domingo, 21 de dezembro de 2014

Feliz Natal e Feliz 2015! Cultivando a felicidade na sua Vida!


Inspirado nesse vídeo, gostaria de convidar você a fazer essa experiência:
1) Primeiro assista o Vídeo
2) Faça sua própria lista
3) Escreva pelo que é grato em 2014
4) Expresse sua gratidão aos envolvidos
5) Experiencie os resultados
6) Pratique esse mesmo exercício durante todos os dias de 2015 
7) Sinta os resultados concretos na sua vida!!!
Isso é tudo que eu tenho a lhe desejar!!! 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O papel sócio emocional do Líder na Gestão da Equipe

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Líder não é somente aquele que determina e cobra metas de seus liderados, líder não é somente aquele que estabelece um plano estratégico e tenta a todo o custo implementá-lo. Líder não é somente aquele que entrega os resultados esperados a qualquer custo... Apesar de esse ser o modelo de liderança mais presentes nas organizações. Quando falo mais presente posso estar sendo parcial, pois estou escrevendo isso por conta da minha experiência como coach e consultora, transitando por algumas organizações ou recebendo coachees que me procuram por conta própria exaustos com esse modelo de liderança.

Além disso, toda a vez que estou dando aulas nos cursos de extensão de liderança encontro líderes confusos quanto ao seu papel. Por um lado a empresa cobra resultados, por outro recebem a incumbência de manter as equipes satisfeitas com a organização e com sua liderança. Esses líderes angustiados com essas demandas, aparentemente, divergentes, muitas vezes, encontram-se em um beco sem saída, sem saber por onde começar. Por isso resolvi escrever esse texto.

Sim é papel do líder entregar resultados, porém não a qualquer custo. Sim é papel do líder ser “meio” psicólogo, “meio” amigo, “meio” conselheiro, “meio”. Não, nem todos os líderes gostam desse papel... Aliás, a maior parte dos que eu convivo levam muito tempo para admitir que isso é parte da sua descrição de cargo.  Por isso existem tantos coaches e consultores apoiando líderes no desenvolvimento desse papel. E me emociono muito quando tenho a oportunidade de acompanhar esse processo. Tive a oportunidade de conviver com muitos líderes nesse processo, líderes que me emprestam suas histórias, quem me escrevem contando os resultados que estão experimentando ao praticar esses novos papéis, além dos antigos é claro. Alguns relatam que algo mágico acontece... que sem esforço eles receber inputs e feedbacks que fazem toda a diferença para o negócio. Costumo replicar para eles, não é mágica, é a sua mágica!!! É o seu interesse genuíno pela pessoa que está na sua frente (não o seu subordinado, o seu recurso, o seu funcionário).  O seu humano não pode ser separado em duas partes: a parte que fica em casa e a parte que vem para o trabalho. Quando estamos no trabalho trazemos nossa vida pessoal conosco, assim como levamos o trabalho para dentro de nossas casas... não tem jeito... ainda não foi criado o botão “control alt del” do ser humano. 

Uma das formas de praticar seu papel sócio emocional é o líder promover a integração e a abertura dentro de sua equipe e para isso nada melhor que o final do ano. Final do ano é tempo de confraternizar, de comemorar, de planejar o que vem pela frente. E por que não utilizar esse momento para presentear sua equipe com um trabalho de planejamento pessoal? Pessoas mais realizadas são profissionais mais motivados e engajados. Podemos apoiar a liderança na prática do seu papel sócio emocional e você, líder, também será presenteado com essa oportunidade de gerar maior equilíbrio e satisfação na sua própria vida.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Entrevista Sven Fröhlich-Archangelo* - Comunicação Não Violenta




Entrevista realizada pela equipe Questão de Coaching

QC: O que é Comunicação não Violenta (CNV) qual sua origem?

