
Tem sido cada vez mais comum ouvir algumas frases como: “a empresa tem que se adaptar às minhas necessidades” e do outro lado “Eles que estão chegando que se adaptem... No meu caso, nunca tive regalias, por que tenho que prover tudo que eles querem?” A pergunta que fica comigo e quero compartilhar com vocês é a seguinte: Para onde este tipo de discussão tem nos levado?
Nessas duas semanas tive o privilégio de conversar com muitos gestores e jovens da Geração Y e parece-me que a polêmica está longe de chegar ao fim... O sentimento que me veio é: Onde iremos parar? Se por um lado a geração Y chega cheia de exigências na empresa, por outro os gestores parecem pouco receptivos para escutar esse grupo, mesmo reconhecendo que seus filhos, provavelmente da mesma geração, estão por aí fazendo exigências para outros gestores.
Minha impressão foi a de que os gestores Baby Boomers parecem mais tolerantesaos jovens Y e estão dispostos a fazer algumas concessões, enquanto isso a Geração X parece mais revoltada com seus novos colegas de trabalho. A Geração X parece não se conformar com as exigências por flexibilidade e reconhecimento da geração Y e, principalmente, porque em algumas situações parece que essas exigências estão sendo atendidas muito rapidamente, quando eles passaram anos para conseguirem o que queriam dos Baby Boomers de Plantão. E assim seguimos uns reclamando dos outros e sem chegarmos à lugar nenhum...
Apesar do cenário geral parecer negro, também tenho cruzado com gestores dispostosa fazer algum movimento. Talvez não o movimento esperado pela Geração Y, mas dispostos a moverem-se ao menos até a metade do caminho. Ouvi, nesses dias, uma fala de um gestor: “Que bom que agora eu sei o que fazer como mentor, estava repetindo com a minha trainee o mesmo que faço como pai, ajudando demais! A partir de agora vou mudar a abordagem...”. Outro líder também acrescentou: “que bom que você está falando de mentoring, acredito muito nesse caminho...”
Parece que nem tudo está perdido! O fato de alguns gestores estarem abertos para conhecer um pouco mais sobre as características e necessidades desta geração já é um bom sinal de que existem movimentos para fortalecer o diálogo entre as diferentes “tribos”. E quem sabe a partir daí RH e gestores possam juntos pensar em possibilidades para melhor atrair, motivar e reter essa geração!!!

Patricia,
ResponderExcluirGostei dessa reflexão. Os desencontros são muitos, mas a vontade de acertar, me parece também estar presente. Nesse caminho vamos descobrindo possibilidades...como você, sou otimista!
Abrs,