A profissão de Coach é uma
profissão relativamente nova no Brasil, enquanto no na América do Norte e na
Europa já caminha para sua maturidade diria que aqui estamos começando a engatinhar...
E por que digo isso?
No dia de ontem tive o
privilégio de participar do segundo Fórum de Coaching no Brasil e ouvir cases
de três empresas grandes, sérias e importantes: Gerdau representada pela
Diretora de RH Denise Casagrande, Natura representada por Marisa Vieira Godoi,
Gerente de Desenvolvimento de RH e o Comitê Rio 2016, Elizabeth Correira
responsável pela área de desenvolvimento do Comitê e o Presidente da
International Coaching Federation, Damian Goldvarg.
Um breve resumo sobre os
CASES apresentados:
Na Natura o objetivos era utilizar o coaching como uma ferramenta para
preparar profissionais para lidar com as mudanças necessárias. Trata-se de um
programa de Coaching Interno em que os Gestores que tem excelente avaliação e
que passam pelo Coaching Integral (um programa reconhecido pela ICF) e
posteriormente tornam-se coaches de profissionais de alto potencial na empresa.
Marisa enfatiza muito fortemente a importância do autoconhecimento e
autodesenvolvimento do coach. “O coach precisa passar por uma transformação
interna para, mais tarde poder auxiliar no desenvolvimento do outro”.
A Gerdau o programa de Coaching e Mentoring tem como objetivo
acelerar o desenvolvimento. Quem decide
quem serão elegíveis ao programa é uma comitê de avaliação. Na Gerdau os
coaches são internos e foram credenciados pela empresa. Os critérios para
escolha do coaches externos forma: Qualificação técnica (formação em Humanas),
ter sido executivo e alinhamento à Cultura. Os coaches passaram por treinamento
sobre o negócio e a cultura Gerdau e precisavam seguir a metodologia desenhada
pela área de Recursos Humanos da empresa. Os resultados do programa foram
avaliados por meio de Avaliação 360o, Pesquisa de Clima, Avaliação
de Desempenho e Auto avaliação do coachee ao final do programa.
No Comitê Olímpico o coaching foi a ferramenta utilizada para
alinhamento cultural e para acelerar o desenvolvimento de líderes que vem da
área técnica, ou seja, muitas vezes são ex esportistas. A opção foi por coaches
externos e o processo iniciou pelo presidente. É um programa que está começando
e os resultados não foram medidos.
O que ficou bastante
evidente no Fórum? (minha opinião claro)
Primeiro aspecto, as
empresas estão utilizando o coaching para o desenvolvimento de potenciais ou
gestores de alto nível na organização, diferentemente de alguns anos atrás onde
éramos contratados para “consertar” gestores
problema, ou como a última chance da demissão.
Segundo, há pouca ou quase
nenhum conhecimento das áreas de Recursos Humanos sobre as Competências dos
COACHES definidas pela ICF. Nenhuma das palestrantes mencionou que foi
considerado a escolha de um coach com formação credenciada pela ICF (apesar do
curso mencionado pela Natura estar na lista de cursos credenciados). Preocupante?
Um pouco, cada dia no Brasil temos encontrado a proliferação de cursos de
formação de coaches de dois ou três dias que acreditam que formam um
profissional ou líderes e/ou executivos que por terem apoiado pessoas
informalmente no seu desenvolvimento acreditam que podem tornar-se coaches sem
formação adequada. Você pode consultar os cursos credenciados pela ICF no
Brasil no link abaixo:
Terceiro ponto, nenhum
participantes dos casos mencionou conhecer as credenciais de coaches da ICF,
não que elas são garantia de 100% de resultados, ao contratar um profissional
certificado pela ICF significa que ele está seguindo as competências (http://www.coachfederation.org/icfcredentials/core-competencies/)
do coach determinadas pela maior
organização mundial dedicado ao avanço da profissão de coaching e
estabelecimento de critérios de qualidade. Para saber mais sobre o
credenciamento de coaches e os níveis de credenciamento acesse http://www.coachfederation.org/icfcredentials/
E o último ponto, ainda
que 90% dos processos de coaching no mundo seja realizado por Skype ou celular
e com a chegada de novas gerações com estilo de comunicação diferente e
bastante conectadas às novas tecnologias, as áreas de Recursos Humanos que representavam
a comunidade de RH neste fórum tenham se mostrado tão resistentes e tenham
tecido comentários que denotam que se não houver outra forma até pode ser
feito, mas que o resultado não será o mesmo. Nessa sentido, fomos premiados com
a frase do Presidente da ICF Global que nos fala “para o coaching à distância
dar certo depende do desejo do coach e
do coachee experimentar essa nova forma.”
Gostaria de formalmente
agradecer aos muitos voluntários da ICF Brasil e ICF Capítulo São Paulo pelo
trabalho iniciado e desejar muito sucesso nessa longa caminhada rumo à
profissionalização.
Fotos: Ana Fuccia (Retirada http://abrhnacional.org/)


Patricia, obrigada por compartilhar as informações deste fórum! Excelentes ponderações sobre o papel do coach no Brasil! Como profissional da área e coach certificada pela ICF, entendo bem o desafio de vender um serviço que muitas vezes esbarra no papel do consultor ou do psicólogo e que aparentemente pode ser realizado por qualquer pessoa sem o devido preparo técnico e emocional.
ResponderExcluirParabéns pelo artigo!
Patricia,
ResponderExcluirMuito grata pelo seu resumo, considerações e atitude de compartilhar o que vivenciou durante o forúm! Assim é como se eu tivesse participado!!!
Bjs,
Obrigado pelos comentários!!! Yara, que bom que você gostou!!!
ResponderExcluirFlávia, todos nós precisamos divulgar as competências que devem ser consideradas na contratação de um coach!
Abraços!