Quarta-feira, 17 de abril de 2013. Dia típico de outono,
temperatura amena durante o dia e um frio aceitável na entrada da noite que
começou a acontecer no Itaim Bibi, bairro que mescla residências, escritórios e
comércio na cidade de São Paulo.
Público seleto chegando ao Hotel Tryp Itaim... alunos,
ex-formandos e pessoas alinhadas ao Erickson College, convidados e membros do
International Coach Federation, coaches e aspirantes... público vivamente
interessado.
Welcome coffee, networking, descontração, papo animado e
entrada para a sala de reunião.
Frequência quantiqualificada bem dimensionada para um dia no
meio de uma semana tipicamente paulistana de trabalho.
Apresentação do Presidente eleito do ICF (International
Coaching Federation) Brasil, seus diretores presentes, seus objetivos e
propostas.
Na sequência, introdução de Marilyn Atkinson.
Para os que não a conhecem ou a conhecem pouco, Marilyn é PhD
e principal autora da obra Art &
Science of Coaching Series juntamente com Rae T. Chois.
Em seu currículo também consta ser Coach Trainer and Developer, internacionalmente reconhecida,
consultora de várias organizações, Master
Trainer em PNL, Psicóloga Organizacional, autora de modelo de Coaching focado em solução e orientado
para resultados.
No mundo corporativo, Marilyn foi introdutora de novas
abordagens desse modelo de Coaching para
vários tipos de desafios organizacionais, de líderes e de times, tornando as
ferramentas eficazes e fáceis para o uso dos gestores.
Complementa esses atributos o fato de Marilyn ter sido uma
estudiosa de Milton Erickson por longos anos e ter dado o seu nome ao Erickson
College, fundado por ela, além de ter tido o privilégio de trabalhar
diretamente com Fritz Perls, criador da Gestalt.
Atualmente, a canadense Marilyn está baseada em Vancouver,
é Presidente do Erickson College
International e vem aplicando o programa “A Arte e a Ciência do Coaching”
(certificado no nível ACTP pela ICF – International Coaching Federation) em mais de 40 países, inclusive
o Brasil.
A palestrante ansiosamente aguardada adentra o recinto, que
até aquele momento parecia ter certa desproporcionalidade, e o transforma no
tamanho de sua intenção, definindo com olhos e simpatia as fronteiras de
interação com o público.
Começa sua fala, previamente
batizada como “The World Game of Coaching
– changing the world one conversation at a time”.
Anima
trancendentis... o auditório inunda-se de uma aura coach, contagiando tudo e a todos progressiva e envolventemente...
Sem dúvida, Marilyn é uma senhora Embaixadora do Coaching!
Ela desperta interesse, implanta envolvimento, alavanca
motivações, racionaliza emoções e emociona razões... tudo em profunda sintonia
com todas as cores, matizes, luzes e brilhos do coaching...
Transcendentalmente posso dizer que Erickson se fez
presente em forma de energia viral... contaminando os presentes com insights e
inspirações quentes e participativas... e as coisas foram acontecendo... coaching
de coaches, maestria viva... aconchegante!
Esse clima perpassou toda a palestra, inspirou participações
atentas, interessadas e me motivou a discorrer sobre uma questão respondida e
que fala muito de perto aos anseios de coaches e aspirantes efetivos:
__ Quais são, atualmente, os obstáculos à atuação dos
coaches?
Marilyn calmamente respondeu:
__ São três os obstáculos à atuação dos coaches que vejo
atualmente:
1.
Crachá ou
cartão de visita
Hoje em dia, consultores, assessores, profissionais
liberais, profissionais em geral e ex-empregados de organizações dos mais
variados setores, origens e portes simplesmente trocam seu crachá e seu cartão
de visita para o título de coach e
começam a atuar. Como se isso fosse possível num passe de mágica!
Podem fazer de tudo, menos atuar como coaches, e isto
prejudica em muito os verdadeiros profissionais que estudam com afinco e se
dedicam a aprimorar sua atuação como coaches efetivos, dedicados e conscientes
de sua missão e de seu trabalho.
No sentido de combater essa anomalia cresce a importância
de entidades sérias como o ICF – International Coaching Federation que,
pautado por um rigoroso Código de Ética, visa preservar a integridade da
profissão de coaching.
O ICF estabelece
elevados padrões de qualidade para certificação de programas independentes de
treinamento em coaching e para o
credenciamento de seus associados.
2.
Medo
Boa parte dos profissionais efetivos tem medo de arriscar,
arrojar e evoluir na atuação como coaches. Tem medo de agir como coaches, de
abordar os clientes e de transcender em suas ações para a realização de
eficazes seções de coaching.
Esse medo inibe a evolução natural de bons profissionais e
o avanço do coaching.
Dirijo-me aos coaches e os convoco a superarem esse medo e
se projetarem como efetivos ativistas para mudar o mundo, conversa após
conversa de coaching.
Essa é nossa revolução. Essa é nossa maior missão. Esse é o
nosso foco para ajudar pessoas no atingimento de seus objetivos, para superar
suas limitações, para crescer e se desenvolver. Nós temos técnicas e métodos
que alavancam positiva e proativamente essa conversa de coaching e não podemos
nos furtar de realizar esse trabalho construtivo. Não podemos deixar de dar
nossa contribuição ao desenvolvimento de seres humanos na busca por
realizações, por superação e pela felicidade.
3. Arrogância e prepotência
Esses sentimentos são assumidos por coaches que se
consideram superiores aos seus clientes, que extrapolam sua posição de coaches.
Tratam-se de falsos sentimentos de superioridade ou de
autoafirmação de coaches que se acham superiores ao seu real trabalho de
facilitadores de seus clientes, de instigadores do desenvolvimento e do
crescimento dos coachees.
São sentimentos que prejudicam a evolução do coaching como
a forma que pregamos para ajudar na revolução dos meios com que as pessoas se superam,
crescem, se desenvolvem e buscam suas realizações.
A soberba atrofia a visão do coach e o diminui, exatamente
ao contrário do que imagina ao assumi-la. A pretensa superioridade inebria
atitudes e deteriora pretensões, apequenando intenções e transformando gestos
em arremedos. É um dos piores vícios que um coach pode assumir.
Como podem ver foi uma lição simples dada por uma pessoa
que tem a grandeza de se comunicar com a simplicidade dos que fazem a
diferença. Foi muito bom estar presente e assistir a essa demonstração de amor
ao coaching e ao engrandecimento de sua utilização nesse mundo complexo. Foi
muito bom compartilhar esses momentos com a Embaixadora do Coaching, por isso
compartilho com vocês. Espero que curtam esse compartilhamento.
(*) B. Afonso Macagnani é executivo
de Recursos Humanos, coach pelo IMR / Erickson College, diretor/consultor de
executive search da Taplow Brasil Consultores, mediador e árbitro pelo
Sindicato dos Economistas de São Paulo e mestre em Administração de Empresas
pela PUC–SP – contato: macagnani@osite.com.br e celular +55 (11) 99992-0740.
Créditos da Foto Suzana Azevedo (ICF)


Texto muito bem redigido, fiquei triste por não ter comparecido. Obrigada pelo compartilhamento! Fatima Patz
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