Ao facilitar a implantação de um programa de
Mentoring na BASF, os mentorados colocaram que tinham a necessidade de ouvir profissionais
que já passaram por esse processo, então
fomos buscar a ajuda de quem entende do assunto a empresa Promon Engenharia. Há
alguns anos, em conversa com uma gestora de RH da empresa, ela relatou o quanto
esse programa é importante na Promon. Já existe há mais de sete anos, a alta
direção da empresa participa e já passaram pelo programa mais de 130 profissionais
como mentores e mais de 200 como mentorados. Elaboramos algumas perguntas e
dois mentorandos da Promon nos premiaram com suas respostas.
Boa Leitura!
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Mais
do que um guia de carreira, a mentoração da Promon é uma forma de aprendizado
inter-áreas, possibilitando a interface entre outros profissionais e diferentes
conhecimentos, ultrapassando as fronteiras de seus afazeres diários.
O
programa de mentoração da Promon é muito importante para meu desenvolvimento e
orientação de minha carreira. É um meio eficiente
para ouvir a experiência e o conhecimento do mentor.
Hoje,
sei que a escolha do mentor tem que ser combinada com alguns quesitos que esta
combinação será determinante para o sucesso do programa.
1.
Como
foi sua experiência como mentorado?
Ser
mentorado é uma experiência muito gratificante e empolgante. A mentoração,
hoje, é muito ativa em meu desenvolvimento profissional e também pessoal.
2.
Quais
foram seus desafios ao longo do ciclo de mentoring? Como lidou com os desafios?
No
programa de mentoração, traçamos metas para serem cumpridas dentro de um ano,
direcionadas para projetos profissionais e desenvolvimento comportamental. Foi
essencial ter a opinião e a colaboração de meu mentor.
3.
O que
mais gostou no seu programa de mentoring?
Gosto
da interação ativa do meu mentor, que me ajuda e orienta de forma que eu
consiga mapear os reais caminhos para o melhor desenvolvimento.
4.
Que
dicas daria para alguém que está vivendo um programa de mentoring? O que faria
diferente?
As dicas são para a escolha e manutenção do mentor:
especialização semelhante ao do mentorado (formação, extensão e/ou objetivo de
carreira), ter experiência e conhecimento da organização e de mercado, um mentor
que mostra o “como” fazer e que também mostre claramente o perfil do “não
sonhador” de carreira. Sendo assim, a meu ver, a mentoração se torna algo mais
profundo em relação ao desenvolvimento do mentorado.
5.
Como
o programa de mentoring contribuiu com sua carreira?
Contribuiu ativamente em projetos profissionais, no meu
desenvolvimento comportamental e no meu auto reconhecimento como profissional
(forças e fraquezas).
KELVIN TAMURA
Engenharia Mecânica
Engenheiro mecânico formado pela Escola
Politécnica da USP, com experiência em especificação de equipamentos de
manuseio de sólidos para compra e projetos de terminais de armazenagem e
transbordos rodoferroviários de grãos. Cursa mestrado em simulação e
otimização logística no setor naval, na Escola Politécnica – USP e participou
do programa de mentoring da PROMON ENGENHARIA.
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1.
Como
foi sua experiência como mentorado?
A
minha experiência como mentorado foi a melhor possível. Realmente, me
surpreendi com este programa, pois quando me candidatei para participar devo
admitir que não possuía grandes expectativas, por acreditar se tratar apenas de um programa de orientação
mais superficial. Com o início das reuniões e a empolgação e dedicação do meu
mentor, pude ver o quão importante e agradável é este programa. Hoje, recomendo
a todos os meus amigos e conhecidos., Foi algo que realmente me ajudou a
crescer e a me desenvolver como profissional.
2.
Quais
foram seus desafios ao longo do ciclo de mentoring? Como lidou com os desafios?
O primeiro desafio do ciclo de mentoring foi a escolha do
mentor, pois aqui na Promon temos uma extensa lista de mentores. Para fazer
esta escolha, busquei estudar os currículos disponibilizados de cada um deles e
tentar conversar com amigos que já participaram do programa para saber a
opinião deles a respeito de seus mentores.
Como o meu mentor é um diretor da empresa, no começo tive
bastante receio sobre o que falar e quais assuntos abordar, porém, com o passar
do tempo e após conhecê-lo melhor, ele me deixou bastante à vontade e me deu
liberdade para abordar qualquer assunto de meu interesse, tanto profissional
como pessoal.
Por último, um dos desafios que enfrentei foi em relação às
dúvidas que tinha a respeito da minha carreira e meus pontos a melhorar, os
quais foram tratados com bastante atenção. Para buscar uma solução para cada um
deles, foram feitas longas conversas e pesquisas.
3.
O que
mais gostou no seu programa de mentoring?
O ponto que mais gostei do programa de mentoring é que é um
programa muito agradável e descontraído, em que tive bastante liberdade para
conversar sobre assuntos tanto profissionais quanto pessoais. Também tive a
oportunidade de conhecer um diretor da empresa, que é o meu mentor, pelo qual
tenho grande admiração e que se tornou um grande amigo ao final do ciclo.
4.
Que
dicas daria para alguém que está vivendo um programa de mentoring? O que faria
diferente?
Para o programa de mentoring dar certo o primeiro passo é a
escolha de um bom mentor, pois será ele que irá nos auxiliar e nos orientar ao
longo de todo o ciclo. Para isto, é interessante ver o currículo dele e,
principalmente, buscar opiniões de outros mentorados dele.
O próximo passo é que ambos, o mentor e o mentorado, estejam
engajados e comprometidos com o programa. Conheço alguns casos em que por falta
de interesse de algum dos lados, o programa não se desenvolveu muito bem.
Para finalizar, acredito que é importante o mentorado ir com a
cabeça aberta e disposto a escutar e aprender.
5.
Como
o programa de mentoring contribuiu com sua carreira?
Quando
iniciei o meu ciclo de mentoring eu era recém-formado, cheio de aspirações,
empolgação, ansiedade e, principalmente, dúvidas. Eu possuía dúvidas a respeito
de qual carreira seguir e se deveria continuar na área da engenharia, pois
naquela época a Promon estava com a demanda de trabalho baixa e eu estava
começando a ficar desmotivado. Também tinha vontade de fazer uma pós-graduação,
porém não sabia se seria melhor seguir para um mestrado ou fazer um MBA. Por
meio de encontros de mentoração fomos lidando com cada uma destas dúvidas em
que ele me contava as suas experiências, me ajudava a compreender o motivo das
minhas dúvidas e estudávamos cada caso. O resumo destas conversas que tivemos
ao longo de todo o programa se transformou no meu plano de carreira de curto e
médio prazo.
Agradecimento especial para Roberta Bonanigo e Gabriela Hattori da área de RH da Promon Engenharia e para o Luciana Ramos e Kelvin Tamura que gentilmente cederam suas experiências para que outras pessoas possam se desenvolver.
Agradecimento especial para Roberta Bonanigo e Gabriela Hattori da área de RH da Promon Engenharia e para o Luciana Ramos e Kelvin Tamura que gentilmente cederam suas experiências para que outras pessoas possam se desenvolver.




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