quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Quais os Desafios de Recursos Humanos dentro das Organizações? por Marcela Mange Niemeyer*



Nessas últimas semanas, tive a oportunidade de conversar com um jovem estudante de administração de empresas que me procurou, pois queria entender quais são os atuais desafios do RH e qual é a importância da área dentro das empresas.
Este mesmo jovem comentou que não enxergava como uma área responsável por processos como: Administração de Pessoal, Recrutamento e Seleção, Remuneração e Benefícios e Treinamento e Desenvolvimento podia influenciar na empresa e fazer parte das decisões estratégicas.  Nas palavras do jovem: “O RH me parece uma área bastante operacional”.
Pela minha experiência em RH, por acreditar, ser apaixonada pela área e por já ter visto resultados em empresas que possuem excelentes profissionais de RH, tomei um tempo para explicar para esse jovem sobre os atuais desafios do profissional de Recursos Humanos e como o mesmo contribui para as estratégias da empresa.
Acredito que atualmente, os principais desafios, estão ligados às pessoas e são:
       Engajamento do funcionário
       Atração, Retenção e Desenvolvimento de Talentos
       Formação de líderes com mais “empowerment”
       Atuação como parceiro de negócio
Elucidarei aqui cada um desses desafios. Começo com o fato de que o funcionário engajado não é somente aquele profissional que está há muitos anos na empresa e que veste a camisa. É o profissional que acredita na empresa sim, que se sente parte do time e que consegue manter-se motivado mesmo em tempos de crise. E como as organizações conseguem ter gente assim?
Parece uma pergunta difícil, mas a chave está na Atração, Retenção e Desenvolvimento de talentos. Este é um tema que sempre esteve em foco, agora com o apagão de talentos ainda mais. As empresas devem trabalhar para atrair pessoas que se identifiquem com a cultura da mesma e que apresentem as competências técnicas e comportamentais necessárias para que possam contribuir para o sucesso do negócio e futuramente continuar na empresa. A atração é, portanto, o primeiro passo.
Para reter funcionários, o RH deve atuar como facilitador, fornecendo as ferramentas necessárias de acordo com o que identificam os gestores sobre seus subordinados e com o que o negócio precisa. Isso é o que chamo de ter a pessoa certa no lugar certo. Vou ser mais clara neste aspecto: o gestor deve conhecer cada um de seus funcionários e entender as diferentes motivações, para então saber, que ferramenta usar na retenção de cada um assim como as oportunidades existentes para eles.
Para isso, existem algumas práticas de retenção. As mais conhecidas são: treinamentos, remuneração e pacotes de benefícios agressivos. Ao mesmo tempo, posso afirmar que muita gente fica na empresa por outros motivos tais como: plano de carreira e sucessão, oportunidade de crescimento e desenvolvimento, oportunidades de novos desafios, reconhecimento, bom clima no ambiente de trabalho, qualidade de vida e oportunidades internacionais. As pessoas são diferentes, e por isso, devem ser motivadas de formas distintas. O segredo é o gestor entender o que motiva cada um. E depois, o que o gerente deve fazer?
É aí que entra o papel de Recursos Humanos: capacitar os gestores para que sejam excelentes líderes, identifiquem o potencial de seus subordinados, diferentes motivações e para que sejam claros dando feedback e coaching para suas equipes. O RH deve apoiar com as ferramentas e processos, além da formação de líderes. É neste sentido que falo sobre o “empowerment”.
Com líderes mais capacitados para gerir pessoas, o RH pode atuar como um parceiro estratégico do negócio, participando de reuniões de tomada de decisões, entendendo e atuando mais sobre as necessidades do negócio e contribuindo com práticas de RH de acordo com o momento da organização. Deixa, assim, de apenas operacionalizar programas já existentes. São as pessoas que trazem os resultados para as empresas. E este é o principal desafio do RH nas empresas, você não acha?

* Marcela Mange Niemeyer – Psicóloga formada pela PUC SP, Pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV EASP (CEAG). Coordenadora de Desenvolvimento de RH para a América do Sul na empresa Linde Gases.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Café da Manhã com RH por Estela Zanni

















O tema “conflito entre gerações” vem sendo amplamente discutido nas empresas. Sua relevância é clara quando se pensa nas possibilidades de fortalecimento de vínculo entre os profissionais em diferentes fases da vida.

Mas afinal, quais são os desafios que as empresas vivenciam neste sentido? Qual o impacto que o jovem traz para as outras gerações? Como fazer para atrair e engajar estes jovens?

Estas e outras questões sobre o tema foram debatidas no primeiro Café da Manhã com o RH promovido pela parceria Inprove e Regência. No debate, os profissionais convidados trouxeram seus principais desafios ao lidar com a Geração Y. Além disso, tiveram oportunidade de ouvir o que se tem estudado sobre o assunto e ainda, trocar experiência com colegas que vivenciam questões similares.

Para mim, acompanhar e fazer a facilitação gráfica do evento foi muito estimulante. O grupo tornou a discussão extremamente enriquecedora e aproveitou o espaço de diálogo para efetivamente pensar em novos caminhos.

