terça-feira, 19 de maio de 2015

A dimensão MÃE: Quando o desequilíbrio é o EQUILÍBRIO!

Gostaria de ter escrito esse texto antes dos dias das mães, em homenagem a todas nós que tivemos ou estamos como nossas vidas viradas de cabeça para baixo! Como a Lisa teve vacina, virose e agora gripe nos últimos 15 dias precisei respeitar o tempo dela para conseguir sentar e escrever.

Outro dia uma amiga querida, Laura Ituaçu, me perguntou quando eu iria escrever sobre coaching e maternidade, eis que chegou o momento!

Quando fiz minha primeira formação de coaching há 10 anos atrás estudei muito sobre Coaching de Vida, Equilíbrio de Papéis, Vida Ideal e o conceito básico é: EQUILÍBRIO! E o que significa Equilíbrio: Significa satisfação e investimento nas diversas áreas da vida: Família, Financeira, Diversão/Lazer, Espiritual, Carreira, Relacionamentos, Carreria/Profissional, Saúde, etc... E desde então, fazia um tremendo esforço para equilibrar esses pratinhos, funcionava, me avaliava como uma pessoa que distribuía bem o tempo e o investimento e obtinha satisfação com isso. Até me sentia orgulhosa por isso! Como coach é ÓBVIO que incentivava meus coachees a fazerem o mesmo!!!

Porém, a vida é feita de aprendizado! Dia 31 de dezembro, a Lisa chegou concretamente na minha vida, minha primeira filha, frágil, pequena, quase de cristal! Sabem o que aconteceu? A LISA VIROU A DIMENSÃO ÚNICA DA MINHA VIDA. E para ser sincera nem foi porque eu quis ou porque acho certo, pelo contrário fiquei meses em conflito, até conseguir elaborar meus sentimentos e pensamentos. Conectar o agir com o pensar e o sentir. Comecei pelo agir, não tinha jeito, ela precisava comer, ficar limpa, dormir, e eu era a pessoa designada (porque optei por não ter babá).   Como o que havia aprendido, eu precisava ter outras coisas além dos cuidados com ela na minha vida, porém claro que isso não deu certo! Porque as outras coisas que eram possíveis eram me manter limpa, alimentada e descansada, ponto final. E os sentimentos eram os mais contraditórios possíveis: Como assim, eu mal consigo escovar os dentes, como vai dar para trabalhar? Ter lazer? Meditar? E o tempo foi passando e fui elaborando que aquela pizza equilibrada vai existir, talvez, em algum momento muito no futuro.  Aprendi nesses quatro meses que saúde na maternidade é o desequilíbrio, que cuidar com amor, satisfação da minha pequenina por hora é o equilíbrio! É claro que é possível e necessário dedicar alguma atenção para as outras áreas, por exemplo, ter tempo para namorar o marido, para fazer algo que me ajude a descansar e cuidar de minha saúde, um pouquinho de lazer... Porém, não será 80/90% de satisfação e investimento em todas as áreas. Será uns 80/20, 80% de tempo e dedicação no PAPEL MÃE e 20% no restante da roda de dimensões da Vida.

Agora vai minha dica como coach para as mamães atoladas tanto quanto eu. Ao escolher os 20%, faça com muita sabedoria. Qual ou quais as atividades da vida que a energiza? Qual a atividade que se você fizer lhe trará realização, felicidade, satisfação para tocar essa empreitada cheia de desafios que é cuidar de um bebê?
Eu escolhi minha prática de Yoga, com 6 dias voltei a praticar, não deixava de praticar por nada! Aliás, vou correr lá fazer isso enquanto ela ainda dorme!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Amei Pati!!! Fico muito feliz por você, Pedro e Lisa. O post é inspirador para mamães, futuras mamães e para todas as pessoas que buscam fazer escolhas que façam sentido, sentindo. Beijosssss querida.

    ResponderExcluir
  3. Parabéns Patricia! Para quem não conhece essa é uma maneira de entender o "Amor infinito". Felicidades!

    ResponderExcluir