sábado, 27 de setembro de 2014

Empresas Familiares e o profissional de RH por João Marcos Varella*

As empresas crescem, as famílias crescem, o patrimônio cresce. Não significa que a rentabilidade da empresa comporta sustentar toda a família e nem que as novas gerações estão capacitadas para gerir o patrimônio. Além disso, a empresa tem sócios e sócios também tem família. A família cresceu e tem agregados, os chamados membros por opção. Como preservar o negócio da família? Esse foi o contexto estudado pelo Grupo de Estudos da ABRH sobre o RH nas Empresas Familiares.

O primeiro foco de atenção foi o pioneiro e chefe da família que continua à frente dos negócios. Com frequência a empresa depende da sua presença o que pode trazer como consequência a centralização e a demora no desenvolvimento dos sucessores.

Sucessores podem ter interesse por uma carreira própria, independente do negócio da família. Também podem pretender assumir os negócios um dia e precisam se preparar para essa missão. A alternativa pode ser profissionalizar a empresa? Todas estas opções exigem planejamento e ações adequadas.

Membros da família compartilharão o patrimônio o vai requerer preparação para a tomada de decisões adequadas para preservar os bens comuns. Também para a governança da empresa, mesmo sem participar da operação pode ser necessário ter um representante no Conselho da empresa ou pelo menos entender os números e acompanhar os resultados.

Nesse contexto o que um profissional de recursos humanos pode contribuir para a empresa familiar? Com frequência a participação atende à demanda de uma escuta ativa, estar disponível para entender a dinâmica familiar e as consequências para a empresa. Requer neutralidade porque ouvirá diferentes opiniões e versões e manterá a convivência.

Diante de problemas que podem se tornar riscos para a empresa cabe aconselhar a busca de apoio especializado para ações que podem abranger a profissionalização da gestão, a preparação de sucessores, identificar e aconselhar a busca de solução de conflitos. É comum o fundador ou outros membros da família não considerarem a possibilidade de outra atividade fora da empresa da família.

A proximidade do profissional de RH com a família permite a identificação de questões que estão sendo postergadas e crescendo à medida que o tempo passa. Ele pode aconselhar ações proativas diante de riscos. A conclusão é que uma empresa familiar pode ter um apoio significativo com a presença do profissional de RH.


*João Marcos Varella – Psicólogo - Atua orientando empresas familiares na DeFamilia. Autor dos livros  “O Desafio de Empreender” , “Empresas Resilientes” e Empreendedor Resiliente”. Atua há 26 anos orientando empreendedores. Formação em Mediação de Conflitos, Coaching em Resiliência, Planejamento Estratégico e Marketing.  Site: empresasfamiliares.com

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