Este foi apenas o primeiro de muitos encontros. Agora, a Inprove e Regência está aberta a receber sugestões de outros temas igualmente relevantes. Há algum assunto que você gostaria de debater? Compartilhe. Em breve, teremos nosso próximo café da manhã.

Estela Zanni é nossa facilitadora gráfica que tem feito trabalhos brilhantes como esse que você pode contemplar acima. Estela também realiza Assessment, Orientação Profissional, Desenvolvimento de Equipe e Líderes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Trabalhar com paixão! por Flávia de Paula




Na semana passada tive a felicidade de viver uma experiência
gastronômica com um grupo de executivos da América Latina. Estávamos em um workshop de construção de equipe e pra comemorar o diretor da área escolheu, sabiamente, o restaurante From the Galley (http://www.fromthegalley.com.br), pra celebrar com sua equipe.

Ao entrar no local já era possível notar que aquele não é um restaurante comum. A decoração é aconchegante, à meia luz, com algumas velas espalhadas pelo ambiente, uns pufes bem distribuidos pelo hall de entrada, e uma só mesa com vinte lugares. Sim, este é um restaurante com uma única mesa!

Mas o que mais chama a atenção nesta cena não é nenhum dos elementos que descrevo acima, mas sim o chef, dono e idealizador do restaurante. De alto astral e sorriso no rosto, ele cumprimenta os convidados e vai pra cozinha, onde sua equipe já está com tudo preparado para o jantar. Um jantar onde ninguém escolhe o que vai comer. A experiência gastronômica è por conta deste senhor simpático e sua equipe. E vale a pena o risco!

Como a cozinha é aberta, da ponta da mesa podemos observar todo o processo do preparo e montagem dos pratos. E o chef vai conversando com a turma e explicando o conceito do restaurante, alguma particularidade dos pratos, o que ele mais gosta de cozinhar, porque
ele não cozinha carne bem passada, as lembranças da infância que as sobremesas evocam nele, etc. E fica clara a paixão deste homem pela culinária e pelo bem servir! Via o brilho nos seus olhos a cada explicação, ao ver a reação das pessoas enquanto saboreavam um prato novo..... Era contagiante!

Ele contou que aquilo começou como um hobby, que ele sempre esteve ligado ao negócio de navios - de fato notamos a decoração toda tem a ver com navios e o mundo dos barcos. Contou que muitos acharam que ele era louco de montar um restaurante com uma só mesa! Mas ele foi em frente e seguiu com sua ideia, até que ela virasse realidade.

Pra terminar a experiência, na hora da saída cada um ganhou um pãozinho caseiro, com a seguinte frase dita por ele - "um mimo pra você se lembrar da gente no seu café da manhã de amanhã!"

Depois dessa noite uma antiga crença minha foi reforçada - mesmo que você tenha uma ideia meio maluca, como montar um restaurante de uma só mesa, se você tiver paixão pelo que faz, acaba contagiando sua equipe, seus clientes e isso pode fazer toda a diferença! Especialmente quando estamos falando de venda de serviços e experiências!



Flávia de Paula (favia@regencia.com.br) é consultora, coach, facilitadora gráfica.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sustentabilidade em São Paulo, você pode fazer uma pequena parte...


Na semana passada eu e meu marido ganhamos novos membros no nosso apartamento: MINHOCAS!!! Isso mesmo, agora elas passaram a fazer parte da nossa vida, pois compramos uma composteira.
 Em dezembro do ano passado conheci uma pessoa que tinha uma composteira (veja a imagem abaixo) na sua casa e me contou como era simples manter uma delas – além de não dar quase nenhum trabalho as minhocas consumiam praticamente todo os seu lixo orgânico. Cheguei em casa animada e o Pedro começou a pesquisar sobre o assunto.
 Nós dois moramos praticamente a vida toda no interior, em cidades pequenas e estamos em São Paulo há 8 anos. Nos incomoda o fato de que essa vida moderna da cidade grande não nos deixa muito pra contribuir com a preservação do Planeta, nossa casa! O Pedro, pra piorar, trabalha em um dos setores mais poluidores – a aviação. Já que no nosso apartamento não temos como plantar árvores, assim decidimos cuidar minimamente do lixo que produzimos, escolhendo sempre produtos que gerem menos lixo e agora com as minhocas cuidaremos pelo menos do nosso lixo orgânico!!! Fiquei tão feliz quando elas chegaram!!!
 E as minhocas me levaram a pensar na sustentabilidade como um todo, na sustentabilidade da minha vida, no quanto eu estou cuidando da integração das diversas área da minha vida no meu dia a dia, mas isso é assunto para logo mais, no próximo posting.

