quarta-feira, 26 de maio de 2010

Subordinação na Empresa Familiar



O que é mais difícil?

Ser chefe do filho?

Do tio? Do primo?

Do irmão? Da irmã? Sim! Essa é a Resposta correta. A mais complexa a relação de subordinação é entre irmãos, segundo o especialista e pesquisador John Davis.

Por quê?

Eu tenho algumas respostas... Os irmão foram criados para ser pares, na sociedade são sócios iguais, constantemente disputam a atenção e o amor dos pais, embora os pais sempre tenham estimulado a cooperação e "tentado" criá-los de forma justa e semelhante, nem sempre essa é a percepção dos filhos...

Gostaria de saber sua opinião sobre o assunto.

Deixe seus comentários....

Você recebe feedback de sua família?


Eu recebo pouco... Não nasci em empresa familiar, mas toda vez que estou trabalhando com uma delas não tem como não me remeter à minha própria história, o funcionamento de meu próprio grupo familiar e quando o John Davis fez essa pergunta pensei automaticamente nos feedbacks na minha família. Meu pai é bastante reservado, então na minha família não ter conversas sérias era um bom feedback e acredito fortemente que na dele também. Meu avô gaúcho, pecuarista dos tempos antigos, tenho certeza que feedback positivo não fazia parte do repertório. E aí fui mais longe fiquei me imaginando trabalhando neste contexto, tamanho as complexidades que envolvem o negócio familiar, diria que a probabilidade da dinâmica da família tomar corpo na empresa é absurdamente grande. Posterior, ao breve devaneio sobre minha família, me remeti às organizações não familiares e, mais especificamente, pensei em um grupo de executivos que venho acompanhando há aproximadamente dois anos, do quando foi difícil para eles falar abertamente um para o outro seus desconfortos, pois como todo o ser humano desejam ser apreciados, admirados, ser percebidos como seguros preparados para todos os desafios do mundo empresarial... Porém, foram percebendo que é necessário falar para que o outro possa entender o seu impacto nas pessoas e empresa... E na Empresa familiar é mais complexo ainda, por exemplo, como membro de uma empresa familiar "posso achar que minha irmão vai muito bem no relacionamento com a família, ela sabe aglutinar as pessoas, motivar, entusiasmar, mas na empresa possui dificuldade de cobrar o que precisa ser feito..." Mas como falar isso para ela? Será que ela irá se chatear comigo? E se fizer como quando éramos pequenos e começar a chorar? E se ela começar a mencionar as minhas fraquezas? Acho melhor deixar para falar quando algo grave acontecer... E a surpresa torna-se inimiga da empresa familiar! Não há outra forma de desenvolvimento, é preciso treinar... e queridos pais... o treino começa na família, nas relações familiares que são estabelecidas desde a infância... Mãos à obra...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fórum HSM Gestão de Empresas Familiares - Como Administrar Performance de Parentes na Empresa John Davis


Estive no Fórum HSM Gestão de Empresas Familiares na semana passada e ouvir o professor John Davis sempre é inspirador... Apesar de não ouvir grandes novidades sobre o tema acho que pude sair do encontro com a certeza de que cada dia mais e mais as empresas familiares precisam melhorar cada vez mais a gestão dos acionistas na empresa. E a receita do guru é bastante conhecida pelos profissionais de Recursos Humanos no mercado, ou seja, realizar uma boa seleção (buscar contratar o perfil adequado à função), supervisionar, observar, prover feedback, avaliar o desempenho, planejar o desenvolvimento e remunerar de acordo, fazer coaching e mentoring. Parece simples? Nem um pouco? Já imaginaram como é a observação de um irmão que é chefe da irmã mais nova, ou vice-versa? Na empresa familiar os papéis exercidos na família se misturam com os papéis exercidos na empresa. Outro aspecto interessantíssimo trazido pelo mestre é que, muitas vezes, na empresa familiar as pressão é muito maior sobre os familiares uma vez que as conquistas são minimizadas e as falhas maximizadas, isso é extremamente maléfico à auto-estima profissional, pois o familiar vive todas a sua carreira com a sensação de que não fez o suficiente, não é bom o suficiente e, embora, tenha competência para gerir o negócio seu sentimento não é esse. Por essa e outras razões, cada vez mais e mais incentiva-se futuros acionistas a investirem em experiências profissionais fora do empreendimento da família a fim de se prepararem, não somente nos aspectos técnicos, mas no aspecto psicológico-comportamental. Leia mais: http://br.hsmglobal.com/notas/57594-john-davis-pessoas-certas-nos-lugares-certos.

