Hoje tive o privilégio de assistir uma palestra na ABRH SP
da consultora Denise Asnis com o título “Sustentabilidade é um desafio para o
RH ou o RH é um desafio para a sustentabilidade?”
“É preciso
sair da ilha para ver a ilha
Não vemos se
não sairmos de nós.” Saramango
Dentre tantas reflexões a que mais me tocou foi: “o RH não reflete sobre como está fazendo o
que está fazendo.” Diria que esse não é somente um desafios de RH, mas um
desafio de todos os grupo. Não tenho como não relembrar o que aprendi com uma
das minhas autoras favoritas Fela Moscovisci. A Fela em um seus livros menciona
sobre a importância das equipes pararem o que estão fazendo com o objetivo de
avaliar como estão fazendo. Olharem para o processo de trabalho e não para a
tarefa em si. Segundo ela, uma das grandes tarefas de um líder é parar e
proporcionar isso às suas equipes. Como estamos indo? O que está funcionando?
Como poderíamos melhorar? O que eu acho e valorizo é isso. O que vocês
valorizam? Por mais simples que pareça, é pouco frequente esse comportamento
dentro das organizações e dos grupos. RH, sim, deveria ser o modelo! Por que
será que não é? Talvez essa seja uma pergunta complexa. Pode ser porque tem
muitos projetos. Pode ser porque está atolado em indicadores. Pode ser porque
não pára para pensar sobre como está fazendo o que está fazendo. E aqui,
podemos seguir com um a longa lista. Porém, olhando para o futuro, vamos
entender como o RH pode contribuir para essa tal sustentabilidade tão comentada
nos dias de hoje.
Se formos falar sobre o que é sustentabilidade o diálogo é
muito amplo e cabe muita coisa dentro dele. Sustentabilidade ambiental,
econômica, social. Podemos falar do aquecimento global, do consumo, de quanto o
planeta não comporta o nosso estilo de vida. No entanto, se fizermos um pequeno
recorte e priorizarmos o aspecto social, enquanto área de RH que cuida do que é
humano, já temos uma longa e árdua lição de casa para implementar. Como
começar? Um bom começo, segundo a palestrante, seria começarmos pelos 17
indicadores de desenvolvimento a seguir. Vou fazer o que foi feito na palestra,
olhar alguns indicadores e verificar o que poderiam ser reflexões/práticas da
área de RH:
- Erradicação da pobreza – que tal refletir qual a proporção do maior salário pago (presidente) para o menor. O maior é 400X o menor? Parece que diz algo sobre esse indicador.
- Educação de qualidade – não é nem preciso explicar que esse indicador é totalmente relacionado com a área de Recursos Humanos.
- Igualdade de Gênero - Há salários diferentes entre homens e mulheres? Como está o índice de mulheres e homens em cargos de liderança?
Que tal refletir com seu presidente os indicadores e
relacionar às práticas de sua organização? O mundo está em plena transformação
e isso se reflete diretamente na relações empresarias. Antigamente o modelo
organizacional era de comando e controle (Manda quem pode obedece quem
precisa). Depois migramos para um modelo de trocar obrigação por dinheiro.
Atualmente, estamos caminhando para um modelo de visão compartilhada, onde as
pessoas dizem o que querem e o que não querem em uma relação de trabalho, as
pessoas desejam fazer ou não fazer parte de determinada organização. Será que
sua empresa é uma empresa que está preparando-se para esse novo modelo de relações
de trabalho? Seu RH está conectado com o que há de novo e está pensando sobre
como poderia fazer recrutamento e seleção de forma diferente? Ou ele continua
recrutando da mesma forma que fazíamos há anos atrás?
Espero ter desafiado a vocês pensarem sobre esse tema, como
me senti desafiada ao ouvir a Denise nesta quinta feira.


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