segunda-feira, 30 de abril de 2012

COACHING: John Whitmore no Brasil




No dia 26 de Junho estará em São Paulo Sir John Whitmore que criou o modelo GROW e é reconhecido como um dos maiores contribuintes no desenvolvimento do Coaching mundial.

Neste workshop de um dia, Sir John Whitmore estará apresentando um novo trabalho entitulado Transpersonal Coaching, que tem como pilares a Inteligência Emocional e Espiritual. Esse programa tem feito muito sucesso na Europa.

Será uma grande oportunidade de aprendermos com um dos mais importantes Coaches do mundo.

Os detalhes do evento podem ser vistos AQUI.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Prática da ioga traz benefícios afetivos e cognitivos, aponta estudo brasileiro Para quem pratica ioga, memória de longo prazo melhorou 20% e houve redução do estresse


Alexandre Gonçalves, Mariana Lenharo, Jornal da Tarde - O Estado de S.Paulo
Um estudo científico brasileiro mostrou que a ioga traz benefícios cognitivos e afetivos palpáveis para quem a pratica.
O professor José Luiz Jabali Corradi e suas alunas: 'Cérebro ativado' - Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE
O professor José Luiz Jabali Corradi e suas alunas: 'Cérebro ativado'
O trabalho, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), preenche uma lacuna nos estudos sobre o impacto neuropsicológico da ioga. A maioria carece de controles adequados que garantam o rigor ou a aplicação universal dos resultados (mais informações nesta página).
Diferentemente do que ocorreu nas outras pesquisas, desta vez os pesquisadores escolheram voluntários saudáveis que não praticavam ioga. Eles foram recrutados no Batalhão Visconde de Taunay, do Exército, em Natal (RN).
Os cientistas conseguiram autorização do coronel Odilon Mazzine Junior para realizar uma atividade atípica para o grupo de 17 soldados que participaram do estudo: ao longo de um semestre, eles praticaram uma hora de ioga, duas vezes por semana.
Outros 19 militares não participavam das aulas e serviram como grupo de controle. Isso é importante para que os resultados do grupo que praticou ioga possam ser comparados.
A coordenadora do estudo Regina Helena da Silva, do programa de Pós-graduação em Psicobiologia do Centro de Biociências da UFRN, pratica ioga há cerca de uma década, mas nunca tinha colocado o exercício sob a lente da psicobiologia, sua área de pesquisa.
Animou-se, no entanto, quando o biólogo Kliger Kissinger Fernandes Rocha pediu que ela o orientasse no doutorado do programa. Rocha é professor de ioga e reconhecia as limitações dos estudos sobre o tema. Por isso, sugeriu abordá-lo em uma tese. O trabalho, publicado na revista científica Consciousness and Cognition, é fruto desse interesse.
Os militares foram avaliados no início e no fim do estudo. Foram aplicados testes de memória e formulários para averiguar o nível de estresse e outras condições psicológicas, bem como testes fisiológicos.
"Notamos uma melhora de 20% na memória de longo prazo nos militares que praticaram ioga", afirma Rocha. "É um porcentual que indica um considerável ganho cognitivo."
Ele recorda que também houve uma diminuição no nível de estresse. "O cortisol (hormônio associado ao problema) presente na saliva diminuiu 50% no grupo da ioga", recorda o pesquisador, que aos 14 anos recebeu indicação médica para praticar ioga com a finalidade de atenuar as raízes psicológicas de uma gastrite nervosa.
Como não houve alterações significativas no grupo de controle, os pesquisadores descartam a atribuição da melhora aos exercícios físicos. Isso porque o grupo de controle realizava até mais exercícios do que o que se dedicou à pratica da ioga.
Mistério. Os cientistas afirmam que os mecanismos neurofisiológicos responsáveis pela melhora cognitiva e afetiva ainda são desconhecidos.
"Trabalhamos com a hipótese de que a meditação na ioga melhora a capacidade de concentração", explica Regina. "Contudo, a diminuição do estresse também poderia explicar a melhora dos resultados nos testes que avaliaram a memória."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Será que podemos medir nossa Felicidade?


Felicidade é uma tema bastante subjetivo, não é?

Quando alguém lhe pergunta: Você é feliz? É preciso pensar duas vezes para responder a esse questionamento e muitas vezes ouvimos algo do tipo: “Estou feliz hoje” ou “Na maior parte da minha vida fui feliz”.

Há algum tempo atrás felicidade era visto como um tema oba, oba, principalmente nas empresas. Era como se os programas de qualidade de vida e bem estar estivessem presente para “tapar um buraco” ou “disfarçar” a natureza “exploratória” das empresas. Hoje em dia ainda encontramos essa realidade. Porém, como disse Susan Andrews* nesse final de semana que voltou da conferência da ONU em NY “alguma coisa está acontecendo no mundo, não sei bem o que quê é, mas algo diferente definitivamente está acontecendo...”