Quem é seu herói???

Semana passada estive em um trabalho de desenvolvimento de líderes, onde auxiliava pessoas a refletirem sobre suas vidas, seu propósito, seus valores, seu futuro... Uma das perguntas que indagávamos ao grupo era: Que é seu Herói? Ao ouvir inúmeras respostas como: meu filho, meu pai, o Lula, Alejadinho, entre outros... Passei alguns dias pensando: quem é meu herói? Claro que surgiram algumas pessoas na minha cabeça, como por exemplo, meu pai que vive intensamente seus valores e luta dia e noite por uma causa, maior que ele, que ele acredita e dedica-se talvez, mais a causa do que a si próprio... Surgiu minha mãe que abriu mão dos seus sonhos para que, muitas vezes, eu conquistasse os meus, que trabalhou, trabalhou, trabalhou... e continua trabalhando para que sua família viva em paz! Porém, muito rapidamente identifiquei minha heroína, não meu herói... Um a heroína que tem praticamente a minha idade e sustenta três filhas (14, 13 e 6 anos), uma heroina que trabalha de segunda à sabado, conciliando, 4 empregos, deixando minha vida e de outros amigos mais organizada. Uma heroina que apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, das mais de 3 horas de ônibus por dia, das dificuldades para sustentar e educar as filhas em meio a uma comunidade carente e marginalizada sorri e canta todos os dias... Uma heroína que cuida de si e dos outros com o amor que uma mãe faria, uma heroína que a cada adversidade busca recursos não sei onde para superá-la...
Um heroina que se chama Sara!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

EXPATRIAÇÃO E OS CUIDADOS PSICOLÓGICOS Fernanda Azevedo



Cada dia encontramos mais estrangeiros expatriados no Brasil e brasileiros Expatriados no exterior, pensando nisso, convidei uma amiga recém chegada no Brasil e especialista o assunto, a Fernanda Azevedo autora do Blog http://interculturas-consulting.blogspot.com/ irá nos contar um pouquinho dos dilemas que envolvem a mudança de País.


Não é de hoje que ouvimos falar de globalização. Evoluímos mais em duas décadas as descobertas tecnológicas e científicas do que nossos antepassados fizeram em séculos, jamais presenciamos tamanha velocidade à forma que o mundo se desenvolve .
Com tanta tecnologia e trocas econômicas internacionais temos a impressão que as fronteiras entre os países diminuem. O acesso entre as diferentes nações em todos os continentes do mundo está mais fácil e viável. Dentro desta perspectiva algo é inevitável: as mudanças de cidades, estados e países entre as pessoas, por motivos tanto no plano profissional quanto pessoal.
No entanto, pouco estudamos e pouco falamos sobre a relação subjetiva daquele que se muda. Toda mudança, seja ela qual for, provoca sentimentos ambíguos, muitas vezes, repletos de incertezas e desconfortos.
Imaginem uma criança com um mundo cheio de descobertas à sua frente. Tudo é motivo para porquês e como que uma obrigação de achar respostas para as tais cruciais perguntas.
Pois o homem na condição de estrangeiro se assemelha muito à essa situação. Ele é confrontado o tempo todo com o novo e a estranha sensação de não compreender o mundo em que ele vive.
Assim podemos tentar nos colocarmos no lugar de um expatriado e sua família que chega ao novo país. Muitas vezes ele não recebe nenhum tipo de apoio, nem preparação para enfrentar a nova condição. Por mais informações que temos sobre o mundo, sobre os países em geral, nada se assemelha ao fato de viver e presenciar esta nova situação. Informação e experiência estão longe de serem a mesma coisa.
Sabemos hoje que 30% das expatriações são verdadeiras catástrofes. A falta de preparo e de um trabalho de apoio e acompanhamento desses expatriados leva ao sentimento de solidão e confusão de seu papel na sociedade que ele acaba de adentrar.
No seu país ele sabe quem ele é, conhece o seu valor e tem seus pontos referenciais. Uma vez que chega ao novo país, por um tempo inicial, tudo o que para ele tinha um significado, um motivo, uma explicação, torna-se desconhecido, sem compreensão e fora do seu alcance.
Além do que, as equipes e pares de trabalho com quem o estrangeiro vai passar a maioria de seu tempo não estão preparados para recebê-los. Estereótipos e preconceitos atravessam o trabalho de forma indevida, prejudicando muitas vezes a realização das tarefas.
Não podemos esquecer que empresas são constituídas de fator humano. Temos que levar em conta que além de gerente, diretor, ou colaborador o empregado tem uma identidade: é brasileiro, americano, chefe de família, vai à igreja todos os domingos, ou gosta de ver seu time do coração jogar no estádio.
Como tirar esses pontos de referência de uma pessoa uma vez que chega a segunda-feira?
-Impossível!
E é por isso que a questão cultural e sobre tudo Intercultural deve ser considerada no mundo corporativo.
Através deste viés novas disciplinas estão atentas a estas preocupações e já estão pensando e realizando um trabalho junto a essas famílias e equipes de trabalho. Muitos já perceberam que a chave do negocio é um trabalho de integração: cultural, social e linguística. A certeza também que sua família esta sendo levada a serio e que ele não esta sozinho nesta nova empreitada é fundamental para o sucesso de uma expatriação.
O custo de uma má preparação é muito alto para as empresas e para seus executivos pagarem. Estamos falando do custo principal, que vai além de cifras, conversões monetárias e transações econômicas é o custo da subjetividade de cada ser envolvido, o bem-estar dentro e fora do mundo do trabalho, e isso não deixa ninguém de fora.
O business internacional não é mais uma questão de “isso a gente da um jeito”, ou é “com o tempo” isso se resolve”. Todos sabemos que neste mundo o “jeitinho” não tem vez, o negocio é profissionalismo! E que tempo, tempo é precioso, e não se tem tempo para perder!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Evento Gratuito na FIA - Qual é o grau de preparo dos seus funcionários para assumirem responsabilidades internacionais?

