Como Comunicação Não-Violenta (CNV) se conecta com a competência
“Estabelecer a Presença do Coaching?
O primeiro passo da CNV é transformar
julgamentos ou avaliações em observações. E o que significa isso na prática? Significa
que toda vez que você faz uma análise ou interpretação de algo devemos dar um
passo atrás e buscar observar o que realmente aconteceu, identificar e mapear
os fatos. Porém, isso não é algo tão simples assim, porque passamos a maior
parte do nosso tempo avaliando o que observamos. Alguém nos buzina no trânsito
e já fazemos nossas avaliações: “Que mal educado!” “Sem paciência!” Podemos
também pensar que está atrasado para pegar a filha na escola ou ir até o
hospital por uma consulta médica, o que também seria uma avaliação. O fato é: o
motorista do carro detrás buzinou. No processo de coaching podemos cair na
armadilha de fazer julgamentos o tempo todo. Por exemplo, o cliente atrasou,
logo não está tão comprometido com o processo. O coachee não desenvolve as
atividades que se propôs, e o coach pode avaliar que o processo não está sendo
tão eficaz para o cliente. Eu mesma posso relatar um exemplo que ocorreu comigo
de julgamento. Eu tive um cliente do norte do País e ia até ele realizar as
sessões de coaching. Esse cliente realizou algumas sessões, mas normalmente era
eu quem tinha que agendar as sessões, pois ele tendia a postergar. Uma vez voei
4h para atendê-lo e ele não apareceu para a sessão. Interrompemos o processo e
na minha avaliação o processo de coaching não havia sido útil para ele. Um ano
e meio depois ele me contata querendo retomar o coaching. Na primeira sessão,
ele resgata algo que trabalhamos no processo anterior, sua visão de longo prazo,
e diz que decidiu voltar ao coaching porque ainda quer realizá-la.
Como coaches não estamos livres de fazermos julgamentos dos
nossos clientes, porém é fato que a medida que os fazemos nos afastamos da
competência de presença no coaching. Quando faço julgamento a respeito do que
ocorre com meu cliente, deixo de perguntar para ele o que está acontecendo e
enfraqueço minha capacidade de desenvolver um relacionamento espontâneo com meu
cliente. Por outro lado, na minha experiência como coach e como mentora de
outros coaches, o que mais enfraquece a presença nos processos de coaching é o
auto julgamento. É bastante desafiador ser capaz de ouvir o que está
acontecendo com nosso coachee se estamos tão conectados com nós mesmos, com
nosso diálogo interno. Por exemplo, muitas vezes ao invés de ouvir o coachee
estamos preocupados com o que iremos perguntar ou estamos focados avaliando a
nossa competência como coaches, dizendo para nós mesmos: “Não sei o que dizer
agora, nossa sou um péssimo coach”, “que
técnica será que encaixa nessa demanda?” “Ó céus, que pergunta faço agora?” E
por aí vai... Ser flexível e seguro no processo de coaching exige lidar com
nossa vulnerabilidade, estar atendo aos sentimentos que nosso coachee desperta
em nós e estar aberto para compartilhar tudo isso com nosso coachee. Não julgar
não significa “descartar” nossa intuição e nossos pressentimentos, mas não agir
a partir deles sem validar com nosso coachee. Presença significa dar voz para
nossa voz interna, sem deixar que ela conduza o processo de coaching de forma
automática. Presença significa abandonar o auto julgamento, adquirindo maior
confiança para experimentar novas possibilidades na condução do processo,
arriscar.
E, a CNV nos auxilia a dar mais foco para a observação,
minizando os julgamentos e avaliações tanto nos nossos relacionamentos pessoais
quanto no exercício do nosso papel de coach. Quer saber mais? Participe do nosso curso desenhado excluvisamente para você que é coach e gostaria de melhorar sua presença nos atendimentos que conduz.


CNV4coaches dias 26/11 e 4/12
ResponderExcluirEsperamos vcs lá!
Maiores informações e inscrições cnv4coaches@gmail.com