quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Trabalhar com paixão! por Flávia de Paula




Na semana passada tive a felicidade de viver uma experiência
gastronômica com um grupo de executivos da América Latina. Estávamos em um workshop de construção de equipe e pra comemorar o diretor da área escolheu, sabiamente, o restaurante From the Galley (http://www.fromthegalley.com.br), pra celebrar com sua equipe.

Ao entrar no local já era possível notar que aquele não é um restaurante comum. A decoração é aconchegante, à meia luz, com algumas velas espalhadas pelo ambiente, uns pufes bem distribuidos pelo hall de entrada, e uma só mesa com vinte lugares. Sim, este é um restaurante com uma única mesa!

Mas o que mais chama a atenção nesta cena não é nenhum dos elementos que descrevo acima, mas sim o chef, dono e idealizador do restaurante. De alto astral e sorriso no rosto, ele cumprimenta os convidados e vai pra cozinha, onde sua equipe já está com tudo preparado para o jantar. Um jantar onde ninguém escolhe o que vai comer. A experiência gastronômica è por conta deste senhor simpático e sua equipe. E vale a pena o risco!

Como a cozinha é aberta, da ponta da mesa podemos observar todo o processo do preparo e montagem dos pratos. E o chef vai conversando com a turma e explicando o conceito do restaurante, alguma particularidade dos pratos, o que ele mais gosta de cozinhar, porque
ele não cozinha carne bem passada, as lembranças da infância que as sobremesas evocam nele, etc. E fica clara a paixão deste homem pela culinária e pelo bem servir! Via o brilho nos seus olhos a cada explicação, ao ver a reação das pessoas enquanto saboreavam um prato novo..... Era contagiante!

Ele contou que aquilo começou como um hobby, que ele sempre esteve ligado ao negócio de navios - de fato notamos a decoração toda tem a ver com navios e o mundo dos barcos. Contou que muitos acharam que ele era louco de montar um restaurante com uma só mesa! Mas ele foi em frente e seguiu com sua ideia, até que ela virasse realidade.

Pra terminar a experiência, na hora da saída cada um ganhou um pãozinho caseiro, com a seguinte frase dita por ele - "um mimo pra você se lembrar da gente no seu café da manhã de amanhã!"

Depois dessa noite uma antiga crença minha foi reforçada - mesmo que você tenha uma ideia meio maluca, como montar um restaurante de uma só mesa, se você tiver paixão pelo que faz, acaba contagiando sua equipe, seus clientes e isso pode fazer toda a diferença! Especialmente quando estamos falando de venda de serviços e experiências!



Flávia de Paula (favia@regencia.com.br) é consultora, coach, facilitadora gráfica.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sustentabilidade em São Paulo, você pode fazer uma pequena parte...


Na semana passada eu e meu marido ganhamos novos membros no nosso apartamento: MINHOCAS!!! Isso mesmo, agora elas passaram a fazer parte da nossa vida, pois compramos uma composteira.
 Em dezembro do ano passado conheci uma pessoa que tinha uma composteira (veja a imagem abaixo) na sua casa e me contou como era simples manter uma delas – além de não dar quase nenhum trabalho as minhocas consumiam praticamente todo os seu lixo orgânico. Cheguei em casa animada e o Pedro começou a pesquisar sobre o assunto.
 Nós dois moramos praticamente a vida toda no interior, em cidades pequenas e estamos em São Paulo há 8 anos. Nos incomoda o fato de que essa vida moderna da cidade grande não nos deixa muito pra contribuir com a preservação do Planeta, nossa casa! O Pedro, pra piorar, trabalha em um dos setores mais poluidores – a aviação. Já que no nosso apartamento não temos como plantar árvores, assim decidimos cuidar minimamente do lixo que produzimos, escolhendo sempre produtos que gerem menos lixo e agora com as minhocas cuidaremos pelo menos do nosso lixo orgânico!!! Fiquei tão feliz quando elas chegaram!!!
 E as minhocas me levaram a pensar na sustentabilidade como um todo, na sustentabilidade da minha vida, no quanto eu estou cuidando da integração das diversas área da minha vida no meu dia a dia, mas isso é assunto para logo mais, no próximo posting.