Data: 14/05/2010 das 18:00 – 19:30 hs.
Local: FIA - Unidade Butantã - Rua José Alves Cunha Lima, 172
(EVENTO GRATUITO PARA EX-ALUNOS E CONVIDADOS)

“Global Mindset Inventory ”

Prof. Mansour Javidan, Ph.D.

Dean of Research – Thunderbird Global School of Management
Um diagnóstico para orientar os executivos e suas empresas no desenvolvimento das aptidões necessárias para atuação global.
Venha conhecer este instrumento aplicado em parceria da FIA com a Thunderbird Global School of Management que agora passa a incluir também o Brasil.

Palestra em Inglês
Coordenação: Prof. James Wright e Alfredo Behrens.

Inscrições: http://palestrambagmi2.questionpro.com/

Qualidade de Vida: o que é isso mesmo???


Dia 27 de abril estive no encontro dos Grupos Informais de Recursos Humanos de São Paulo (http://www.gruposinformaisderh.com.br/) e adivinhem qual era o tema? Sim, isso mesmo: Trabalho, Estresse e Bem Estar.
Tivemos a oportunidade de ouvir alguns especialistas no assunto que repetem o que todos nós estamos cansados de saber: resultados e bem estar/saúde estão diretamente interligados. Ainda demonstramos grande dificuldade de provarmos quatitativamente a relação entre esses dois aspectos, mas na vida real percebemos que quanto mais pressionado, menos resultado o ser humano é capaz de entregar.
Saí do evento refletindo, principalmente, sobre o que as empresas tem feito de fato para estimular o equilíbrio na vida de seus empregados e a resposta que me vem à cabeça é MUITO POUCO! No proprio evento tivemos a oportunidade de ouvir um case sobre o incentivo a esses aspectos, mas o que percebi foram as práticas tradicionais de recursos humanos, bem implementadas, mas nada a mais, nada que incentive o funcionário a encontrar o seu eixo a aprender a "cuidar de si". Hoje trabalho na minha própria casa, consigo fazer exercício físico três a quatro vezes por semana, faço minha prática espiritual na mesma frequência, tenho momentos de lazer. Não posso dizer que trabalho pouco, não é verdade, trabalho muito, viajo muito e também trabalho fora de hora, mas aprendi a oscilar. Oscilar significa, dar-se tempo para respirar e é isso que incentivo meus coachees a encontrarem, cada um tem sua fórmula, mas o conceito é reserve e se dê o direito de PARAR... Respirar e recomeçar... isso tornará você mais produtivo. Outro ponto que tenho pensando é o seguinte, será que todos os futuros empregados estão dispostos a seguir nesse ritmo? Creio que não caros Gestores, cada vez mais tenho ouvido dos meus coachees: "Quando olho para o meu chefe penso: será que quero ser como ele? E a resposta é não, definitivamente essa não é a vida que quero para mim..."
Equilíbrio deixará de ser, no futuro, a cereja do bolo, para tornar-se o recheio... As organizações irão crescer com isso e nossos filhos também...