Sven: Eu vejo a CNV como a arte de transformar um conflito em uma dança. E aí nos perguntamos qual é a diferença principal entre uma dança e uma briga? É a conexão entre as duas pessoas. Quando nós brigamos, dificilmente temos uma conexão com o outro porque na maioria das vezes estamos ocupados em atacar e defender. E sem conexão é difícil ter um dialogo, é difícil mandar uma mensagem quando o outro não a recebe. Ao contrário, numa dança estamos em sintonia com outro porque temos uma boa conexão, que até nos permite perceber sinais muito sutis.
Na CNV só dá para compreender se entendemos a importância de estabelecermos uma conexão com o outro, se nós compreendemos como a conexão com outros seres humanos é fundamental para nossa vida. Como o filósofo Erich Fromm disse no seu livro “A Arte de Amar”: o pior medo do ser humano é estar separado dos outros, estar excluído. Nós fazemos tudo para ter uma conexão com os outros e por isso ser ignorado pelos outros é um dos castigos mais cruéis, porque ignorar uma pessoa significa que ela não existe.
Então o objetivo da CNV é isso, estabelecer uma conexão com o outro ser humano. Mas queremos uma conexão que tenha qualidade, uma conexão de coração. Todo o processo da CNV foca neste objetivo principal e assim tentamos entender quais são os fatores que impedem ou favorecem essa conexão com os outros. O que podemos fazer para ter uma conexão de banda larga com o outro ser humano onde a comunicação flui em harmonia, com leveza e sem interrupções? 
Um dos primeiros passos antes de tudo é uma mudança de olhar, uma mudança de foco, especialmente em momentos de conflito. A tendência na hora do conflito é querer mostrar que o outro tem a culpa, ou às vezes o contrário, achamos que nós temos a culpa. De qualquer forma o padrão é que alguém tem que ter culpa, alguém está errado. E por causa disso cada um usa toda sua energia para convencer o outro de que ele está errado. Na CNV queremos sair deste padrão destrutivo que cria somente um muro entre as pessoas. Na CNV vemos cada conflito como uma expressão de necessidades não atendidas, porque no final tudo que fazemos é para atender alguma necessidade. Às vezes é uma expressão muito trágica porque usamos comportamentos agressivos ou nosso poder para conseguir atender nossas necessidades. E o resultado na maioria das vezes não é muito satisfatório e sustentável, especialmente quando atendemos nossas necessidades à custa das necessidades do outro. Então a essência da CNV está na mudança de foco: de nossos erros e dos erros do outro, para as necessidades de todos, com o objetivo de estabelecer uma conexão que nos permite procurar um caminho que atende as suas e as minhas necessidades.


QC: Qual a origem da CVN?
Sven: O criador da comunicação não violenta é o psicólogo americano Marshall B. Rosenberg. Na infância ele experimentou várias situações de violência. Uma que ele acostuma contar é sobre um conflito racial no bairro em que vivia, quando morreram 40 pessoas e ele e a família passaram três dias trancados em casa. Sendo judeu ele também sofreu bastante discriminação dos colegas na escola, que o bateram e o insultaram. Ao mesmo tempo ele teve a sorte de ter experiências completamente contrárias dentro de sua família, muitas experiências de compaixão e amor. O que chamou muito a atenção dele foi a experiência de ver seu tio cuidando da avó quando essa estava muito doente, com paralisia no corpo inteiro. O que mais o impressionou foi como o tio cuidava da avó, com toda alegria, parecia que ele estava muito feliz fazendo isso. Então desde a infância ele se perguntava o que precisamos para manter nossa capacidade de ser compassivos e o que nos desliga de nossa natureza compassiva? Procurando respostas a essas perguntas ele desenvolveu o processo da CNV. Que foi o resultado de sua especialização em psicologia social, seus estudos de religião comparada, experiências no trabalho, projetos sociais e vivencias pessoais.

