Gostaria de ter escrito esse texto antes dos dias das mães,
em homenagem a todas nós que tivemos ou estamos como nossas vidas viradas de
cabeça para baixo! Como a Lisa teve vacina, virose e agora gripe nos últimos 15
dias precisei respeitar o tempo dela para conseguir sentar e escrever.
Outro dia uma amiga querida, Laura Ituaçu, me perguntou
quando eu iria escrever sobre coaching e maternidade, eis que chegou o momento!
Quando fiz minha primeira formação de coaching há 10 anos
atrás estudei muito sobre Coaching de Vida, Equilíbrio de Papéis, Vida Ideal e
o conceito básico é: EQUILÍBRIO! E o que significa Equilíbrio: Significa
satisfação e investimento nas diversas áreas da vida: Família, Financeira, Diversão/Lazer,
Espiritual, Carreira, Relacionamentos, Carreria/Profissional, Saúde, etc... E
desde então, fazia um tremendo esforço para equilibrar esses pratinhos,
funcionava, me avaliava como uma pessoa que distribuía bem o tempo e o
investimento e obtinha satisfação com isso. Até me sentia orgulhosa por isso!
Como coach é ÓBVIO que incentivava meus coachees a fazerem o mesmo!!!
Porém, a vida é feita de aprendizado! Dia 31 de dezembro, a
Lisa chegou concretamente na minha vida, minha primeira filha, frágil, pequena,
quase de cristal! Sabem o que aconteceu? A LISA VIROU A DIMENSÃO ÚNICA DA MINHA
VIDA. E para ser sincera nem foi porque eu quis ou porque acho certo, pelo
contrário fiquei meses em conflito, até conseguir elaborar meus sentimentos e
pensamentos. Conectar o agir com o pensar e o sentir. Comecei pelo agir, não
tinha jeito, ela precisava comer, ficar limpa, dormir, e eu era a pessoa
designada (porque optei por não ter babá). Como o que havia aprendido, eu precisava ter outras
coisas além dos cuidados com ela na minha vida, porém claro que isso não deu certo! Porque as outras
coisas que eram possíveis eram me manter limpa, alimentada e descansada, ponto
final. E os sentimentos eram os mais contraditórios possíveis: Como assim, eu
mal consigo escovar os dentes, como vai dar para trabalhar? Ter lazer? Meditar?
E o tempo foi passando e fui elaborando que aquela pizza equilibrada vai
existir, talvez, em algum momento muito no futuro. Aprendi nesses quatro meses que saúde na
maternidade é o desequilíbrio, que cuidar com amor, satisfação da minha
pequenina por hora é o equilíbrio! É claro que é possível e necessário dedicar
alguma atenção para as outras áreas, por exemplo, ter tempo para namorar o
marido, para fazer algo que me ajude a descansar e cuidar de minha saúde, um
pouquinho de lazer... Porém, não será 80/90% de satisfação e investimento em
todas as áreas. Será uns 80/20, 80% de tempo e dedicação no PAPEL MÃE e 20% no
restante da roda de dimensões da Vida.
Agora vai minha dica como coach para as mamães atoladas
tanto quanto eu. Ao escolher os 20%, faça com muita sabedoria. Qual ou quais as
atividades da vida que a energiza? Qual a atividade que se você fizer lhe trará
realização, felicidade, satisfação para tocar essa empreitada cheia de desafios
que é cuidar de um bebê?
Eu escolhi minha prática de Yoga, com 6 dias voltei a praticar, não deixava de praticar por nada! Aliás, vou correr lá fazer
isso enquanto ela ainda dorme!

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAmei Pati!!! Fico muito feliz por você, Pedro e Lisa. O post é inspirador para mamães, futuras mamães e para todas as pessoas que buscam fazer escolhas que façam sentido, sentindo. Beijosssss querida.
ResponderExcluirParabéns Patricia! Para quem não conhece essa é uma maneira de entender o "Amor infinito". Felicidades!
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