
Eu recebo pouco... Não nasci em empresa familiar, mas toda vez que estou trabalhando com uma delas não tem como não me remeter à minha própria história, o funcionamento de meu próprio grupo familiar e quando o John Davis fez essa pergunta pensei automaticamente nos feedbacks na minha família. Meu pai é bastante reservado, então na minha família não ter conversas sérias era um bom feedback e acredito fortemente que na dele também. Meu avô gaúcho, pecuarista dos tempos antigos, tenho certeza que feedback positivo não fazia parte do repertório. E aí fui mais longe fiquei me imaginando trabalhando neste contexto, tamanho as complexidades que envolvem o negócio familiar, diria que a probabilidade da dinâmica da família tomar corpo na empresa é absurdamente grande. Posterior, ao breve devaneio sobre minha família, me remeti às organizações não familiares e, mais especificamente, pensei em um grupo de executivos que venho acompanhando há aproximadamente dois anos, do quando foi difícil para eles falar abertamente um para o outro seus desconfortos, pois como todo o ser humano desejam ser apreciados, admirados, ser percebidos como seguros preparados para todos os desafios do mundo empresarial... Porém, foram percebendo que é necessário falar para que o outro possa entender o seu impacto nas pessoas e empresa... E na Empresa familiar é mais complexo ainda, por exemplo, como membro de uma empresa familiar "posso achar que minha irmão vai muito bem no relacionamento com a família, ela sabe aglutinar as pessoas, motivar, entusiasmar, mas na empresa possui dificuldade de cobrar o que precisa ser feito..." Mas como falar isso para ela? Será que ela irá se chatear comigo? E se fizer como quando éramos pequenos e começar a chorar? E se ela começar a mencionar as minhas fraquezas? Acho melhor deixar para falar quando algo grave acontecer... E a surpresa torna-se inimiga da empresa familiar! Não há outra forma de desenvolvimento, é preciso treinar... e queridos pais... o treino começa na família, nas relações familiares que são estabelecidas desde a infância... Mãos à obra...

Gostei do texto. Muito bem escrito.
ResponderExcluirAbraços!
Obrigado Gabriel!!!
ResponderExcluirAbraço, continue contribuindo!!!