O que é essa alguma coisa que está acontecendo no Mundo?

A Inglaterra decidiu mensurar o nível de bem estar da sua população. O Canadá já tem seu índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), a Austrália também, a França se comprometeu a incluir o FIB como um dos seus indicadores de progresso. Na reunião preparatória para a Rio+20 que irá ocorrer em 13 de junho de 2012 que ocorreu em NY semana passada as Nações Unidas afirma que precisa buscar métricas adicionais de felicidade e bem estar para orientar políticas públicas. Em seguida, Japão anuncia que irá medir felicidade. Costa Rica acabou com seu exército e transformou seus quartéis em escolas. Estavam sendo esperadas 100 pessoas para esse encontro preparatório, o número chegou em 700.

Antes das conferência da ONU foi para todos os participantes um Worskshop sobre Bem Estar e Sustentabilidade na Universidade de Columbia. Nesse workshop foi alinhado o conceito do que é Felicidade de fato e como mensurá-la. Chegou-se a quatro pilares:

Felicidade pode ser entendida como um característica, ou seja, perguntaríamos para uma pessoa, em uma escala de 0 a 10 quão feliz você estava ontem,

Felicidade é um estado. Nesse sentido a Felicidade precisa perdurar ao longo do tempo. Assim, perguntaríamos: Em uma escala de 0 -10 olhando para trás na sua vida quão feliz você foi?

Felicidade é um valor. Nesse ponto Aristóteles foi bastante referenciado, segundo Susan Andrews que esteve no Workshop. Aristóteles nos faz refletir sobre o EUDAIMONIA – uma vida virtuosa. Não basta se sentir feliz hoje ou no passado, um psicopata que matou várias pessoas pode responder ao questionário mencionando felicidade, pois cumpriu sua meta central. A felicidade duradoura segundo pesquisadores do tema inclui o Altruísmo, ou seja, a ajuda a outras pessoas é fundamental quando se está buscando felicidade duradoura.

E por fim, Felicidade é uma habilidade, ou seja, qualquer pessoa pode se desenvolver nesse aspecto e tornar-se mais feliz. De acordo com diversos estudos da Neurociência, afirma-se a capacidade do nosso cérebro de se transformar. Nesse sentido a habilidade aprender a ser feliz não é muito diferente de aprender tocar um instrumento ou aprender um novo idioma. Todos nós podemos melhorar nisso.

Após essa reflexão, como está o seu índice de felicidade?

O que você pode fazer a partir de hoje para aumentar o seu índice de felicidade?

*Susan é psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, fundadora e coordenadora da ecovila Parque Ecológico Visão Futuro no interior de São Paulo, e coordenadora do FIB no Brasil.

Reportagem da Folha de São Paulo - 09/04/2012

9/04/2012 - 15h00

Brasil desenvolve estudos para criar seu índice de "Felicidade Interna Bruta"

ANDREA VIALLI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O que faz um país feliz? O crescimento econômico conta pontos, mas não é o único fator que contribui para o bem-estar da população.

Liberdade individual, família estável e boa saúde contribuem para a chamada Felicidade Interna Bruta, conceito que remonta à década de 1970 e agora surge como um dos temas da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável.

O lançamento do "Relatório da Felicidade Global", em Nova York, reaqueceu a discussão. Coordenado pelo economista Jeffrey Sachs, especialista em combate à pobreza, o estudo fez um ranking dos países mais felizes do mundo.

O Brasil ocupa o 25º lugar. Dinamarca, Noruega, Finlândia e Holanda estão no topo. Entre os menos felizes estão Togo, Benim e Serra Leoa.

O relatório foi feito com base em pesquisas de opinião feitas em 150 países e descreve exemplos onde a felicidade começa a ser medida. É o caso do Butão, na Ásia, que desde 1972 possui um índice para medir sua felicidade.

Editoria de Arte/Folhapress

Composto por 33 indicadores, a Felicidade Interna Bruta do país avalia o equilíbrio entre trabalho e horas de sono, por exemplo. Espiritualidade, moradia e danos ao ambiente também contam.

Outro exemplo vem de Londres, que fez uma experiência de medição. Os resultados devem sair neste mês.

Medir o bem-estar ganha importância à medida que crescem as críticas ao PIB (Produto Interno Bruto) como indicador de progresso.

Para o economista Eduardo Giannetti, do Insper São Paulo, o PIB é "rústico", pois considera a produção de riqueza, mas não as condições em que ela é criada.

"Pensava-se que o aumento da renda traria felicidade. Mas descobrimos que ganhos adicionais não se traduzem, necessariamente, em bem-estar subjetivo", diz Giannetti.

ÍNDICE BRASILEIRO

No que depender de um grupo de professores da Fundação Getúlio Vargas, não vai demorar para que o Brasil tenha o seu índice. Desde o ano passado, os professores Fábio Gallo e Wesley Mendes, ambos da área de finanças, iniciaram pesquisas para fazer um índice adaptado à realidade brasileira.

