuinamente.
Outra frase que me tocou: "Como posso inspirar pessoas a mudar se eu mesmo não for capaz de mudar?" Sim, o verdadeiro líder admite que mudou de idéia, que pensa diferente, que deixou de acreditar m algumas coisas e passou a acreditar em outras... O líder pode mudar de idéia, sim ele pode! Ele pode e deve ser capaz de se reinventar a cada dia...
Porém, o que mais me fez pensar foi "como pode um homem ficar 30 anos preso e ao deixar a prisão perdoar aqueles que os colocaram lá?" Esse homem tem um sonho, tem um propósito que vai além de si mesmo, esse homem persegue seu sonho e não aqueles que o perseguiram... Perdoar, é fácil? Não! De jeito algum... quantas vezes, guardamos todos o nossos recentimentos do passado, colecionamos memórias que não acrescentam em nada para nossas vidas, competimos no trabalho... Pedir perdão e perdoar é um exercício e humildade que conquistamos a cada passo e nossa caminhada. Mandela perdoou... e assim conquistou algo que muitos duvidavam, a união de uma nação dividida e cheia de ódio entre brancos e negros.

Compartilhem suas percepções sobre o filme!