INSPIRADORA é definição
que daria para a primeira palestra magna realizada no CONARH cujo o título é “Acelerar para
Competitividade: o Desafio Humano”, realizada pelo presidente da nossa querida
empresa Natura e que teve como âncora o renomado Headhunter e mestre professor
Cabrera.
Alessandro fala para o
público presente sobre o tradicional Fórum dos presidentes realizado anualmente
na semana que antecede o CONARH.
Quais as principais
preocupações dos 90 presidentes presentes (responsáveis por 2 terços do 2/3)?
“O Brasil está em um momento que precisa
dar uma parada, puxar o freio de mão. Eu por mim dava um baita cavalo de pau”, diz Alessandro.
E qual o foco?
Segundo Alessandro, os
presidentes trouxeram muito fortemente 3 pontos. Primeiro, Infraestrutura, para
gerar confiança ao investidor. Segundo, estabelecer capacidade de fazer
negócio, ou seja, tornar a vida dos empresários mais simples, ter as regras do
jogo mais claras. E terceiro, investir em Educação, além de pessoas para
consumir é preciso gente para produzir com inovação. Ainda sobre esse ponto, um
dado de pesquisa do Boston Consulting
Group revelou que 38% dos estudantes
brasileiros que deixam as universidades são considerados analfabetos
funcionais, resumidamente não são capazes de fazer contas ou interpretar
textos. Quando menciona o aspecto Educação Alessandro é categórico, não
trata-se de diploma, trata-se de conhecimento.
E quem promoverá essas
mudanças? Os Líderes: líderes de empresas, líderes dos governo, líderes de
organizações não governamentais.
Cabrera solicita que
Alessandro comente os seus próprios desafios na Natura com relação ao tema
Gestão de Pessoas?
O primeiro desafio do
Líder é olhar para o Mundo como um mundo em transformação, um mundo onde todos
estão conectados o tempo todo. Um mundo que está recebendo uma nova geração,
uma geração que pensa de uma forma muito diferente, que se relaciona diferente
com o trabalho e com o consumo. “Se as
empresas não estiverem preparadas para mudar sua cultura poderão sair do
mercado. É preciso estar atento aos sinais”, aconselha Alessandro Carlucci.
Outro aspecto bastante
enfatizado por Carlucci é praticar o
desapego. Só estando preparados para nos desapegarmos a forma que fazemos
as coisas é que seremos capazes de lidar com esse Mundo Novo. Com relação a
esse ponto, Alessandro conta a visita que fez ao Facebook no Vale do Silício e
ao chegar lá o escritório estava vazio, ficou pensando que tinha dado “azar”,
mas o fato era que para responder ao lançamento de um novo produto da concorrência
(Google) 80% dos engenheiros estavam afastados para pensar em uma resposta,
isso provavelmente duraria 3 meses. Carlucci conta que fez humildemente uma
pergunta sobre como ficariam as Metas anuais, seu interlocutor respondeu: “Não
temos metas anuais, não temos a mínima ideia do que vai acontecer daqui para
frente. “É fácil falar de desapego,
difícil é praticar o desapego”, conclui Carlucci.
E por último Carlucci fala
dos sistemas atuais de Gestão de pessoas, que segundo ele estão ultrapassados e
pautados em uma mentalidade retrógrada da Revolução Industrial. São sistemas de
avaliação e desenvolvimentos focados no que falta às pessoas. Humildemente
menciona que na Natura isso ainda não acontece, mas sua crença é deveríamos
focar nos talentos das pessoas, no que cada um tem de melhor e isso passa por
nos desapegarmos de uma modelo antigo de gestão.


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