quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ser Mulher e Ser Livre por Maisa La Macchia*



Há alguns dias conversando com uma de minhas amigas queridas, começamos a refletir mais profundamente sobre a nossa condição de Ser feminino nos dias de hoje. Falávamos sobre as reflexões que a vida está trazendo num ano onde nós duas estamos sendo de alguma forma obrigadas a nos voltar para uma vida além da carreira. Nós somos pessoas descoladas, no começo dos 30, espiritualistas, viajadas, bem-sucedidas, temos relacionamentos felizes. Mas a ansiedade bate à porta: por que não estou conseguindo tudo o que quero, aqui e agora? Será que sou/ estou fazendo o suficiente? Qual é a minha lição? Qual é o meu propósito?

Sabemos do poder que se move quando a energia feminina entra em ação. A gente flui, ri e chora, a gente faz multi-tasking, procria, cria, cuida, e ainda atinge todas as metas 1 semana antes do prazo. Entrega e agrada. A gente tem tato, sedução, empatia, toque e sabedoria. A gente é empreendedora, guerreira, faz muito com pouco, somos filhas da terra, da água, do ar e do fogo. O elemento feminino é a própria variedade.

Entre tantas possibilidades, talvez nos falte um pouco de foco e introspecção pra definir quais são mesmo os nossos valores, desejos e objetivos. E aí levar a vida com fluidez, sabendo que os ciclos vêm e a gente vai mudando com eles. Por um lado muitas de nós pelo mundo afora podemos celebrar que hoje temos a chance de exercer o papel que quisermos, em todas as esferas da vida. Temos autonomia de ir e vir, de falar, escrever, pensar, agir. E que sorte do mundo por existirem mulheres assim. Em muitos locais, entretanto, a realidade da mulher é cheia de restrições: da lei, dos homens, da religião, da cultura. E talvez a mais sutil de todas as restrições, mas a mais poderosa: a da mente coletiva. A mente coletiva, a teia feita de todas as perguntas não respondidas, de todos os desejos não realizados, de todas as frustrações inconscientes de todo mundo, que está lá vigiando quem quer ser diferente, quem quer ser livre. Se eu não sou, você também não pode ser – é o mantra da mente coletiva.

Será que mesmo nós, que nos consideramos privilegiadas por podermos fazer tanto no mundo e pelo mundo, também não estamos presas a um protótipo distorcido de mulher moderna? Por que tamanha ansiedade? Como está a nossa autoimagem – ela é feita de valores ou é feita apenas de deveres e cobranças? Como está a nossa conversa interna – de nós com nós mesmas?

A gente precisa aprender a se proteger e se descolar desse inimigo oculto grudento que nos faz sentir inertes e desmotivadas. A principal arma contra ele é não internalizar essas negações. Preste atenção, seja vigilante contra o que você deixa entrar na sua consciência. Desenvolva suas próprias imagens de vida. Seja super clara a respeito de seus valores.

A prisão ou a liberdade está sempre na consciência de cada um: como nos vemos, qual é a história de vida que contamos pra nós mesmas, o que escolhemos como objetivos.

“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você” - Jean-Paul Sartre.

O observador dentro de nós, a consciência, o senso de SELF, está sempre querendo nos guiar para a evolução. Só precisamos parar o bla-bla-bla causado pela ansiedade, e ouví-lo – mais fácil falar do que fazer, né? Sim, porque ele fala bem baixinho, e é de poucas palavras, enquanto a mente coletiva está sempre gritando bem alto e te seduzindo com mil imagens cuidadosamente trabalhadas no Photoshop, mas que simplesmente não são as suas imagens, naturalmente lindas pra você. As suas visões de como quer fazer o seu dia-a-dia, do seu próprio equilíbrio.


Então pra tentarmos chegar a algum lugar, vamos partir do princípio: seja lá quem você for, seja apenas mãe, apenas profissional, apenas filha, apenas amante, apenas esposa, apenas amiga, apenas o que for que você ache “pouco”: você é o suficiente. Aqui e agora. Você tem tudo que precisa dentro de si: a sua capacidade.

Se a gente quer se melhorar, ampliar, evoluir, o desejo é o que nos move adiante, e o desejo bem canalizado é um combustível pra vida, pra atingirmos nossos objetivos. E a vida é feita de objetivos. Mas o que em nós queremos ampliar e evoluir? No final do dia, no final do ano, no final da vida, serão sempre as nossas escolhas, e só nossas. Somos só nós que podemos decidir o que queremos ser para nós mesmas e para aqueles que estão a nossa volta. Somente nós mesmas podemos criar nossas imagens e projetá-las no mundo através dessas escolhas e ações no dia-a-dia, e assim colaborarmos para um projeto muito maior que inclui a liberdade de todos os seres. Pois quando eu ajo com um ser livre, naturalmente eu dou permissão para o outro se libertar também. E eu sinto que esse é um propósito bom o suficiente.

