quinta-feira, 18 de abril de 2013

Como os adultos aprendem?



Hoje saí do grupo que coordeno da ABRH inspirada, por quê? Porque mais uma vez estou vivenciando na prática o que aprendi ao ler o livro Aprendizagem para Resultados. Até hoje tive duas experiências concretas de onde vivi a andragogia (aprendizagem de adultos) na prática: uma na minha formação em dinâmica dos grupos (http://www.sbdg.org.br/web/) e a segunda nos próprios grupos de estudos da ABRH SP. Eu, particularmente, confio muito nesse modelo. Acredito profundamente que o adulto aprende com base na sua experiência e que se estimulado grandes transformações acontecem. Acredito que dar a resposta, o caminho não leva à descoberta, mas sim à acomodação. No início o grupo resiste, pois é mais “confortável”trazer algo mais pronto, tipo uma apresentação de power point, mas no fundo depois todos ficam satisfeitos com o resultado da experimentação. Ao olhar as avaliações de hoje, o grupo traz: adorei a dinâmica, experimentar algo novo, a participação e muitas outras falas nessa linha. O que poderia ser melhor ainda? Mais participação! Facilitar grupos assim é um grande desafio, pois para nós facilitadores, professores, consultores ser o portador das soluções é muito tentador, afinal nosso Ego cresce! Por outro lado, experienciar o desabrochar do grupo, o crescimento de cada indivíduo, a expressão dos talentos individuais e únicos não tem preço. Sigo acreditando que esse é o caminho da educação de forma geral, talvez não somente dos adultos, mas também dos jovens e crianças, porque em um mundo que tudo está na internet o que faz a diferença é aprender a aprender juntos e não construirmos espaços de transferência de conhecimento. O que você acha sobre esse tema?

2 comentários:

  1. Bem Patricia, eh como você disse o resultado que vejo quando trabalho com grupos dessa maneira eh fantástico, não da para enfiar uma ideia nova para um adulto guela a baixo, sem levar em consideração toda a sua experiência e vivencia e a discussão em cima de suas experiências acrescenta muito a todos. Afinal o que queremos sempre como facilitadores eh que o que esta sendo apresentado, discutido seja colocado em pratica, não eh mesmo? Maria Luiza de Oliveira Palumbo

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  2. Super Patrícia, este livro é incrível e o SBDG foi um grande marco metodológico para mim. O Coaching da mesma forma me colocou neste lugar que você cita tão bem... o de apoiador do processo do grupo ou do coachee. Eu me identifico imensamente com seu post. Obrigada.

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