
Felicidade é uma tema bastante subjetivo, não é?
Quando alguém lhe pergunta: Você é feliz? É preciso pensar duas vezes para responder a esse questionamento e muitas vezes ouvimos algo do tipo: “Estou feliz hoje” ou “Na maior parte da minha vida fui feliz”.
Há algum tempo atrás felicidade era visto como um tema oba, oba, principalmente nas empresas. Era como se os programas de qualidade de vida e bem estar estivessem presente para “tapar um buraco” ou “disfarçar” a natureza “exploratória” das empresas. Hoje em dia ainda encontramos essa realidade. Porém, como disse Susan Andrews* nesse final de semana que voltou da conferência da ONU em NY “alguma coisa está acontecendo no mundo, não sei bem o que quê é, mas algo diferente definitivamente está acontecendo...”
O que é essa alguma coisa que está acontecendo no Mundo?
A Inglaterra decidiu mensurar o nível de bem estar da sua população. O Canadá já tem seu índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), a Austrália também, a França se comprometeu a incluir o FIB como um dos seus indicadores de progresso. Na reunião preparatória para a Rio+20 que irá ocorrer em 13 de junho de 2012 que ocorreu em NY semana passada as Nações Unidas afirma que precisa buscar métricas adicionais de felicidade e bem estar para orientar políticas públicas. Em seguida, Japão anuncia que irá medir felicidade. Costa Rica acabou com seu exército e transformou seus quartéis em escolas. Estavam sendo esperadas 100 pessoas para esse encontro preparatório, o número chegou em 700.
Antes das conferência da ONU foi para todos os participantes um Worskshop sobre Bem Estar e Sustentabilidade na Universidade de Columbia. Nesse workshop foi alinhado o conceito do que é Felicidade de fato e como mensurá-la. Chegou-se a quatro pilares:
Felicidade pode ser entendida como um característica, ou seja, perguntaríamos para uma pessoa, em uma escala de 0 a 10 quão feliz você estava ontem,
Felicidade é um estado. Nesse sentido a Felicidade precisa perdurar ao longo do tempo. Assim, perguntaríamos: Em uma escala de 0 -10 olhando para trás na sua vida quão feliz você foi?
Felicidade é um valor. Nesse ponto Aristóteles foi bastante referenciado, segundo Susan Andrews que esteve no Workshop. Aristóteles nos faz refletir sobre o EUDAIMONIA – uma vida virtuosa. Não basta se sentir feliz hoje ou no passado, um psicopata que matou várias pessoas pode responder ao questionário mencionando felicidade, pois cumpriu sua meta central. A felicidade duradoura segundo pesquisadores do tema inclui o Altruísmo, ou seja, a ajuda a outras pessoas é fundamental quando se está buscando felicidade duradoura.
E por fim, Felicidade é uma habilidade, ou seja, qualquer pessoa pode se desenvolver nesse aspecto e tornar-se mais feliz. De acordo com diversos estudos da Neurociência, afirma-se a capacidade do nosso cérebro de se transformar. Nesse sentido a habilidade aprender a ser feliz não é muito diferente de aprender tocar um instrumento ou aprender um novo idioma. Todos nós podemos melhorar nisso.
Após essa reflexão, como está o seu índice de felicidade?
O que você pode fazer a partir de hoje para aumentar o seu índice de felicidade?
*Susan é psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, fundadora e coordenadora da ecovila Parque Ecológico Visão Futuro no interior de São Paulo, e coordenadora do FIB no Brasil.

Ótimo
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