Maisa La Macchia é comunicóloga pós-graduada em estudos culturais. Aspirante a yogini e viajante. Experiência em marketing para ONGs, marketing cultural e facilitação de grupos


Lançamento de Livro: Geração Canguru (Mariana Figueiredo)


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Chapada Diamantina por Estela Zanni


Antes de ir para a Chapada, vi fotos lindas e ouvi de muitos conhecidos sobre a beleza do lugar. Mas foi só lá que realmente pude conceber a grandiosidade da natureza, mais que bonita... Exuberante!

A formação geológica é muito diferente de tudo que eu havia visto até então. Dá para imaginar Deus brincando de empilhar rochas e criando um oásis aquático no meio da seca e do cerrado. As inúmeras espécies de flores e cactos de todas cores e formas são um caso à parte.

Mas não são apenas as imagens que saltam aos olhos e sim, toda a energia do entorno. Em Iguatu, cheguei a ficar na dúvida se eu conversava com pessoas reais, ou com personagens saídos de um livro de contos. No Vale do Capão, a diversidade cultural de gente de todo o mundo que elegeu ali sua morada, em contraste e harmonia com os nativos. E, histórias... Tantas estórias! A culinária típica, outra delícia.

De tudo, entre restaurantes charmosos em Lençóis, ruínas do auge da exploração do garimpo em Iguatu, terapias alternativas no Capão e a infinidade de rotas para cachoeiras e rios, três roteiros especiais marcaram minha lembrança de com sensações únicas: o mergulho no poço azul, a vista de cima da cachoeira da fumaça e TUDO que se refere ao passeio à cachoeira do buracão. Sobre essa, qualquer comentário ficaria pequeno... Só indo! É inesquecível.

Chapada Diamantina deixou muitas saudades. Ficou fácil entender, porque algumas pessoas vão para não voltar.







segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bangkok – Dia 4 Ayuthaya


A antiga capital da Tailândia Ayuthaya é um passeio imperdível nos arredores de Bangkok. No caminho para Ayuthaya é possível parar no Bang Pa-in Palace, local que o rei passa os finais de semana, inclusive é possível visitar a residência do Rei. Chegando a Ayuthaya você verá ruínas de templos que foram saqueados e sobrevivem a passagem do tempo, é incrível. Vale também fazer o passeio de elefante para passar por algumas ruínas que não é possível acessar andando. Esse passeio possui duas versões, uma de Mini Van e outra ida de Mini Van e retorno de barco pelos rio Chao Prhaya. Se quiser fazer o passeio retornando pelo rio aconselho fazer reserva assim que chegar em Bangkok, pois pode lotar (o que aconteceu conosco). 

 Bang Pa-in Palace

 Aythaya

  Aythaya

 Passeio de Elefante pelas ruinas

 Cabeça de Buda na árvore

Imagens de Budas sem cabeça - Saque em busca de ouro

Um pouquinho da Holanda no Brasil: Holambra-SP


Apenas 134Km de São Paulo você pode provar um pouquinho da Holanda no Brasil. Um passeio perfeito para ir e voltar no mesmo dia em um sábado ou domingo ensolarado.

Holambra é foi fundada em 1991. Seu nome, junção de Holanda, América e Brasil, se dá em virtude da colônia neerlandesa que se firmou na antiga fazenda Ribeirão.

Holambra tem o sétimo melhor índice do Brasil de qualidade de vida e primeiro em segurança (http://pt.wikipedia.org).

Holambra destaca-se por ter a  maior produção de Flores ornamentais da América Latina. É considerada oficialmente uma estância turística e anualmente promove a maior exposição de flores da América Latina: a Expoflora, confira a programação no Site http://www.expoflora.com.br.

Eu sou suspeita para falar porque Holambra é a casa de um amigo querido, assim sempre que dá damos um pulinho lá para almoçar, passear e sentir um pouco a atmosfera colorida da cidade.

Apesar de nunca ter feito, recomendo o passeio às plantações de flores que já me recomendaram como a principal atração. Se você quiser almoçar vá à Casa Bela (http://www.casabelarestaurante.com.br) e aproveite para sentar-se no lado de for a se tiver tempo bom!

 Portal na entrada da cidade


Construção que lembra a Holanda


Souvenirs 


 Rua do Restaurante Casa Bela