"Não pretendemos reproduzir o índice utilizado no Butão. O modo como medem a felicidade é interessante, mas o Brasil tem diferenças importantes", afirma Gallo.

Segundo o professor, aspectos como educação, saúde, renda, violência e uso do dinheiro devem aparecer no índice brasileiro. As primeiras pesquisas começam a ser feitas, em cooperação com universidades como a Buffallo State College (NY).

A expectativa dos professores é que o índice auxilie o governo na formulação de políticas públicas. Segundo Mendes, o objetivo é que a Felicidade Interna Bruta seja complementar a indicadores como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o índice de Gini, que mede a desigualdade social.

"Queremos entender quais são os fatores determinantes para o bem-estar dos brasileiros. Não basta ser a sexta economia no PIB, é preciso saber se isso nos faz um país mais feliz", diz.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Tudo que eu devia saber aprendi no Jardim da Infância por Robert Fulghum*


A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre como viver e o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim-da-infancia. Na verdade, a sabedoria não está lá, no alto do morro da faculdade, mas bem ali, na caixa de areia da escolinha. As coisas que aprendi foram estas: reparta as coisas, jogue limpo, não bata nos outros, ponha as coisas de volta onde encontrou, limpe a bagunça que você fez. Não pegue as coisas que não são suas, diga que sente muito quando machucar alguém. Lave as mãos antes de comer, puxe a descarga, biscoito e leite quentinhos fazem bem. Aprenda um pouco, pense um pouco, desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco...todos os dias. Tire um cochilo todas as tardes. Quando sair por aí, preste atenção no trânsito e caminhe de mãos dadas junto com os outros. Observe os milagres que acontecem ao redor. Lembre-se do feijãozinho no algodão molhado, no copinho de plástico – as raízes crescem para baixo e a plantinha para cima. E ninguém sabe realmente por quê, mas todos nós somos assim: peixinhos dourados, porquinhos-da-india e ratinhos brancos, e mesmo o feijãozinho no copinho de plástico, todos morrem. Nós também. E se lembre do livro do João e Maria e da primeira coisa que aprendeu sem perceber: Olhe!!! Tudo que você precisa saber está aí, em algum lugar. As regras básicas do convívio social, o amor, os princípios de higiene, ecologia, politica e saúde. Pense como o mundo seria melhor se todo mundo na hora do lanche tomasse um copo de leite com biscoito e depois pegasse o seu cobertozinho e tirasse uma soneca. Ou se tivéssemos uma regra básica, nossa nação e em todas as nações, de pôr as coisas onde as encontramos e de limpar nossa própria bagunça. E será verdade, não importa quanto anos você tenha, se sair por aí, pelo mundo afora, o melhor mesmo é poder dar as mãos aos outros e caminhar sempre juntos.

* Retirado do Livro: Virando Gente Grande SOFIA ESTEVES

domingo, 8 de abril de 2012

Super Dica de Leitura - Livro de um amigo querido ENCARAMUJADO


Viajar é sair para dentro

O chamado para a estrada veio para Antonio Lino como uma possível fonte de inspiração para a literatura. O escritor morava em São Paulo quando ouviu o apelo e levantou da escrivaninha. “Era muito cedo para me acomodar. Eu suspeitava que tinha outras vidas para viver”, conta, depois morar um ano e três meses numa Kombi, viajando pelo Brasil.

Tendo experimentado o antigo paradoxo dos andarilhos (“viajar é sair para dentro”, escreve o autor), Lino narra suas histórias no livro Encaramujado: uma viagem de Kombi pelo Brasil (e pelos cafundós de mim).

Manuscrito na estrada, o livro reúne crônicas e contos sobre as gentes e os lugares que o autor conheceu pelo caminho. Fã confesso de Julio Cortázar, Lino admite a inspiração em “Os Autonautas da Cosmopista”, que relata uma viagem de Kombi que o escritor argentino fez entre Paris e Marselha, na década de 80. Na versão do paulistano, a viagem passa por mais de cem cidades, em quinze estados brasileiros. Ao todo, foram mais de 30 mil quilômetros rodados.

De carona com os textos de Encaramujado, o leitor refaz na imaginação todo o trajeto percorrido pela Kombi branca, equipada com uma caixa de livros no bagageiro e um sofá-cama no lugar do banco de trás. O verdadeiro movimento, entretanto, está nas entrelinhas: muito mais do que um mero relato descritivo da viagem, nas páginas de “Encaramujado”, através de um olhar sensível, repleto de poesia, o que Antonio Lino revela melhor, como retratos a sorrir pela janela da Kombi, são as suas próprias paisagens internas.


Encaramujado, um livro de Antonio Lino

À venda pelo site www.encaramujado.com.br (R$ 35)

E disponível também em versão digital (preço livre)