Se você, assim como eu, quiser cuidar do seu lixo orgânico e desejar comprar uma composteira para o seu apartamento acesse www.moradadafloresta.org.br
 Outras ideias que tenho adotado para fazer minha parte:

  •           Oferecer carona (muitas vezes nossos amigos não estão dispostos a dar carona porque toma tempo, você pode começar oferecendo carona solidária)
  •           Agendar compromissos próximos
  •           Atender coaching no Parque (nesses dias vou de bicicleta)
  •           Frequentar restaurantes perto da sua casa (Você contribui com o comércio perto do bairro)
  •         Sempre que possível andar a pé
  •          Escolher produtos no supermercado que não utilizem embalagem (ou comprando quantidades maiores)
  •          Dispensar a sacolas plásticas no supermercado (use retornáveis ou peça caixas)
  •         Trabalhar em casa e priorizar o atendimento de clientes na minha região (indicando clientes mais distantes para outros consultores que tem sua residência ou escritório próximo do cliente) 
 E você, o que tem feito em prol da sustentabilidade? 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Qual o futuro da profissão de coaching no Brasil? Como se pode garantir a ética na profissão? por Estela Zanni*


Estas e outras questões foram tema do encontro que aconteceu na ICF – Internacional Coaching Federation, na semana passada. O presidente mundial da instituição esteve em São Paulo falando sobre posicionamento do coaching no mercado brasileiro e trazendo importantes recomendações aos Coaches. Além disso, por meio de um World Café, cerca de 90 participantes presentes puderam trazer suas contribuições ao tema.

Para facilitar, organizar e registrar todas essas informações, minha parceira Fernanda de Paula e eu fomos convidadas para fazer a Colheita Gráfica do evento. Foi extremamente estimulante e inspirador testemunhar o entusiasmo e a seriedade com que os Coaches vem tratando sua prática.
O registro gráfico de reuniões, palestras e eventos tem se mostrado super eficaz para organizar o conteúdo discutido e gerado, facilitando sua visualização, assimilação e consulta posterior. Para nós que fazemos a colheita, além de ser um trabalho lúdico e prazeroso, é sempre uma satisfação ver os olhares surpresos e comentários entusiasmados quando os painéis ficam prontos. Desta vez, não foi diferente. Ao final do encontro na ICF, diversos participantes não perderam tempo em fotografar o material e garantir seus registros.  




* Estela Zanni é psicóloga, consultora em avaliação desenvolvimento de pessoas e facilitadora gráfica. estela@atendimento-psicologia.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Programa de Trainee: como está o seu?




Ontem ao CONARH e assisti uma Palestra inspiradora da Renata Beretta Superintendente  de Desenvolvimento Organizacional do Banco Santander  falando sobre o fim do programa de trainees do banco e a implantação da Plataforma Santander – Caminhos e Escolhas http://www.caminhoseescolhas.com.br/

Minha intenção nessa reflexão não é de forma alguma incentivar nenhum de vocês a encerrar o seu programa de trainees, mas sim pensar sobre ele.

Minha primeira pergunta é: Qual o principal objetivo do programa de trainees na sua empresa? O que você espera de resultado desse programa?

...

Você está atingindo os resultados? Falo isso porque tenho tido a oportunidade de acompanhar jovens em seu processo de carreira e muitas vezes o que a empresa deseja com o programa não está alinhado à necessidade do jovem, assim depois de um grande investimento de dinheiro e energia o vínculo com entre o Jovem e a empresa é frágil e não sobrevive. Assim, o que poderia ser uma estratégia de atração de talentos não se  confirma no longo prazo como uma estratégia sustentável. Muitas vezes, o programa foi desenhado em outro contexto e não está tendendo as necessidades de um momento novo de mudanças, conexão instantânea e colaboração. O que você pensa sobre isso?

Um segundo aspecto  que gostaria de trazer para nossa reflexão coletiva que percebo como bastante frágil nos programas (os que tive a oportunidade de acompanhar) é a transição de trainees para seu próximo cargo. Quando o jovem era trainee ele podia tudo, tinha acesso à informações privilegiadas na empresa e até mesmo contato com pessoas de alto nível na hierarquia da organização, mas o programa acabou... e agora? Agora esse jovem virou mais um na multidão em nem sempre está preparado para lidar com a realidade da vida como ela realmente é. O gestor/líder e/ou mentor se o programa contemplar será a chave do sucesso nesse momento. Quais são suas ações para isso? Seu programa possui essa fragilidade?

E o terceiro ponto é o trainee  em relação aos “outros” jovens “tão talentosos quanto”. O que isso quer dizer? Outro dia estava em uma empresa fazendo a preparação dos gestores que irão receber e “desenvolver” e o que ouvi: “E nós??? O que será feito para o nosso desenvolvimento?” Estou na empresa há 8 anos e não sou coordenadora, sou engenheira sênior, ele vai sair do programa e virar meu chefe?” A empresa deve ser preparada para receber os trainees, os demais funcionários precisam ser envolvidos no programa e precisam sentir que também possuem oportunidades de desenvolvimento. Lá na própria palestra ontem, uma pessoa , sua idade é próxima aos 40 anos, perguntou exatamente isso, e os não tão jovens como estão sendo desenvolvidos no Santander? Tenha certeza que essa pergunta irá surgir na sua empresa (aberta ou veladamente)!