QC: Na sua opinião quais as vantagens de se usar a Comunicação não Violenta?
Sven: A CNV para mim é a magica que acontece quando duas pessoas tem um encontro autêntico e empático. Aprender a CNV para mim foi libertador. Mostrou-me um caminho para ser real, autêntico, poder viver minha verdade sem limitar o outro. Um caminho que permite duas pessoas viverem suas verdades, ser 100% elas mesmas e deixar o outro ser ele mesmo.
Aprendi que eu posso aceitar o outro completamente, mesmo em situações desafiantes, mesmo não concordando com ele, quando consigo enxergar a necessidade por atrás do comportamento do outro, que se manifesta naquele momento e que nos conecta como seres humanos. Quando consigo receber o outro empaticamente, percebo que o outro também está disposto a oferecer empatia para mim e para meu mundo. E assim através de um diálogo autêntico e empático criamos um campo de confiança profunda que nos permite abrir nosso coração e mostrar-nos vulneráveis sem ter medo de julgamentos.
A CNV despertou um nova consciência em mim, me ajuda enxergar quando estou reagindo automaticamente num conflito sem pensar, quando só penso em atacar e defender.
Me ajuda desacelerar nestes momentos e perceber minhas necessidades e as necessidades do outro e assim consigo responder conscientemente de um lugar onde tenho uma escolha, um lugar além de certo e errado que serve para a vida. Dá para resumir na frase Victor Frankl:
”Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. Na nossa resposta encontra-se o nosso crescimento e a nossa liberdade. “
Com a CNV aprendi também a ser mais empático comigo mesmo. Aprendi transformar minha raiva, culpa e vergonha em compaixão quando consegui receber estes sentimentos como presentes que me mostram quais das minhas necessidades não estão sendo atendidas e que eu preciso cuidar delas. E ao cuidar e considerar de minhas necessidades percebi que eu consigo cuidar melhor das necessidades dos outros.


QC: Como aplicar a Comunicação não Violenta? Quais os princípios/passos para colocá-la em uso?

Sven: A essência da CNV para mim é prática da autenticidade e empatia. Ser autêntico para mim implica a coragem de tirar minha máscara, vejo isso como um dos passos principais na jornada da CNV. Eu acho que nas interações de nosso dia a dia muitas vezes colocamos uma máscara para proteger-nos ou para receber o reconhecimento dos outros. Uma máscara que tem a ver com algum ideal que nós e os outros temos. Só quando uso esta máscara do bonzinho, do fortão, do sempre-alegre, ou seja, o que for, muitas vezes não corresponde com minha realidade interna, aí começo a fingir algo que não é verdade. Usando a máscara minha tendência é esconder de você meu medo, minha insegurança, minha dor e tristeza que também fazem parte da minha existência. O problema é que talvez eu possa conseguir esconder uma parte minha de você, mas não vou conseguir esconder esta parte de mim mesmo, ela ainda existe e tem seu poder sobre meu comportamento. E se você também vai fazer do mesmo jeito, ficamos nós dois escondendo nossa parte vulnerável porque temos medo de ser julgados. O resultado é uma conexão entre duas máscaras, e não vamos ter uma conexão entre dois seres humanos. Esconderemos nossa humanidade atrás da máscara. Preferimos atacar, criticar o outro para parecer forte em vez de mostrar nossa insegurança, nosso medo e nossa dor. Isso tem uma consequência, fazendo isso será cada vez mais difícil para nós enxergar o outro como um ser humano, facilmente vamos perceber o outro como uma ameaça, especialmente no momento de conflito.
Na CNV queremos mudar isso, acreditamos no poder da vulnerabilidade. Que significa quando eu consigo me mostrar verdadeiro, autêntico e vulnerável, não sou mais uma ameaça para você. E você ao perceber-me fazendo isso vai criar cada vez mais confiança em mim. Minha autenticidade te ajuda começar a abrir suas portas. E quando nós dois conseguimos abrir nossas portas temos um encontro entre dois seres humanos, sem máscara, sem julgamento e com uma confiança profunda.

Se o objetivo é autenticidade e alguém não gosta de mim, eu posso aguentar. Mas se o objetivo é que gostem de mim e não gostam, estou com problemas.“
Brené Brown

A outra parte da CNV é a prática de empatia. A empatia é muito poderosa. Para mim ela tem dois poderes:
Primeiro poder é da escuta empática - quando alguém me escuta empaticamente com curiosidade e atenção plena, sem julgamentos, sem aconselhar, educar ou consolar, sinto uma imensa felicidade e paz. A presença do outro com a ausência de qualquer julgamento, me ajuda também a olhar para mim mesmo sem meus autojulgamentos, começo a perceber coisas dentro de mim que não conseguia enxergar antes, consigo conectar-me com meus sentimentos e necessidades mais profundos e assim compreender-me melhor e perceber a essência de meu problema. As nuvens desaparecem e eu tenho cada vez mais clareza sobre o que preciso e o que quero fazer. O contrário acontece quando alguém não consegue escutar empaticamente, quando começa a dar conselhos, sem que eu tivesse pedido, ou começa a contar sua história que parece semelhante à minha, aí percebo como isso me desconecta de mim mesmo, não consigo mais olhar dentro de mim profundamente, e minha atenção vai para o outro. Para eu receber uma escuta empática é um verdadeiro presente, o presente do outro por estar completamente “presente” comigo.

