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Líder não é somente aquele que determina e cobra metas de
seus liderados, líder não é somente aquele que estabelece um plano estratégico
e tenta a todo o custo implementá-lo. Líder não é somente aquele que entrega os
resultados esperados a qualquer custo... Apesar de esse ser o modelo de
liderança mais presentes nas organizações. Quando falo mais presente posso
estar sendo parcial, pois estou escrevendo isso por conta da minha experiência
como coach e consultora, transitando por algumas organizações ou recebendo
coachees que me procuram por conta própria exaustos com esse modelo de
liderança.
Além disso, toda a vez que estou dando aulas nos cursos de
extensão de liderança encontro líderes confusos quanto ao seu papel. Por um
lado a empresa cobra resultados, por outro recebem a incumbência de manter as
equipes satisfeitas com a organização e com sua liderança. Esses líderes
angustiados com essas demandas, aparentemente, divergentes, muitas vezes,
encontram-se em um beco sem saída, sem saber por onde começar. Por isso resolvi
escrever esse texto.
Sim é papel do líder entregar resultados, porém não a
qualquer custo. Sim é papel do líder ser “meio” psicólogo, “meio” amigo, “meio”
conselheiro, “meio”. Não, nem todos os líderes gostam desse papel... Aliás, a
maior parte dos que eu convivo levam muito tempo para admitir que isso é parte
da sua descrição de cargo. Por isso
existem tantos coaches e consultores apoiando líderes no desenvolvimento desse
papel. E me emociono muito quando tenho a oportunidade de acompanhar esse
processo. Tive a oportunidade de conviver com muitos líderes nesse processo,
líderes que me emprestam suas histórias, quem me escrevem contando os
resultados que estão experimentando ao praticar esses novos papéis, além dos
antigos é claro. Alguns relatam que algo mágico acontece... que sem esforço
eles receber inputs e feedbacks que fazem toda a diferença para o negócio.
Costumo replicar para eles, não é mágica, é a sua mágica!!! É o seu interesse
genuíno pela pessoa que está na sua frente (não o seu subordinado, o seu
recurso, o seu funcionário). O seu
humano não pode ser separado em duas partes: a parte que fica em casa e a parte
que vem para o trabalho. Quando estamos no trabalho trazemos nossa vida pessoal
conosco, assim como levamos o trabalho para dentro de nossas casas... não tem
jeito... ainda não foi criado o botão “control alt del” do ser humano.
Uma das formas de praticar seu papel sócio emocional é o
líder promover a integração e a abertura dentro de sua equipe e para isso nada
melhor que o final do ano. Final do ano é tempo de confraternizar, de
comemorar, de planejar o que vem pela frente. E por que não utilizar esse
momento para presentear sua equipe com um trabalho de planejamento pessoal?
Pessoas mais realizadas são profissionais mais motivados e engajados. Podemos
apoiar a liderança na prática do seu papel sócio emocional e você, líder,
também será presenteado com essa oportunidade de gerar maior equilíbrio e
satisfação na sua própria vida.


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