domingo, 28 de março de 2010

Como fazer a sucessão em empresas familiares?


Nesta sexta-feira, aconteceu no Blue Tree Faria Lima em São Paulo o III Congresso Nacional de Empresas Familiares do Instituto de Empresas Familiares do Brasil – IEFB. Dentre muitos temas discutidos pelos palestrantes que trouxeram detalhadamente a origem e história de suas empresas o tem a Sucessão é o que despertou maior curiosidade da platéia.
Como escolher o melhor sucessor? Como identificar qual o melhor sucessor para o negócio?
E quando mais de um dos filhos ou sobrinhos reúnem as características ou desejo tocar o negócio?
E se nenhum dos familiares tem esse desejo?
Quando é o melhor momento de fazer a sucessão?
Deveria trazer algum executivo do mercado?
Será que o comando deveria permanecer na família?
E se meus filhos não quiserem atuar na empresa?

São inúmeras as perguntas e inúmeras possibilidades de resposta...

No evento tivemos a oportunidade de ouvir muitas opiniões ou conhecer várias realidades:

Alguns dos palestrantes manifestaram-se contra a contratação de externos, outros estão fazendo a sucessão da propriedade com membros da família, mas trouxeram executivos do mercado, outros ainda nem tiveram oportunidade de pensar nisso, já que é o próprio fundador e está na casa dos 40 anos... esse ainda não é o assunto foco. Tivemos oportunidade de ouvir o case Randon, de uma empresa que investe fortemente no desenvolvimento da Família, Gestão e Propriedade.

O fato é que quanto mais convivemos e conhecemos o tema sob o aspecto teórico e prático, maiores são as possibilidades de prevenção de problemas de sucessão.

Queridos pais, fundadores, acionistas, demonstrem amor pelos seus negócios e pelas suas famílias, incentivem seus filhos a conhecerem seus negócios... “Certa vez como consultora fui chamada por uma família para fazer a sucessão nesta empresa, quatro acionistas na casa dos 60 anos, queriam que os filhos (aqueles que eles impediram qualquer contato com o negócio) fossem formados para sucedê-los)”, será isso possível? Até é, talvez não dentro do prazo desejado pelos donos do empreendimento... Um dos palestrantes trouxe o exemplo, se fizer algo errado o “castigo”é fazer estágio na empresa, qual a qualidade do vinculo estabelecida neste caso entre sucessores e negócio?

Outro ponto que acho de extrema relevância destacar, existe a sucessão da propriedade e da gestão, todos o filhos serão herdeiros legítimos da propriedade, então deveram (desde cedo) serem preparados para suceder os pais. Porém, existe a sucessão da gestão. Na sucessão da gestão a recomendação é que existam critérios concretos com regras claras de entrada e sai de familiares e como em qualquer organização métricas de performance. Queridos pais, novamente, estimulem seus filhos a encontrarem o caminho que lhes fará felizes em suas carreiras e invistam nos seus filhos, não somente naqueles que escolherem a empresa como futuro profissional, pois familiares felizes e bem resolvidos profissionalmente sem dúvida serão melhores acionistas.

Quando é a hora da sucessão? John Wood, da Heidrick & Struggles, diz que a hora de falar de sucessão é exatamente o momento em que você assumiu o cargo... Sim isso mesmo! Apesar de evitarmos em nossa cultura o assunto morte, isso é algo que até mesmo um jovem presidente que acaba de assumir o comando está sujeito. Ainda, é preciso entender que levamos pelo menos 10 anos para preparar um executivo para assumir a presidência de um negócio.

Espero ter contribuído com minhas idéias e opiniões sobre esse assunto que continua a “preocupar” os donos e sócios de empresas familiares.

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