O segundo poder da empatia acontece no momento de conflito. Para mim nesta situação a empatia é a arte de abrir um presente feio. O que quer dizer isso? Quando uma pessoa me ataca, me critica ou insulta pode ser muito desafiante, pode mexer muito comigo. Uma pessoa chega para mim e me chama, por exemplo, de arrogante, injusto, mentiroso, idiota, folgado. Neste momento a arte é não entrar no automático, o que na maioria das vezes seria fazer um contra-ataque, defender-se ou justificando-se. O desafio é agora respirar fundo e tentar enxergar o outro como um ser humano que está tentando atender uma necessidade importante para ele. Persistindo nesta postura o outro percebe que eu me importo com ele, que eu tenho interesse na necessidade dele, e isso traz também uma mudança na postura dele. Por que isso funciona? Quando o outro percebe que eu tenho interesse na necessidade dele, que eu estou disposto a considerar a necessidade dele, ele não precisa mais usar suas armas. Todas as armas eram para chamar atenção, para ser visto para garantir que as necessidades sejam atendidas. Mas se ele percebe que eu estou aberto e interessado nas necessidades dele, para que usar armas? Não são mais necessárias.

QC: Quais os principais desafios que devemos superar para conseguir resultados melhores em nossa comunicação com os demais?

Sven: Desafio número um para mim é o julgamento, nossa reação automática quando uma pessoa faz algo que não gostamos, que não concordamos. Quando julgo a pessoa, normalmente acho que ele faz algo errado e precisa mudar, ele tem a culpa pelo meu mal estar. Só que o outro na maioria das vezes não acha isso, ao contrário ele acha que eu tenho a culpa e preciso mudar, e aí começa o jogo de ping-pong, cada um tenta convencer que o outro está errado. Além disso o julgamento na maioria das vezes está sendo acompanhado pela raiva, e a tendência é de querer atacar ou castigar o outro. Sair deste padrão automático é o grande desafio.

Como podemos conseguir isso? Primeiro passo é importante perceber que uma outra pessoa não pode me fazer sentir algo, ninguém no mundo tem este poder. Quando estou ansioso, triste, preocupado, magoado, decepcionado todos estes sentimentos são meus, eu sou 100% responsável por eles, por que dependem das minhas necessidades e das minhas interpretações e avaliação da situação ou do comportamento do outro. Isso fica claro quando você pergunta para várias pessoas o que elas sentem quanto a uma certa situação, você vai receber várias respostas diferentes, o que mostra que a situação ou o comportamento do outro não podem ser responsável pelo seu sentimento. Isso já traz uma mudança grande, assim não vou culpar mais o outro por ser responsável pelo meu mal estar. E ao mesmo tempo eu sei que eu não sou responsável pelo mal estar do outro.

Em vez de culpar o outro vou compartilhar com ele o que está vivo dentro de mim quando ele fez algo que não gostei, que seria o segundo passo. Vou compartilhar com ele como eu me sinto e qual é minha necessidade não atendida neste momento. Fazendo isso me mostro vulnerável, como um ser humano, vou compartilhar algo que o outro conhece que nos conecta como seres humanos, que temos em comum: nossos sentimentos e necessidades. Então em vez de julgar e culpar o outro vou compartilhar o que eu preciso, o que é importante para mim. Não ser responsabilizado pelo meu mal estar aumenta a chance de o outro ter vontade de me ouvir e me considerar.

Terceiro passo e desafio é o olhar empático. Sempre tentar perceber que tudo que uma pessoa faz, seja o que for, mesmo com violência tem por trás uma necessidade não atendida. Perceber que tudo o que nós fazemos na vida é a expressão de uma necessidade, elas são o motivo atrás de tudo. E o problema no conflito nunca é a necessidade da pessoa, senão o caminho que ela escolheu para atender esta necessidade. Assim o conflito não existe no nível do motivo, ele existe somente no nível da estratégia, da escolha da pessoa de como ela tenta atender sua necessidade. Se uma mãe bate na filha porque ela quer atravessar uma rua perigosa com muito trânsito, meu conflito com ela não é a necessidade dela de proteger a filha, é o caminho que ela escolheu batendo nela. Eu também conheço esta necessidade dela, e isso me ajuda a conectar e a conversar com ela, e juntos encontrarmos talvez um outro caminho que atende a minha e a necessidade dela.

