quarta-feira, 19 de julho de 2017

O parto da minha segunda filha MARIA



Na noite de 20 para 21/06 acordei algumas vezes com algumas cólicas que pareciam contrações, achei que estava chegando a hora, mas não foi nessa noite. No dia 21/06 dei um toque para meu obstetra Igor Padovesi, avisando. A resposta dele foi: pode ser para já, mas pode levar dias. Eu tinha a impressão que seria para já, mas parto normal é assim, não tem hora. Passei super vem o dia, apesar de cansada. Tive uma reunião de três horas super intensa e produtiva com minha sócia. Quando cheguei em casa às 18h, fiz o que sempre fazia, brinquei com a Lisa, li vários livros para ela, sempre tem um pedido: “Mais um mamãe.” Enquanto lia, comecei a sentir algum desconforto. Dei jantar para a Lisa e pensei comigo “vou coloca-la para dormir já!” Foi o que fiz, mas nesse processo as dores ficavam mais intensas e frequentes, tanto que liguei para uma amiga, Samira Domingues, que tinha tido parto normal recente. Ela me instruiu baixar um aplicativo que eu pudesse monitorar com maior precisão as contrações e foi, exatamente, o que fiz. Após colocar a Lisa na cama com um pouco de dor recebi uma mensagem do meu marido que os vôos da ponte estavam no horário e que ele chegaria 21h40 em casa. Senti um alívio!!! Fui monitorando e minhas contrações estavam espaçando 14 minutos. Liguei para minha amiga, Vera Pelegrino, que ficaria com a Lisa caso entrasse em trabalho de parto para deixá-la informada. Porque quando você tem um filho mais velho essa é uma de suas maiores preocupações, com quem eu deixo a minha filha, principalmente quando você não tem família por perto, assim eu já tinha plano A, B e C.  Meu marido chegou e decidi ligar para meu obstetra, Igor Padovesi. Igor falou que passaria em casa para me examinar e que sugeria que eu já contasse minha amiga que ficaria com a Lisa para dormir em casa, foi o que fiz. Em torno de 22h a Vera e meu marido já estava em casa, as dores tinham aumentado. Acabei de arrumar a mala para a maternidade e fui para o chuveiro aliviar as dores. 23h o Dr. Igor chegou, minhas contrações já estavam de 5 minutos em 5 minutos. Quando ele me examinou, surpresa: 8 centímetros de dilatação. Deveria ir para o hospital o quanto antes. Cheguei no hospital às 00h20, me transferiram para a sala de parto humanizado e em seguida, para minha felicidade, a Renata, obstetriz que me acompanharia no parto chegou. A Rê encheu a banheira e tive um pouco de alívio das dores, fiquei lá por algum tempo, mas precisava me mexer para conseguir evoluir no trabalho de parto. Ao sair da banheira, dorrrrr, muita dorrr... insuportável. Felizmente, o anestesista já estava lá para dar uma analgesia e aliviar minha dor. Após a analgesia eu consegui descansar um pouco e retomar o trabalho: Bola, agachamento, bola,            exercícios... Porém a Maria tinha um tempo próprio, o seu tempo de nascer. E o que parecia que seria rápido, pois cheguei no hospital com 8 centímetros de dilatação não foi tão rápido assim. Mais uma dose de anestésico, uma pausa, um cochilo para descansar, pois muito trabalho ainda precisava ser feito... muita força interior. Mais bola, mais agachamento, mais força e Maria estava chegando. 6h33 da manhã com leveza e suavidade nossa filha nasceu, pesando 3,110kg e medindo 48,5. Passamos duas horas com ela nos braços mamando. Foi lindo!

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