terça-feira, 14 de agosto de 2012

Abertura CONARH 2012 "Acelerar para a Competitividade: o Desafio Humano", Alessandro Carlucci Presidente da Natura




INSPIRADORA é definição que daria para a primeira palestra magna realizada no  CONARH cujo o título é “Acelerar para Competitividade: o Desafio Humano”, realizada pelo presidente da nossa querida empresa Natura e que teve como âncora o renomado Headhunter e mestre professor Cabrera.

Alessandro fala para o público presente sobre o tradicional Fórum dos presidentes realizado anualmente na semana que antecede o CONARH.

Quais as principais preocupações dos 90 presidentes presentes (responsáveis por 2 terços do 2/3)?

O Brasil está em um momento que precisa dar uma parada, puxar o freio de mão. Eu por mim dava um baita cavalo de pau”, diz Alessandro.

E qual o foco?

Segundo Alessandro, os presidentes trouxeram muito fortemente 3 pontos. Primeiro, Infraestrutura, para gerar confiança ao investidor. Segundo, estabelecer capacidade de fazer negócio, ou seja, tornar a vida dos empresários mais simples, ter as regras do jogo mais claras. E terceiro, investir em Educação, além de pessoas para consumir é preciso gente para produzir com inovação. Ainda sobre esse ponto, um dado de pesquisa do Boston Consulting Group revelou que  38% dos estudantes brasileiros que deixam as universidades são considerados analfabetos funcionais, resumidamente não são capazes de fazer contas ou interpretar textos. Quando menciona o aspecto Educação Alessandro é categórico, não trata-se de diploma, trata-se de conhecimento.

E quem promoverá essas mudanças? Os Líderes: líderes de empresas, líderes dos governo, líderes de organizações não  governamentais.

Cabrera solicita que Alessandro comente os seus próprios desafios na Natura com relação ao tema Gestão de Pessoas?

O primeiro desafio do Líder é olhar para o Mundo como um mundo em transformação, um mundo onde todos estão conectados o tempo todo. Um mundo que está recebendo uma nova geração, uma geração que pensa de uma forma muito diferente, que se relaciona diferente com o trabalho e com o consumo. “Se as empresas não estiverem preparadas para mudar sua cultura poderão sair do mercado. É preciso estar atento aos sinais”, aconselha Alessandro Carlucci.

Outro aspecto bastante enfatizado por Carlucci é praticar o desapego. Só estando preparados para nos desapegarmos a forma que fazemos as coisas é que seremos capazes de lidar com esse Mundo Novo. Com relação a esse ponto, Alessandro conta a visita que fez ao Facebook no Vale do Silício e ao chegar lá o escritório estava vazio, ficou pensando que tinha dado “azar”, mas o fato era que para responder ao lançamento de um novo produto da concorrência (Google) 80% dos engenheiros estavam afastados para pensar em uma resposta, isso provavelmente duraria 3 meses. Carlucci conta que fez humildemente uma pergunta sobre como ficariam as Metas anuais, seu interlocutor respondeu: “Não temos metas anuais, não temos a mínima ideia do que vai acontecer daqui para frente. “É fácil falar de desapego, difícil é praticar o desapego”, conclui Carlucci.

E por último Carlucci fala dos sistemas atuais de Gestão de pessoas, que segundo ele estão ultrapassados e pautados em uma mentalidade retrógrada da Revolução Industrial. São sistemas de avaliação e desenvolvimentos focados no que falta às pessoas. Humildemente menciona que na Natura isso ainda não acontece, mas sua crença é deveríamos focar nos talentos das pessoas, no que cada um tem de melhor e isso passa por nos desapegarmos de uma modelo antigo de gestão.


Foto: Ana Fuccia (retirada do Blog da ABRH Nacional)

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