quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Comunicação Não Violenta e Presença no Coaching

Como Comunicação Não-Violenta (CNV) se conecta com a competência “Estabelecer a Presença do Coaching?

O primeiro passo da CNV é transformar julgamentos ou avaliações em observações. E o que significa isso na prática? Significa que toda vez que você faz uma análise ou interpretação de algo devemos dar um passo atrás e buscar observar o que realmente aconteceu, identificar e mapear os fatos. Porém, isso não é algo tão simples assim, porque passamos a maior parte do nosso tempo avaliando o que observamos. Alguém nos buzina no trânsito e já fazemos nossas avaliações: “Que mal educado!” “Sem paciência!” Podemos também pensar que está atrasado para pegar a filha na escola ou ir até o hospital por uma consulta médica, o que também seria uma avaliação. O fato é: o motorista do carro detrás buzinou. No processo de coaching podemos cair na armadilha de fazer julgamentos o tempo todo. Por exemplo, o cliente atrasou, logo não está tão comprometido com o processo. O coachee não desenvolve as atividades que se propôs, e o coach pode avaliar que o processo não está sendo tão eficaz para o cliente. Eu mesma posso relatar um exemplo que ocorreu comigo de julgamento. Eu tive um cliente do norte do País e ia até ele realizar as sessões de coaching. Esse cliente realizou algumas sessões, mas normalmente era eu quem tinha que agendar as sessões, pois ele tendia a postergar. Uma vez voei 4h para atendê-lo e ele não apareceu para a sessão. Interrompemos o processo e na minha avaliação o processo de coaching não havia sido útil para ele. Um ano e meio depois ele me contata querendo retomar o coaching. Na primeira sessão, ele resgata algo que trabalhamos no processo anterior, sua visão de longo prazo, e diz que decidiu voltar ao coaching porque ainda quer realizá-la.

Como coaches não estamos livres de fazermos julgamentos dos nossos clientes, porém é fato que a medida que os fazemos nos afastamos da competência de presença no coaching. Quando faço julgamento a respeito do que ocorre com meu cliente, deixo de perguntar para ele o que está acontecendo e enfraqueço minha capacidade de desenvolver um relacionamento espontâneo com meu cliente. Por outro lado, na minha experiência como coach e como mentora de outros coaches, o que mais enfraquece a presença nos processos de coaching é o auto julgamento. É bastante desafiador ser capaz de ouvir o que está acontecendo com nosso coachee se estamos tão conectados com nós mesmos, com nosso diálogo interno. Por exemplo, muitas vezes ao invés de ouvir o coachee estamos preocupados com o que iremos perguntar ou estamos focados avaliando a nossa competência como coaches, dizendo para nós mesmos: “Não sei o que dizer agora, nossa sou um péssimo coach”,  “que técnica será que encaixa nessa demanda?” “Ó céus, que pergunta faço agora?” E por aí vai... Ser flexível e seguro no processo de coaching exige lidar com nossa vulnerabilidade, estar atendo aos sentimentos que nosso coachee desperta em nós e estar aberto para compartilhar tudo isso com nosso coachee. Não julgar não significa “descartar” nossa intuição e nossos pressentimentos, mas não agir a partir deles sem validar com nosso coachee. Presença significa dar voz para nossa voz interna, sem deixar que ela conduza o processo de coaching de forma automática. Presença significa abandonar o auto julgamento, adquirindo maior confiança para experimentar novas possibilidades na condução do processo, arriscar.


E, a CNV nos auxilia a dar mais foco para a observação, minizando os julgamentos e avaliações tanto nos nossos relacionamentos pessoais quanto no exercício do nosso papel de coach. Quer saber mais? Participe do nosso curso desenhado excluvisamente para você que é coach e gostaria de melhorar sua presença nos atendimentos que conduz.


Um comentário:

  1. CNV4coaches dias 26/11 e 4/12
    Esperamos vcs lá!
    Maiores informações e inscrições cnv4coaches@gmail.com

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