Ontem ao CONARH e assisti
uma Palestra inspiradora da Renata Beretta Superintendente de Desenvolvimento Organizacional do Banco
Santander falando sobre o fim do
programa de trainees do banco e a implantação da Plataforma Santander –
Caminhos e Escolhas http://www.caminhoseescolhas.com.br/
Minha intenção nessa
reflexão não é de forma alguma incentivar nenhum de vocês a encerrar o seu
programa de trainees, mas sim pensar sobre ele.
Minha primeira pergunta é:
Qual o principal objetivo do programa de trainees na sua empresa? O que você
espera de resultado desse programa?
...
Você está atingindo os
resultados? Falo isso porque tenho tido a oportunidade de acompanhar jovens em
seu processo de carreira e muitas vezes o que a empresa deseja com o programa
não está alinhado à necessidade do jovem, assim depois de um grande
investimento de dinheiro e energia o vínculo com entre o Jovem e a empresa é
frágil e não sobrevive. Assim, o que poderia ser uma estratégia de atração de
talentos não se confirma no longo prazo
como uma estratégia sustentável. Muitas vezes, o programa foi desenhado em
outro contexto e não está tendendo as necessidades de um momento novo de
mudanças, conexão instantânea e colaboração. O que você pensa sobre isso?
Um segundo aspecto que gostaria de trazer para nossa reflexão coletiva
que percebo como bastante frágil nos programas (os que tive a oportunidade de
acompanhar) é a transição de trainees para seu próximo cargo. Quando o jovem
era trainee ele podia tudo, tinha acesso à informações privilegiadas na empresa
e até mesmo contato com pessoas de alto nível na hierarquia da organização, mas
o programa acabou... e agora? Agora esse jovem virou mais um na multidão em nem
sempre está preparado para lidar com a realidade da vida como ela realmente é.
O gestor/líder e/ou mentor se o programa contemplar será a chave do sucesso
nesse momento. Quais são suas ações para isso? Seu programa possui essa
fragilidade?
E o terceiro ponto é o
trainee em relação aos “outros” jovens
“tão talentosos quanto”. O que isso quer dizer? Outro dia estava em uma empresa
fazendo a preparação dos gestores que irão receber e “desenvolver” e o que
ouvi: “E nós??? O que será feito para o nosso desenvolvimento?” Estou na
empresa há 8 anos e não sou coordenadora, sou engenheira sênior, ele vai sair
do programa e virar meu chefe?” A empresa deve ser preparada para receber os
trainees, os demais funcionários precisam ser envolvidos no programa e precisam
sentir que também possuem oportunidades de desenvolvimento. Lá na própria
palestra ontem, uma pessoa , sua idade é próxima aos 40 anos, perguntou
exatamente isso, e os não tão jovens como estão sendo desenvolvidos no
Santander? Tenha certeza que essa pergunta irá surgir na sua empresa (aberta ou
veladamente)!
Após essa breve reflexão
que insights você teve sobre sua realidade? Seu programa atender as
necessidades dos envolvidos no programa? Jovens? Profissionais da empresa?
Gestores?
Por que não colocar todos
para conversar sobre o assunto, seguindo o exemplo do Santander?
Boas reflexões e ações!


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