sexta-feira, 26 de abril de 2013

A visita da Embaixadora do Coaching e os três obstáculos à atuação dos Coaches: uma lição simples. Por Benedito Afonso Macagnani (*)


Quarta-feira, 17 de abril de 2013. Dia típico de outono, temperatura amena durante o dia e um frio aceitável na entrada da noite que começou a acontecer no Itaim Bibi, bairro que mescla residências, escritórios e comércio na cidade de São Paulo.
Público seleto chegando ao Hotel Tryp Itaim... alunos, ex-formandos e pessoas alinhadas ao Erickson College, convidados e membros do International Coach Federation, coaches e aspirantes... público vivamente interessado.
Welcome coffee, networking, descontração, papo animado e entrada para a sala de reunião.
Frequência quantiqualificada bem dimensionada para um dia no meio de uma semana tipicamente paulistana de trabalho.
Apresentação do Presidente eleito do ICF (International Coaching Federation) Brasil, seus diretores presentes, seus objetivos e propostas.
Na sequência, introdução de Marilyn Atkinson.
Para os que não a conhecem ou a conhecem pouco, Marilyn é PhD e principal autora da obra Art & Science of Coaching Series juntamente com Rae T. Chois.
Em seu currículo também consta ser Coach Trainer and Developer, internacionalmente reconhecida, consultora de várias organizações, Master Trainer em PNL, Psicóloga Organizacional, autora de modelo de Coaching focado em solução e orientado para resultados.
No mundo corporativo, Marilyn foi introdutora de novas abordagens desse modelo de Coaching para vários tipos de desafios organizacionais, de líderes e de times, tornando as ferramentas eficazes e fáceis para o uso dos gestores.
Complementa esses atributos o fato de Marilyn ter sido uma estudiosa de Milton Erickson por longos anos e ter dado o seu nome ao Erickson College, fundado por ela, além de ter tido o privilégio de trabalhar diretamente com Fritz Perls, criador da Gestalt
Atualmente, a canadense Marilyn está baseada em Vancouver, é Presidente do Erickson College International e vem aplicando o programa “A Arte e a Ciência do Coaching” (certificado no nível ACTP pela ICFInternational Coaching Federation) em mais de 40 países, inclusive o Brasil.
A palestrante ansiosamente aguardada adentra o recinto, que até aquele momento parecia ter certa desproporcionalidade, e o transforma no tamanho de sua intenção, definindo com olhos e simpatia as fronteiras de interação com o público.
Começa sua fala, previamente batizada como “The World Game of Coaching – changing the world one conversation at a time”.
Anima trancendentis... o auditório inunda-se de uma aura coach, contagiando tudo e a todos progressiva e envolventemente...
Sem dúvida, Marilyn é uma senhora Embaixadora do Coaching!
Ela desperta interesse, implanta envolvimento, alavanca motivações, racionaliza emoções e emociona razões... tudo em profunda sintonia com todas as cores, matizes, luzes e brilhos do coaching...
Transcendentalmente posso dizer que Erickson se fez presente em forma de energia viral... contaminando os presentes com insights e inspirações quentes e participativas... e as coisas foram acontecendo... coaching de coaches, maestria viva... aconchegante!
Esse clima perpassou toda a palestra, inspirou participações atentas, interessadas e me motivou a discorrer sobre uma questão respondida e que fala muito de perto aos anseios de coaches e aspirantes efetivos:
__ Quais são, atualmente, os obstáculos à atuação dos coaches?
Marilyn calmamente respondeu:
__ São três os obstáculos à atuação dos coaches que vejo atualmente:
1.            Crachá ou cartão de visita
Hoje em dia, consultores, assessores, profissionais liberais, profissionais em geral e ex-empregados de organizações dos mais variados setores, origens e portes simplesmente trocam seu crachá e seu cartão de visita para o título de coach e começam a atuar. Como se isso fosse possível num passe de mágica!
Podem fazer de tudo, menos atuar como coaches, e isto prejudica em muito os verdadeiros profissionais que estudam com afinco e se dedicam a aprimorar sua atuação como coaches efetivos, dedicados e conscientes de sua missão e de seu trabalho.
No sentido de combater essa anomalia cresce a importância de entidades sérias como o ICFInternational Coaching Federation que, pautado por um rigoroso Código de Ética, visa preservar a integridade da profissão de coaching.
O ICF estabelece elevados padrões de qualidade para certificação de programas independentes de treinamento em coaching e para o credenciamento de seus associados.
2.            Medo
Boa parte dos profissionais efetivos tem medo de arriscar, arrojar e evoluir na atuação como coaches. Tem medo de agir como coaches, de abordar os clientes e de transcender em suas ações para a realização de eficazes seções de coaching.
Esse medo inibe a evolução natural de bons profissionais e o avanço do coaching.
Dirijo-me aos coaches e os convoco a superarem esse medo e se projetarem como efetivos ativistas para mudar o mundo, conversa após conversa de coaching.
Essa é nossa revolução. Essa é nossa maior missão. Esse é o nosso foco para ajudar pessoas no atingimento de seus objetivos, para superar suas limitações, para crescer e se desenvolver. Nós temos técnicas e métodos que alavancam positiva e proativamente essa conversa de coaching e não podemos nos furtar de realizar esse trabalho construtivo. Não podemos deixar de dar nossa contribuição ao desenvolvimento de seres humanos na busca por realizações, por superação e pela felicidade.
3.        Arrogância e prepotência
Esses sentimentos são assumidos por coaches que se consideram superiores aos seus clientes, que extrapolam sua posição de coaches.
Tratam-se de falsos sentimentos de superioridade ou de autoafirmação de coaches que se acham superiores ao seu real trabalho de facilitadores de seus clientes, de instigadores do desenvolvimento e do crescimento dos coachees.
São sentimentos que prejudicam a evolução do coaching como a forma que pregamos para ajudar na revolução dos meios com que as pessoas se superam, crescem, se desenvolvem e buscam suas realizações.
A soberba atrofia a visão do coach e o diminui, exatamente ao contrário do que imagina ao assumi-la. A pretensa superioridade inebria atitudes e deteriora pretensões, apequenando intenções e transformando gestos em arremedos. É um dos piores vícios que um coach pode assumir.
Como podem ver foi uma lição simples dada por uma pessoa que tem a grandeza de se comunicar com a simplicidade dos que fazem a diferença. Foi muito bom estar presente e assistir a essa demonstração de amor ao coaching e ao engrandecimento de sua utilização nesse mundo complexo. Foi muito bom compartilhar esses momentos com a Embaixadora do Coaching, por isso compartilho com vocês. Espero que curtam esse compartilhamento. 
(*)    B. Afonso Macagnani é executivo de Recursos Humanos, coach pelo IMR / Erickson College, diretor/consultor de executive search da Taplow Brasil Consultores, mediador e árbitro pelo Sindicato dos Economistas de São Paulo e mestre em Administração de Empresas pela PUC–SP – contato: macagnani@osite.com.br    e    celular +55 (11) 99992-0740.
Créditos da Foto Suzana Azevedo (ICF)

Um comentário:

  1. Texto muito bem redigido, fiquei triste por não ter comparecido. Obrigada pelo compartilhamento! Fatima Patz

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