quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Os Desafios das Intervenções nos processos em pequenos grupos - Fela Moscovici e Francis Matos

O que me tocou?
Muitas coisas me tocaram nesse painel, primeiro ouvir nossa guru, aliás, duas gurus, a Fela e a Francis juntas...
A simplicidade, a calma, a serenidade, a profundidade do relato e das respostas...
Cada dia que passa percebo o quanto trabalhar com grupos é singular, único. São muitas as teorias que nos apoiam: Dependência, Independência (Luta/Fuga), União/Interdependência do Bion, os paralelos e diferenças entre grupos de desenvolvimento interpessoal X organizacional, o papel do líder em cada um dos contextos, no final das contas trata-se do "ser humano". A Fela diz que onde há relação humana há poder X afeto. Fala do papel do líder que nada mais é do que guiar o grupo no labirinto e para isso não há outra forma além de olhar para si, para sua essência, perseguir um seu autoconhecimento, aprender a dar ajuda, aprender a participar e intervir na dinâmica do grupo. "O líder PRECISA ir além da máscara da face." E intervir em grupo requer tecnologia (o que?), tempo (quando?), Arte (como?). Queridos colegas, essa é nossa busca...
A Francis nos auxilia a pensar no grupo incluindo seus aspectos visíveis e invisíveis. O que acontece no grupo é composto de palavras (visível) e música (processo/invisível) e coordenar grupos requer entender da letra e da música. O coordenador e/ou líder de grupo necessita desenvolver-se para enxergar o que está debaixo da mesa, desenvolver habilidade não ver somente o lógico, aceitável e correto, mas as esperanças, desejos secretos, inaceitáveis e duvidosos.
Parece fácil? Só parece... e não tem receita...

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