Se você, assim como eu, quiser cuidar do seu lixo orgânico e desejar comprar uma composteira para o seu apartamento acesse www.moradadafloresta.org.br
 Outras ideias que tenho adotado para fazer minha parte:

  •           Oferecer carona (muitas vezes nossos amigos não estão dispostos a dar carona porque toma tempo, você pode começar oferecendo carona solidária)
  •           Agendar compromissos próximos
  •           Atender coaching no Parque (nesses dias vou de bicicleta)
  •           Frequentar restaurantes perto da sua casa (Você contribui com o comércio perto do bairro)
  •         Sempre que possível andar a pé
  •          Escolher produtos no supermercado que não utilizem embalagem (ou comprando quantidades maiores)
  •          Dispensar a sacolas plásticas no supermercado (use retornáveis ou peça caixas)
  •         Trabalhar em casa e priorizar o atendimento de clientes na minha região (indicando clientes mais distantes para outros consultores que tem sua residência ou escritório próximo do cliente) 
 E você, o que tem feito em prol da sustentabilidade? 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Qual o futuro da profissão de coaching no Brasil? Como se pode garantir a ética na profissão? por Estela Zanni*


Estas e outras questões foram tema do encontro que aconteceu na ICF – Internacional Coaching Federation, na semana passada. O presidente mundial da instituição esteve em São Paulo falando sobre posicionamento do coaching no mercado brasileiro e trazendo importantes recomendações aos Coaches. Além disso, por meio de um World Café, cerca de 90 participantes presentes puderam trazer suas contribuições ao tema.

Para facilitar, organizar e registrar todas essas informações, minha parceira Fernanda de Paula e eu fomos convidadas para fazer a Colheita Gráfica do evento. Foi extremamente estimulante e inspirador testemunhar o entusiasmo e a seriedade com que os Coaches vem tratando sua prática.
O registro gráfico de reuniões, palestras e eventos tem se mostrado super eficaz para organizar o conteúdo discutido e gerado, facilitando sua visualização, assimilação e consulta posterior. Para nós que fazemos a colheita, além de ser um trabalho lúdico e prazeroso, é sempre uma satisfação ver os olhares surpresos e comentários entusiasmados quando os painéis ficam prontos. Desta vez, não foi diferente. Ao final do encontro na ICF, diversos participantes não perderam tempo em fotografar o material e garantir seus registros.  




* Estela Zanni é psicóloga, consultora em avaliação desenvolvimento de pessoas e facilitadora gráfica. estela@atendimento-psicologia.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Programa de Trainee: como está o seu?




Ontem ao CONARH e assisti uma Palestra inspiradora da Renata Beretta Superintendente  de Desenvolvimento Organizacional do Banco Santander  falando sobre o fim do programa de trainees do banco e a implantação da Plataforma Santander – Caminhos e Escolhas http://www.caminhoseescolhas.com.br/

Minha intenção nessa reflexão não é de forma alguma incentivar nenhum de vocês a encerrar o seu programa de trainees, mas sim pensar sobre ele.

Minha primeira pergunta é: Qual o principal objetivo do programa de trainees na sua empresa? O que você espera de resultado desse programa?

...

Você está atingindo os resultados? Falo isso porque tenho tido a oportunidade de acompanhar jovens em seu processo de carreira e muitas vezes o que a empresa deseja com o programa não está alinhado à necessidade do jovem, assim depois de um grande investimento de dinheiro e energia o vínculo com entre o Jovem e a empresa é frágil e não sobrevive. Assim, o que poderia ser uma estratégia de atração de talentos não se  confirma no longo prazo como uma estratégia sustentável. Muitas vezes, o programa foi desenhado em outro contexto e não está tendendo as necessidades de um momento novo de mudanças, conexão instantânea e colaboração. O que você pensa sobre isso?

Um segundo aspecto  que gostaria de trazer para nossa reflexão coletiva que percebo como bastante frágil nos programas (os que tive a oportunidade de acompanhar) é a transição de trainees para seu próximo cargo. Quando o jovem era trainee ele podia tudo, tinha acesso à informações privilegiadas na empresa e até mesmo contato com pessoas de alto nível na hierarquia da organização, mas o programa acabou... e agora? Agora esse jovem virou mais um na multidão em nem sempre está preparado para lidar com a realidade da vida como ela realmente é. O gestor/líder e/ou mentor se o programa contemplar será a chave do sucesso nesse momento. Quais são suas ações para isso? Seu programa possui essa fragilidade?

E o terceiro ponto é o trainee  em relação aos “outros” jovens “tão talentosos quanto”. O que isso quer dizer? Outro dia estava em uma empresa fazendo a preparação dos gestores que irão receber e “desenvolver” e o que ouvi: “E nós??? O que será feito para o nosso desenvolvimento?” Estou na empresa há 8 anos e não sou coordenadora, sou engenheira sênior, ele vai sair do programa e virar meu chefe?” A empresa deve ser preparada para receber os trainees, os demais funcionários precisam ser envolvidos no programa e precisam sentir que também possuem oportunidades de desenvolvimento. Lá na própria palestra ontem, uma pessoa , sua idade é próxima aos 40 anos, perguntou exatamente isso, e os não tão jovens como estão sendo desenvolvidos no Santander? Tenha certeza que essa pergunta irá surgir na sua empresa (aberta ou veladamente)!

Após essa breve reflexão que insights você teve sobre sua realidade? Seu programa atender as necessidades dos envolvidos no programa? Jovens? Profissionais da empresa? Gestores?

Por que não colocar todos para conversar sobre o assunto, seguindo o exemplo do Santander?

Boas reflexões e ações!