Após essa breve reflexão que insights você teve sobre sua realidade? Seu programa atender as necessidades dos envolvidos no programa? Jovens? Profissionais da empresa? Gestores?

Por que não colocar todos para conversar sobre o assunto, seguindo o exemplo do Santander?

Boas reflexões e ações!

Fórum de Coaching 2012 – CONARH 2012 Um passo para o crescimento...



A profissão de Coach é uma profissão relativamente nova no Brasil, enquanto no na América do Norte e na Europa já caminha para sua maturidade diria que aqui estamos começando a engatinhar... E por que digo isso?

No dia de ontem tive o privilégio de participar do segundo Fórum de Coaching no Brasil e ouvir cases de três empresas grandes, sérias e importantes: Gerdau representada pela Diretora de RH Denise Casagrande, Natura representada por Marisa Vieira Godoi, Gerente de Desenvolvimento de RH e o Comitê Rio 2016, Elizabeth Correira responsável pela área de desenvolvimento do Comitê e o Presidente da International Coaching Federation, Damian Goldvarg.

Um breve resumo sobre os CASES apresentados:

Na Natura o objetivos era utilizar o coaching como uma ferramenta para preparar profissionais para lidar com as mudanças necessárias. Trata-se de um programa de Coaching Interno em que os Gestores que tem excelente avaliação e que passam pelo Coaching Integral (um programa reconhecido pela ICF) e posteriormente tornam-se coaches de profissionais de alto potencial na empresa. Marisa enfatiza muito fortemente a importância do autoconhecimento e autodesenvolvimento do coach. “O coach precisa passar por uma transformação interna para, mais tarde poder auxiliar no desenvolvimento do outro”.

A Gerdau o programa de Coaching e Mentoring tem como objetivo acelerar o desenvolvimento.  Quem decide quem serão elegíveis ao programa é uma comitê de avaliação. Na Gerdau os coaches são internos e foram credenciados pela empresa. Os critérios para escolha do coaches externos forma: Qualificação técnica (formação em Humanas), ter sido executivo e alinhamento à Cultura. Os coaches passaram por treinamento sobre o negócio e a cultura Gerdau e precisavam seguir a metodologia desenhada pela área de Recursos Humanos da empresa. Os resultados do programa foram avaliados por meio de Avaliação 360o, Pesquisa de Clima, Avaliação de Desempenho e Auto avaliação do coachee ao final do programa.

No Comitê Olímpico o coaching foi a ferramenta utilizada para alinhamento cultural e para acelerar o desenvolvimento de líderes que vem da área técnica, ou seja, muitas vezes são ex esportistas. A opção foi por coaches externos e o processo iniciou pelo presidente. É um programa que está começando e os resultados não foram medidos.


O que ficou bastante evidente no Fórum? (minha opinião claro)

Primeiro aspecto, as empresas estão utilizando o coaching para o desenvolvimento de potenciais ou gestores de alto nível na organização, diferentemente de alguns anos atrás onde éramos contratados para “consertar”  gestores problema, ou como a última chance da demissão.

Segundo, há pouca ou quase nenhum conhecimento das áreas de Recursos Humanos sobre as Competências dos COACHES definidas pela ICF. Nenhuma das palestrantes mencionou que foi considerado a escolha de um coach com formação credenciada pela ICF (apesar do curso mencionado pela Natura estar na lista de cursos credenciados). Preocupante? Um pouco, cada dia no Brasil temos encontrado a proliferação de cursos de formação de coaches de dois ou três dias que acreditam que formam um profissional ou líderes e/ou executivos que por terem apoiado pessoas informalmente no seu desenvolvimento acreditam que podem tornar-se coaches sem formação adequada. Você pode consultar os cursos credenciados pela ICF no Brasil no link abaixo:

Terceiro ponto, nenhum participantes dos casos mencionou conhecer as credenciais de coaches da ICF, não que elas são garantia de 100% de resultados, ao contratar um profissional certificado pela ICF significa que ele está seguindo as competências (http://www.coachfederation.org/icfcredentials/core-competencies/) do coach  determinadas pela maior organização mundial dedicado ao avanço da profissão de coaching e estabelecimento de critérios de qualidade. Para saber mais sobre o credenciamento de coaches e os níveis de credenciamento acesse http://www.coachfederation.org/icfcredentials/

E o último ponto, ainda que 90% dos processos de coaching no mundo seja realizado por Skype ou celular e com a chegada de novas gerações com estilo de comunicação diferente e bastante conectadas às novas tecnologias, as áreas de Recursos Humanos que representavam a comunidade de RH neste fórum tenham se mostrado tão resistentes e tenham tecido comentários que denotam que se não houver outra forma até pode ser feito, mas que o resultado não será o mesmo. Nessa sentido, fomos premiados com a frase do Presidente da ICF Global que nos fala “para o coaching à distância dar certo depende do desejo do coach e  do coachee experimentar essa nova forma.”

