domingo, 29 de novembro de 2015

Viagens com Bebês - Lições de uma mãe experiente por Monica Loss

Oi, meu nome é Mônica, sou gaúcha, soledadense para ser mais exata, atualmente moro em São Caetano do Sul, São Paulo. Considero, que descobri o sabor de andar pelo mundo de forma tardia, sendo que minha primeira viagem de avião fiz aos 24 anos... mas como sempre digo, quando o bicho da viagem nos pega, quando descobrimos o gosto de nos aventurarmos por lugares que não conhecemos, ai não tem mais volta...

Tenho desconfiança que a constituição da nossa “genética familiar” tem algo a ver com isso, já que conheci meu marido Barry, irlandês de nascimento, mas cidadão do mundo por vocação, em Barcelona, onde morei por 5 anos e, aos 7 meses de gravidez de meu filho Liam, decidimos vir morar no Brasil.

Conversando com minha amiga Patrícia, sobre as aventuras, delícias e perrengues que a gente passa ao viajar com nossos pequenos é que surgiu a ideia de escrever este texto. E nada melhor do que começar pelo princípio e dividir com vocês sobre nossa primeira experiência na estrada com Liam. Nós, assim como muitos pais tínhamos a dúvida: Quando é momento de viajar com nosso bebê pela primeira vez?

Sem dúvida esta é uma pergunta bem complexa, que eu nem ouso tentar responder, pois cada família tem necessidades e também dinâmicas diferentes, e o que é bom pra mim possivelmente não será bom para outra pessoa. Como reféns num cativeiro, sedentos para colocar o pé na estrada, esperamos o nosso pequeno completar 3 meses e com o aval do pediatra em mais um porta-malas cheio de tralhas decidimos que tínhamos que apresentar o mar para o nosso filhote. E lá fomos nós pesquisar lugares que pudéssemos ir de carro, que não fosse tão longe de São Paulo, que tivéssemos uma boa infraestrutura e que fosse bonito, ar puro e tranquilidade... uma lista de expectativas razoável!

Sem conhecer muita coisa e sem saber que as distâncias nem sempre correspondem com o tempo (levávamos pouco mais de 5 meses por estas bandas) escolhemos Paúba, uma praia que fica depois de Maresias, no litoral norte paulista. E aí aprendi minha primeira lição: coerência, ela nem sempre estará entre nossas escolhas...



Saímos no sábado cedinho pela manhã, nesta fase Liam dormia muito, o que acreditamos que seria perfeito, pois ele dormiria pelas 2 horas que estaríamos na estrada.  E neste ponto tudo correu bem, pois efetivamente ele dormiu. Só que não levamos duas horas, mas 3 horas e meia...

Chegamos no hotel para o almoço, que tinha um restaurante simpático, onde conseguimos comer algo... mas eles não serviam jantar (ponto muito negativo, pois aqui descobri a segunda grande lição: é de fundamental importância que o restaurante do hotel sirva toooodas as refeições, pois a probabilidade de sair jantar fora, ou até mesmo procurar um lugar para comer são bem pequenas quando temos um bebê), o hotel ficava uns 500 metros do mar, disponibilizava transporte e pela tarde conseguimos curtimos um pouco da praia.







Depois de uma horinha de praia, fomos a Maresias comer algo e em seguida voltamos para o hotel, pois com um bebê de três meses, você se recolhe cedo e foi ai que outro item da nossa lista de prioridades, aquela lá de cima, lembram..., entrou em conflito: o hotel era tranquilo, bonito e tudo mais, mas estava situado praticamente dentro da Serra do Mar, ou seja, a noite foi caindo e com ela, todos os barulhos de animais começaram a surgir... e a tão sonhada tranquilidade foi para o espaço, pois passamos boa parte da noite acordados, ora pelo choro do nosso pequeno (que nesta fase ainda tinha as crises de cólicas) ora por medo dos barulhos que eu escutava ou imaginava, pois a esta altura, o fim de semana perfeito já tinha virado pesadelo.

O dia, finalmente, amanheceu, e como sabíamos que tínhamos um longo caminho de volta, decidimos cedinho pegar a estrada de volta. E nunca, nunquinha fiquei tão feliz em voltar para o meu lar seguro lar!

Das lições que aprendi nesta primeira viagem: 
- Fazer malas: com um bebê tão pequeno, você leva tudo que possa achar, imaginar ou sonhar que irá precisar...então não é tanto drama, mais ainda se você vai de carro...a máxima é enquanto tem espaço, a gente vai carregando. Com o tempo fui ficando mais descolada, e hoje a mala nem de perto nem de longe é um problema, pois desde que nãos seja um item muito específico, você sempre pode comprar.
- Distância: Hoje já planejamos melhor este quesito, pois ele já não dorme tanto durante a viagem, e as paradas são mais frequente, mas quando bebezinho, nunca foi um grande problema.
- Destino: nem sempre o destino dos sonhos é o local ideal para irmos com nossos filhotes, no caso, uma praia tranquila, afastada de tudo, sem um hotel com uma boa estrutura (isso que nem levei em conta farmácia, hospitais, atendimento de emergência...) é a melhor escolha para ir com um bebê de 3 meses, hoje certamente não seria minha escolha.
Resumo: embora a expectativa x realidade possa ser considerada como um meio fracasso, acho que foi válido, pois já nesta primeira viagem descobrimos coisas importantes, e a principal delas seria que viajar com uma criança era outro departamento, outro mundo, outra história, apesar do cansaço, medos, e preocupações, ficamos felizes por termos vivido nossa primeira grande aventura, que daquele momento em diante passava a ser escrita à três.

Abraços e até breve!

Mônica

Nenhum comentário:

Postar um comentário