QC: Qual seria um pensamento final que você gostaria de deixar para os leitores do Blog?
Sven: Tente perceber em qualquer momento sua beleza e a beleza do outro, mesmo no momento de conflito, sabendo que sempre uma necessidade está se manifestando. Isso nos conecta com a vida. Se eu consigo enxergar seu xingamento como um grito desesperado para receber mais atenção e você consegue receber minha falta de comprometimento como uma tentativa de cuidar de mim, conseguimos ainda perceber nossa humanidade. E quando conseguimos falar de nossas necessidades um para o outro, chegamos num lugar onde conectamos como dois seres humanos cada um procurando um caminho para atender sua necessidade, e a partir deste lugar podemos procurar juntos um caminho que atenda a minha e a sua necessidade.

*Sven Fröhlich-Archangelo, alemão residente no Brasil, administrador de empresas pela Universidade de Göttingen, Alemanha. É treinador internacional de Comunicação Não Violenta, comunicação intercultural e mediação de conflitos.  Dentre os seus clientes na Alemanha estão o exército alemão, o governo da Bavária e a associação humanitária alemã “Internationaler Bund”. No Brasil trabalha para várias empresas e desenvolveu, junto com a prefeitura de Campinas, um projeto para prevenção de violência para a Secretaria de Saúde.

sábado, 27 de setembro de 2014

Empresas Familiares e o profissional de RH por João Marcos Varella*

As empresas crescem, as famílias crescem, o patrimônio cresce. Não significa que a rentabilidade da empresa comporta sustentar toda a família e nem que as novas gerações estão capacitadas para gerir o patrimônio. Além disso, a empresa tem sócios e sócios também tem família. A família cresceu e tem agregados, os chamados membros por opção. Como preservar o negócio da família? Esse foi o contexto estudado pelo Grupo de Estudos da ABRH sobre o RH nas Empresas Familiares.

O primeiro foco de atenção foi o pioneiro e chefe da família que continua à frente dos negócios. Com frequência a empresa depende da sua presença o que pode trazer como consequência a centralização e a demora no desenvolvimento dos sucessores.

Sucessores podem ter interesse por uma carreira própria, independente do negócio da família. Também podem pretender assumir os negócios um dia e precisam se preparar para essa missão. A alternativa pode ser profissionalizar a empresa? Todas estas opções exigem planejamento e ações adequadas.

Membros da família compartilharão o patrimônio o vai requerer preparação para a tomada de decisões adequadas para preservar os bens comuns. Também para a governança da empresa, mesmo sem participar da operação pode ser necessário ter um representante no Conselho da empresa ou pelo menos entender os números e acompanhar os resultados.

Nesse contexto o que um profissional de recursos humanos pode contribuir para a empresa familiar? Com frequência a participação atende à demanda de uma escuta ativa, estar disponível para entender a dinâmica familiar e as consequências para a empresa. Requer neutralidade porque ouvirá diferentes opiniões e versões e manterá a convivência.

Diante de problemas que podem se tornar riscos para a empresa cabe aconselhar a busca de apoio especializado para ações que podem abranger a profissionalização da gestão, a preparação de sucessores, identificar e aconselhar a busca de solução de conflitos. É comum o fundador ou outros membros da família não considerarem a possibilidade de outra atividade fora da empresa da família.

A proximidade do profissional de RH com a família permite a identificação de questões que estão sendo postergadas e crescendo à medida que o tempo passa. Ele pode aconselhar ações proativas diante de riscos. A conclusão é que uma empresa familiar pode ter um apoio significativo com a presença do profissional de RH.


*João Marcos Varella – Psicólogo - Atua orientando empresas familiares na DeFamilia. Autor dos livros  “O Desafio de Empreender” , “Empresas Resilientes” e Empreendedor Resiliente”. Atua há 26 anos orientando empreendedores. Formação em Mediação de Conflitos, Coaching em Resiliência, Planejamento Estratégico e Marketing.  Site: empresasfamiliares.com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eis que surge uma nova área na minha vida: A Gravidez

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Acabo de ler esse livro e gostaria de dividir com futuras mamães esse presente que recebi do universo.

