
Estava ansiosa por esse fórum, pois conheço a Leni que é responsável pela Academia de Líderes do Grupo Votorantim e tem desenvolvido um brilhante trabalho, cursei CEAG na FGV e amei a palestra magna do Bill Fischer renomado professor do IMD.
As questões chaves eram:
Como melhor envolver as pessoas no desenvolvimento?
Como integrar culturas?
Os programas corporativos devem envolver ética?
A educação deve ser mais à distância? Mais virtual? Mais presencial? Qual o papel das mídias???
Segundo Bill, não há como integrar diferentes culturas sem envolver/incluir as pessoas na construção da estratégia... Fica a pergunta: Será que esta é uma prática empresarial adotada por nossas empresas? Votorantim argumenta que inclui nos programas de desenvolvimento líderes de diferentes organizações e isso têm funcionado. No grupo Votorantim a Universidade Corporativa foi a plataforma de integração. Segundo Bill, você não conquista sinergia com pessoas se elas não entendem o que estão fazendo, por que fazem as coisas como estão fazendo.
Não desmerecendo os brasileiros do painel, mas os pontos que mais me chamaram a atenção é o quanto nós brasileiros ainda temos que aprender sobre educação de adultos e, mais atualmente, educação das gerações futuras, seja a Y ou as que ainda virão...
O IMD já está utilizando as mídias como ferramentas de desenvolvimento, a idéia principal é proporcionar um ambiente em que as pessoas possam se conhecer umas as outras e não somente ter conteúdo, que elas possam trocar experiências, compartilhar aprendizados.
Quais a metodologias utilizadas pelo IMD nos programas de desenvolvimento de executivos?
Mais atividades à distância;
Sala de aula continua, mas diminuem o modelo tradicional (professor-aluno);
Cases;
Mais conversas (subgrupos) para construir Network;
Levar executivos para outros locais (Brasil, China, Índia, etc...) para ver o que está acontecendo no mundo;
O instrutor passa a ser um facilitador de conversas, porque, principalmente, as pessoas que vão para o programa sabem muito, o papel do professor é ajuda-los a trocar idéias, isso tem tudo a ver com Andragoria (quem quiser aprofundar leia – Aprendizagem para Resultados);
Blogs, Twitter, Ipod, etc... São usados antes mesmo das pessoas chegarem no Campus...
Isso me fez lembrar meu irmão há dois anos atrás quando entrou na faculdade, antes da Matricula, sua turma já tinha comunidade no orkut, já se conhecia, já sabiam dos professores feras e já estavam agendando o churrasco da turma... Pode? SIM!!!
E ONDE FICA O CEO? E OS GERENTES SENIORES NESSE CONTEXTO?
Percebe-se que muitas vezes os programas são construídos para os gerentes, pois diretores e presidente não têm tempo para treinamento e qual o impacto disso na empresa?
Um impacto muito negativo, uma alternativa, construirmos programas sintéticos, mas que os gestores possam entender o que está acontecendo com relação ao desenvolvimento de seus subordinados e inclusive participar desse processo...
No IMD o meio da pirâmide é incluído, também, técnicos e supervisores são chamados a opinar...
Temos muito para evoluir, nossas universidades no Brasil precisam entender que o perfil dos estudantes mudou e que não dá para querer controlar pela lista de presenças, ao mesmo tempo, é preciso incluir, mobilizar, tocar e sensibilizar o aluno para o desenvolvimento...
Mãos à obra Recursos Humanos, Educadores e Líderes!!!

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