Nessas últimas semanas
tive o prazer de conversar com várias pessoas que estão em busca de recolocação
profissional e/ou desejam mudar de carreira. Embora os motivos sejam diferentes
e únicos, todos estão em busca de uma nova posição no mercado de trabalho.
Venho observando ao longo
da minha prática profissional como coach
que, muitas vezes, quando um profissional está em busca de emprego suas
preocupações giram em torno do processo seletivo: O que devo escrever no meu
currículo? Como devo ir vestido para a entrevista? Como consigo uma entrevista
com um Headhunter? Menciono ou não minha última breve passagem pela empresa X?
O que faço para conseguir mais entrevistas? Menciono meu último salario? Ou
faço uma média da minha pretensão salarial? E se eu pedir muito? E se eu pedir
pouco? Como usar o Linked in? Isso funciona? O mercado está aquecido? Ou está
devagar?
Pergunto para você,
leitor, o que há de comum nessas perguntas e questionamentos válidos e necessários?
Todas essas questões estão levando o profissional a olhar para fora, olhar para
o contexto, olhar para coisas que muitas vezes ele não pode mudar e não há
muito o que ser feito.
Aumentar a empregabilidade
e aumentar as chances de conquistar uma posição em um mercado no qual você não
tem muita experiência pressupõe um outro foco - olhar para dentro.
É preciso mudar as
perguntas: O que eu quero? Como seria minha vida ideal? E meu trabalho ideal,
como se pareceria? Por que esse trabalho é importante para mim? Quem serão os
beneficiados com essa mudança? O que irão ganhar?
Gosto muito das palavras
do Guru Luiz Carlos Cabrera, “o projeto de Carreira está inserido no projeto de
vida!” Dentro deste contexto, quando pensamos em recolocação profissional e
mudança de carreira é importante começar desenhando seu projeto de carreira
ideal, considerando um projeto de vida e
suas diversas carreiras:
n Carreira Profissional
n Carreira de Cônjuge
n Carreira de pai ou mãe
n Carreira de Parente
n Carreira de Cidadão
n Carreira de Ser Saudável
n Carreira de
Aluno/Profissional que aprende
n E todas as outras que
você desejar acrescentar...
Olhando para seu projeto, que
empresas atenderiam às suas necessidades?
Segundo, visite suas
competências: no que você é bom? O que tem a oferecer que gera valor para o
cliente? Outro conceito trazido pelo professor e Headhunter Cabrera é:
“O QUE É COMPETÊNCIA? É AQUILO
EM QUE VOCÊ É BOM, QUE OS OUTROS ACREDITAM E CONTAM PARA MAIS GENTE.”
Esse é um bom caminho:
entreviste as pessoas que convivem com você, peça feedback, certifique-se de que
sua auto imagem está alinhada com sua reputação (imagem que os outros – aqueles
que o observam - têm de você).
E por último, comunique
seu SONHO para sua Network.
Deixe-me explorar melhor o
conceito de network. Na minha visão network não são os profissionais de RH que
eu conheço, nem as pessoas que possuem um cargo de alto poder de decisão em uma
empresa. Network são os seus relacionamentos e neles estão inseridos todos
aqueles que gostam de você, que você encontra com frequência, que você ajuda
quando precisam e que estão dispostos a ajudá-los. Para refletir sobre a sua
network responda às perguntas abaixo:
n Onde estão seus amigos de
infância? E seus vizinhos de Bairro?
n E seus colegas de
Faculdade?
n Clientes, fornecedores,
concorrentes?
n Com quem mais você se
envolveu ao longo da sua vida?
É muito importante
cultivar sua network ao longo da vida, principalmente quando você está em uma
fase gratificante, oferecer ajuda para os outros, abrir espaço na sua vida para
servir as pessoas. No dia que você precisar acioná-las elas estarão de portas
abertas. Por outro lado, nunca é tarde para começar, pense o que você tem para
oferecer para seus amigos e comece já!!!
Espero que esse texto
ajude-o a começar o lindo projeto que é cuidar da sua VIDA!!!
Patricia Muller Buzolin –
Psicóloga formada pela PUC RS, Pós-graduada em Administração pela FGV EASP.
Coach, especialista em Planejamento de Carreria e Desenvolvimento de Líderes e
Equipes. Diretora dos Grupos de Estudos da ABRH SP.


Excelente texto! Como RH, percebo exatamente esse tipo de preocupação dos candidatos, quando na verdade, queremos mesmo saber o que eles têm de melhor e como podem contribuir com o projeto da empresa.
ResponderExcluirE sobre o networking, realmente é importantíssimo se mostrar disponível quando tudo vai bem e cultivar relacionamentos sinceros. Fechar as portas nesse momento só vai dificultar abri-la quando você precisar!
Parabéns Pati!
Obrigado Milena pelos seu comentário, me anima a escrever!!! Abraço!
ResponderExcluirAdorei o texto Paty!!
ResponderExcluirVocê sabe que passei e ainda passo por isso, e além de todos os altos e baixos que vivenciamos, é gratificante quando o resultado de tanto trabalho e dedicação começam a florescer. Obrigada sempre! Bjo!!
Flávia querida!!! Que bom que gostaste!!! É assim mesmo... tem uma fase de muito investimento que percebemos poucos resultados, mas é preciso persistir e isso vale para mim mesma!!!Beijos!
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