Ficar grávida envolve muitas emoções e o contato com nosso “fantasmas” internos... O Pré Natal é recheado de exames consultas, com o objetivo prevenir problemas ou “antecipar” o diagnóstico de algo que possa não estar no trilho ideal.

Nesse livro você vai acompanhar as angústias de Marie que, se você está grávida, não são muito diferentes das suas. Com palavras simples, ela conta o que experimentou em seu corpo e percebeu na própria carne durante nove meses. Thérese Bertherat é terapeuta corporal e mãe de Marie e compartilha seu método para ajudar Marie e, nós grávidas, a nos prepararmos para o parto. E Paule é uma parteira experiência que conta sua experiência de 40 anos, dividindo suas histórias e nos informando sobre tudo que envolve o parto e preparo para ele.

Não estou pronta para o parto, mas me sinto inspirada adquirir a confiança necessária para viver consciente esse despertar de uma nova mulher. Eu torço para encontrar no meu caminho pessoas que me acompanhem nesse momento tão importante com amor e cuidado!

O interessante é que esse livro tem como cenário a França, onde o número de partos normais é muito maior que o Brasil e mesmo assim Marie e outras grávidas e/ou recém mães vivem dilemas muito parecidos com as gestantes que tenho convivido no Brasil.

Espero que daqui alguns anos tenhamos mais Téreses e Paules no nosso mundo, facilitando essa fase tão intensa e mágica  de outras mulheres como Marie e eu mesma. Para Marie o parto foi seu próprio renascimento, aumentando sua autoconfiança, quando meu parto acontecer poderei dividir aqui o significado que teve para mim, por enquanto sigo confiante de que viver tudo isso está me tornando alguém melhor!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

10 anos de Formada! É para comemorar!

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Há 10 anos atrás no dia 18 de agosto estava concluindo uma etapa importante da minha vida... Estava finalizando um ciclo e iniciando outro, cheia de dúvidas de medos, incertezas com relação ao que iria viver...

Porém, certa de que a Psicologia era minha missão de vida! Quando alguns jovens me perguntam como eu sabia que essa era a carreira que me faria feliz respondo: Não sabia! Talvez foi sorte, intuição...

Eu tinha uma curiosidade pelas pessoas, eu gostava de contribuir para a harmonia, para a conversa, eu gostava de conversar...

Sinto muita gratidão hoje por esse ciclo de dez anos em que pude experimentar, descartar, reforçar o que me faz feliz. Ajudar as pessoas a superarem suas barreiras auto impostas, a despertar seu potencial que é infinito e cheio de luz, porque todos nós somos, só esquecermos em alguns momentos de nossa jornada! Isso me move...

Por acreditar no indivíduo acordo todos o dias motivada, por acreditar que cada um tem dentro de si o potencial de mudar o mundo, mudar sua realidade, gerar paz, amor, aliança! Por acreditar no indivíduo seguirei trabalhando arduamente por um mundo melhor para todos nós. Empresas, escolas e lares com mais amor e felicidade!

Gratidão, gratidão, gratidão por esses dez anos de experimentação e aprendizado!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Coaching ajuda emergentes a acelerar a formação de líderes - Por Letícia Arcoverde | De São Paulo

 
 "Para Brian Underhill, coaching é muito 
usado para auxiliar nas expatriações"

A expansão do coaching como ferramenta de desenvolvimento de profissionais - seja para mais níveis da empresa ou em países onde a prática ainda ganha espaço - é a principal tendência dessa área atualmente, segundo o especialista Brian O. Underhill. De acordo com o americano, a demanda de mercados emergentes com necessidade de acelerar lideranças, o uso de coaching em situações de transição e o treinamento de coaches internamente são algumas das características que ilustram esse contexto.

Autor do livro "Coaching Executivo para Resultados", Underhill conversou recentemente com o Valor enquanto esteve no Brasil para participar do 2º Fórum Internacional de Liderança e Coaching, promovido pela Sociedade Brasileira de Coaching, em São Paulo. "Hoje, as empresas precisam que algumas pessoas cheguem mais rapidamente a determinadas posições. Para isso, precisam trabalhar aspectos tradicionais da liderança como a influência sobre outros, a motivação de equipes e habilidades interpessoais", diz.