Gostaria de formalmente agradecer aos muitos voluntários da ICF Brasil e ICF Capítulo São Paulo pelo trabalho iniciado e desejar muito sucesso nessa longa caminhada rumo à profissionalização.


Fotos: Ana Fuccia (Retirada http://abrhnacional.org/)


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Abertura CONARH 2012 "Acelerar para a Competitividade: o Desafio Humano", Alessandro Carlucci Presidente da Natura




INSPIRADORA é definição que daria para a primeira palestra magna realizada no  CONARH cujo o título é “Acelerar para Competitividade: o Desafio Humano”, realizada pelo presidente da nossa querida empresa Natura e que teve como âncora o renomado Headhunter e mestre professor Cabrera.

Alessandro fala para o público presente sobre o tradicional Fórum dos presidentes realizado anualmente na semana que antecede o CONARH.

Quais as principais preocupações dos 90 presidentes presentes (responsáveis por 2 terços do 2/3)?

O Brasil está em um momento que precisa dar uma parada, puxar o freio de mão. Eu por mim dava um baita cavalo de pau”, diz Alessandro.

E qual o foco?

Segundo Alessandro, os presidentes trouxeram muito fortemente 3 pontos. Primeiro, Infraestrutura, para gerar confiança ao investidor. Segundo, estabelecer capacidade de fazer negócio, ou seja, tornar a vida dos empresários mais simples, ter as regras do jogo mais claras. E terceiro, investir em Educação, além de pessoas para consumir é preciso gente para produzir com inovação. Ainda sobre esse ponto, um dado de pesquisa do Boston Consulting Group revelou que  38% dos estudantes brasileiros que deixam as universidades são considerados analfabetos funcionais, resumidamente não são capazes de fazer contas ou interpretar textos. Quando menciona o aspecto Educação Alessandro é categórico, não trata-se de diploma, trata-se de conhecimento.

E quem promoverá essas mudanças? Os Líderes: líderes de empresas, líderes dos governo, líderes de organizações não  governamentais.

Cabrera solicita que Alessandro comente os seus próprios desafios na Natura com relação ao tema Gestão de Pessoas?

O primeiro desafio do Líder é olhar para o Mundo como um mundo em transformação, um mundo onde todos estão conectados o tempo todo. Um mundo que está recebendo uma nova geração, uma geração que pensa de uma forma muito diferente, que se relaciona diferente com o trabalho e com o consumo. “Se as empresas não estiverem preparadas para mudar sua cultura poderão sair do mercado. É preciso estar atento aos sinais”, aconselha Alessandro Carlucci.

Outro aspecto bastante enfatizado por Carlucci é praticar o desapego. Só estando preparados para nos desapegarmos a forma que fazemos as coisas é que seremos capazes de lidar com esse Mundo Novo. Com relação a esse ponto, Alessandro conta a visita que fez ao Facebook no Vale do Silício e ao chegar lá o escritório estava vazio, ficou pensando que tinha dado “azar”, mas o fato era que para responder ao lançamento de um novo produto da concorrência (Google) 80% dos engenheiros estavam afastados para pensar em uma resposta, isso provavelmente duraria 3 meses. Carlucci conta que fez humildemente uma pergunta sobre como ficariam as Metas anuais, seu interlocutor respondeu: “Não temos metas anuais, não temos a mínima ideia do que vai acontecer daqui para frente. “É fácil falar de desapego, difícil é praticar o desapego”, conclui Carlucci.

E por último Carlucci fala dos sistemas atuais de Gestão de pessoas, que segundo ele estão ultrapassados e pautados em uma mentalidade retrógrada da Revolução Industrial. São sistemas de avaliação e desenvolvimentos focados no que falta às pessoas. Humildemente menciona que na Natura isso ainda não acontece, mas sua crença é deveríamos focar nos talentos das pessoas, no que cada um tem de melhor e isso passa por nos desapegarmos de uma modelo antigo de gestão.


Foto: Ana Fuccia (retirada do Blog da ABRH Nacional)