Depois do impacto que foi estar em Varanasi, voltamos para
Delhi, dormimos uma noite e partimos para Rishikesh, conhecida mundialmente
como a capital do Yoga.
Chegar em Rishikesh foi para mim como voltar a respirar, foi
como chegar em casa... Não havia saído da Índia, não estava no Brasil, mas me
senti como se estivesse muito perto de mim mesma... Aqui o Ganges é limpo e
transparente (continua frio, mesmo assim me animei entrar e foi ótimo!)
Rishikesh é cheia de escolas de Yoga, Asharans e uma
atmosfera tranquila, serena e pacífica... Passei uma semana praticando Yoga em
diferentes escolas, andando sozinha na rua, indo e vindo... Foi lá e depois
chegando no Brasil que me dei conta de pequenas coisas que hoje posso sentir
gratidão, talvez, alguns de vocês, considerem isso pouco para sentir gratidão.
Porém, quando temos nossos simples direitos tolidos acabamos sentindo muita
gratidão por muito pouco. Em Rishikesh eu senti segurança para andar na rua,
interagir com as pessoas, passear... Quando cheguei no Brasil fiquei feliz por
poder andar no meu bairro à noite, usar shorts e olhar para as pessoas nos
olhos sem me sentir intimidada.
Muitas pessoas me perguntam: Por que você foi para a Índia?
Mas com toda essa pobreza e privação onde está a espiritualidade? Outros
falam... nossa que coisa horrível como pode ter algo sagrado em um lugar desse
tipo... Minha resposta é NÃO SEI!!! NÃO SEI!!! NÃO SEI!!! Mas o pior, ou
melhor, há! Há algo muito forte, talvez no ar que respiramos lá, na água
contaminada que bebemos, nas pessoas... não sei a resposta... bem que
gostaria... Acho que vou precisar voltar para entender, mas tem algo muito
forte que tocou profundamente meu coração e está fazendo um rebuliço interno,
algo que não sei dizer porque e nem de onde vem, mas que tem me feito pensar e
repensar minhas ações e escolhas todos os dias. Do fundo do meu coração espero
e rezo para que esse “algo” permaneça vivo em mim e que faça da minha vida algo
válido e significativo... Esse algo forte dentro de mim tem me dito fortemente
que esse modelo que vivemos baseado nas relações de competição e ganha perde
não se sustenta, não sei a resposta, mas tenho certeza que não é esse mundo que
quero apresentar para meus filhos viverem! Vamos construir juntos outra
possibilidade? Que tal?
Créditos das Fotos: Ludimila Agra


amei,amei, sinto o mesmo...vamos voltar lá?
ResponderExcluirVamos!!! Oba!!!
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