Segundo o especialista, em mercados emergentes como Brasil e China o uso de coaching é cada vez mais comum, mas ainda há espaço para crescer - em especial entre empresas locais, uma vez que a prática ainda é mais adotada em multinacionais. Além disso, Underhill vê mais procura por coaches para situações de transição, como quando expatriados assumem posições em países novos. Segundo dados de uma pesquisa realizada no ano passado pela Coachsource, empresa de Underhill, com mais de 600 coaches e companhias, auxiliar na transição é o objetivo de processos dessa natureza em 42% dos casos.

O uso de coaching interno, quando as companhias treinam seus próprios funcionários para atuarem dessa forma, também é um destaque recente do qual Underhill prevê crescimento. "Essa é uma maneira eficiente de investir em desenvolvimento, pois leva o conceito de coaching a outras pessoas e faz com que mais partes da organização possam se beneficiar dele", diz.

No entanto, há desafios a serem contornados, como a preocupação com a confidencialidade e a construção de credibilidade - aspectos que surgem mais naturalmente quando o profissional vem de fora da organização. O principal entrave, contudo, é o acúmulo de funções. "O trabalho diário não diminui, e os profissionais não têm tempo para fazer as duas coisas. Desse modo, muitas vezes a empresa volta a usar coaches externos", diz. Além disso, dados da pesquisa de Underhill mostram que 80% dos profissionais de liderança indicaram que prefeririam um coach externo a um interno, se tivessem a possibilidade de escolha. A imparcialidade de um profissional de fora é a principal razão dada por eles.

Quando se pensa o coaching como um todo, o fator que mais pode impedir o sucesso de um processo ainda está nas mãos do executivo participante, segundo Underhill. "Não depende necessariamente do coach, da periodicidade ou da metodologia. O fator que mais determina o sucesso da ferramenta é a disposição do executivo para mudar, de olhar para si mesmo e manter a mente aberta", diz. Nesse contexto, o RH possui função essencial. Além de recomendar a prática aos executivos certos, deve se envolver e monitorar o processo. "Defendemos que os líderes contem para o RH e para as pessoas ao seu redor quais habilidades estão sendo trabalhadas", diz.

Essa transparência garante que o resultado seja melhor, além de facilitar a avaliação do profissional. Underhill defende que esse processo ocorra por meio de uma avaliação feita por subordinados, chefes e outras pessoas que tenham contato com quem está recebendo coaching. O especialista enfatiza que não adianta medir apenas a satisfação do profissional em questão, nem o aprendizado dele - é preciso que o resultado seja posto em prática. "Eles precisam demonstrar a mudança de uma forma perceptível para os outros."

Isso ajuda, especialmente, na hora de apresentar os resultados da ferramenta a profissionais com visão mais técnica, como os executivos engenheiros do Vale do Silício, onde Underhill vive atualmente. "Mostrar uma pesquisa com números e gráficos os ajuda a ver a conexão entre o comportamento que está sendo trabalhado e como as pessoas o observam. O resultado se torna mais real e tangível", diz.

Um dos desafios enfrentados por todos os envolvidos durante um processo é a necessidade de criar um equilíbrio entre o coach, o executivo que usará a ferramenta e a empresa - que geralmente é quem contrata o serviço. "O coach precisa avançar o objetivo da empresa ao desenvolver o líder. Ao mesmo tempo, tem que abrir espaço para dialogar sobre o que mais está acontecendo com o profissional", diz. Isso pode levar à reflexão, por parte do executivo, de que o melhor para ele é procurar outro emprego. Underhill afirma, no entanto, que as companhias costumam considerar isso um "resultado aceitável". "Essa pessoa provavelmente iria sair da empresa, estava infeliz e não vinha dando o melhor de si. O coaching apenas acelerou esse processo", diz.

No fim, apesar de algumas percepções erradas sobre a ferramenta - como a de que o coach deve dar conselhos ao profissional -, a responsabilidade deve ser do líder. "Mais do que dar sugestões, um coach faz perguntas e auxilia. O executivo tem que fazer a maior parte do trabalho."