quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mentoring na Prática


Ao facilitar a implantação de um programa de Mentoring na BASF, os mentorados colocaram que tinham a necessidade de ouvir profissionais  que já passaram por esse processo, então fomos buscar a ajuda de quem entende do assunto a empresa Promon Engenharia. Há alguns anos, em conversa com uma gestora de RH da empresa, ela relatou o quanto esse programa é importante na Promon. Já existe há mais de sete anos, a alta direção da empresa participa e já passaram pelo programa mais de 130 profissionais como mentores e mais de 200 como mentorados. Elaboramos algumas perguntas e dois mentorandos da Promon nos premiaram com suas respostas.


Boa Leitura!






LUCIANA RAMOS TAVITIAN VARGAS
Analista
Administradora formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com experiência em desenvolvimento de planejamento estratégico, indicadores de desempenho, critérios de estruturação de cargos e administração de salários.

Pós graduada em gestão de negócios e projetos, pela FIA – USP.



Mais do que um guia de carreira, a mentoração da Promon é uma forma de aprendizado inter-áreas, possibilitando a interface entre outros profissionais e diferentes conhecimentos, ultrapassando as fronteiras de seus afazeres diários. 

O programa de mentoração da Promon é muito importante para meu desenvolvimento e orientação de minha carreira. É um  meio eficiente para ouvir a experiência e o conhecimento do mentor.

Hoje, sei que a escolha do mentor tem que ser combinada com alguns quesitos que esta combinação será determinante para o sucesso do programa. 




1.    Como foi sua experiência como mentorado?
Ser mentorado é uma experiência muito gratificante e empolgante. A mentoração, hoje, é muito ativa em meu desenvolvimento profissional e também pessoal.

2.    Quais foram seus desafios ao longo do ciclo de mentoring? Como lidou com os desafios?
No programa de mentoração, traçamos metas para serem cumpridas dentro de um ano, direcionadas para projetos profissionais e desenvolvimento comportamental. Foi essencial ter a opinião e a colaboração de meu mentor.

3.    O que mais gostou no seu programa de mentoring?
Gosto da interação ativa do meu mentor, que me ajuda e orienta de forma que eu consiga mapear os reais caminhos para o melhor desenvolvimento.

4.    Que dicas daria para alguém que está vivendo um programa de mentoring? O que faria diferente?
As dicas são para a escolha e manutenção do mentor: especialização semelhante ao do mentorado (formação, extensão e/ou objetivo de carreira), ter experiência e conhecimento da organização e de mercado, um mentor que mostra o “como” fazer e que também mostre claramente o perfil do “não sonhador” de carreira. Sendo assim, a meu ver, a mentoração se torna algo mais profundo em relação ao desenvolvimento do mentorado.


5.    Como o programa de mentoring contribuiu com sua carreira?
Contribuiu ativamente em projetos profissionais, no meu desenvolvimento comportamental e no meu auto reconhecimento como profissional (forças e fraquezas).













KELVIN TAMURA
Engenharia Mecânica
Engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da USP, com experiência em especificação de equipamentos de manuseio de sólidos para compra e projetos de terminais de armazenagem e transbordos rodoferroviários de grãos. Cursa mestrado em simulação e otimização logística no setor naval, na Escola Politécnica – USP e participou do programa de mentoring da PROMON ENGENHARIA.


1.    Como foi sua experiência como mentorado?
A minha experiência como mentorado foi a melhor possível. Realmente, me surpreendi com este programa, pois quando me candidatei para participar devo admitir que não possuía grandes expectativas, por acreditar  se tratar apenas de um programa de orientação mais superficial. Com o início das reuniões e a empolgação e dedicação do meu mentor, pude ver o quão importante e agradável é este programa. Hoje, recomendo a todos os meus amigos e conhecidos., Foi algo que realmente me ajudou a crescer e a me desenvolver como profissional.

2.    Quais foram seus desafios ao longo do ciclo de mentoring? Como lidou com os desafios?
O primeiro desafio do ciclo de mentoring foi a escolha do mentor, pois aqui na Promon temos uma extensa lista de mentores. Para fazer esta escolha, busquei estudar os currículos disponibilizados de cada um deles e tentar conversar com amigos que já participaram do programa para saber a opinião deles a respeito de seus mentores.
Como o meu mentor é um diretor da empresa, no começo tive bastante receio sobre o que falar e quais assuntos abordar, porém, com o passar do tempo e após conhecê-lo melhor, ele me deixou bastante à vontade e me deu liberdade para abordar qualquer assunto de meu interesse, tanto profissional como pessoal.
Por último, um dos desafios que enfrentei foi em relação às dúvidas que tinha a respeito da minha carreira e meus pontos a melhorar, os quais foram tratados com bastante atenção. Para buscar uma solução para cada um deles, foram feitas longas conversas e pesquisas.


3.    O que mais gostou no seu programa de mentoring?
O ponto que mais gostei do programa de mentoring é que é um programa muito agradável e descontraído, em que tive bastante liberdade para conversar sobre assuntos tanto profissionais quanto pessoais. Também tive a oportunidade de conhecer um diretor da empresa, que é o meu mentor, pelo qual tenho grande admiração e que se tornou um grande amigo ao final do ciclo.

4.    Que dicas daria para alguém que está vivendo um programa de mentoring? O que faria diferente?
Para o programa de mentoring dar certo o primeiro passo é a escolha de um bom mentor, pois será ele que irá nos auxiliar e nos orientar ao longo de todo o ciclo. Para isto, é interessante ver o currículo dele e, principalmente, buscar opiniões de outros mentorados dele.
O próximo passo é que ambos, o mentor e o mentorado, estejam engajados e comprometidos com o programa. Conheço alguns casos em que por falta de interesse de algum dos lados, o programa não se desenvolveu muito bem.
Para finalizar, acredito que é importante o mentorado ir com a cabeça aberta e disposto a escutar e aprender.


5.    Como o programa de mentoring contribuiu com sua carreira?
Quando iniciei o meu ciclo de mentoring eu era recém-formado, cheio de aspirações, empolgação, ansiedade e, principalmente, dúvidas. Eu possuía dúvidas a respeito de qual carreira seguir e se deveria continuar na área da engenharia, pois naquela época a Promon estava com a demanda de trabalho baixa e eu estava começando a ficar desmotivado. Também tinha vontade de fazer uma pós-graduação, porém não sabia se seria melhor seguir para um mestrado ou fazer um MBA. Por meio de encontros de mentoração fomos lidando com cada uma destas dúvidas em que ele me contava as suas experiências, me ajudava a compreender o motivo das minhas dúvidas e estudávamos cada caso. O resumo destas conversas que tivemos ao longo de todo o programa se transformou no meu plano de carreira de curto e médio prazo.

Agradecimento especial para Roberta Bonanigo e Gabriela Hattori da área de RH da Promon Engenharia e para o Luciana Ramos e Kelvin Tamura que gentilmente cederam suas experiências para que outras pessoas possam se desenvolver.

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