quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Coaching para mães que trabalham


















Hoje concluímos um ciclo juntas. Um ciclo de muitas emoções, questionamentos, desabafos, mas acima de tudo um ciclo de evolução.

Como mencionei hoje no grupo “Coaching para Mães que trabalham” vocês foram meu melhor presente em 2016 porque esse projeto está 100% relacionado com meu momento atual. Todas as falas de vocês ressoavam forte em mim. Não quero falar muito, mas deixo para vocês esse poema que recebi, hoje do Rodrigo Aranha, meu mentor. Esse poema representa como me sinto em relação ao que vivemos juntas:

“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo;

Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, alémdaquele que há em sua própria alma;

Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo;
E isso é tudo.”

Herman Hesse

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Como a CNV pode auxiliar o coaching a praticar a Escuta Ativa? por Flávia Feitosa*

A prática da Comunicação Não-Violenta (CNV) tem forte relação com várias competências em coaching, sendo a Escuta Ativa uma delas. A Escuta Ativa pressupõe que o coach concentre-se no que o cliente está dizendo e entender o significado, para o coachee, daquilo que ele diz. Isto implica em compreender o que está sendo dito de uma forma especial, que se dá a partir da posição do cliente e dos seus desejos. Para isso, é necessário dar apoio para que o cliente se expresse plenamente, o que só acontece quando ele percebe esse espaço de escuta genuína. 
A prática da CNV, de forma didática, pode ser dividida em 4 passos, começando no não julgamento e passando pelos sentimentos, reconhecimento das necessidades e a realização de pedidos. A prática de todas essas etapas pode contribuir com o desenvolvimento do profissional coach em sua relação com o coachee.
Começando pelo não julgamento, quando o praticamos, damos espaço para escutarmos o que é verdadeiro para o cliente ao invés de dar ouvidos às nossas interpretações do que está acontecendo. Sempre temos clientes que apresentam questões que ecoam com coisas que também nos mobilizam. Por exemplo, sempre que atendo mulheres e mães, surgem as questões da disponibilidade de tempo para a família e os filhos. Mas, apesar das questões serem parecidas, o que mobiliza ou chateia cada uma dessas mulheres, não é sempre a mesma coisa que a mim. Por isso, é preciso estar muito atenta aos fatos, sentimentos e necessidade, e seus significados, a partir do olhar do cliente e evitar confundir com o que eu valorizo ou não.
Um aprendizado da CNV que contribui para a escuta ativa no processo de coaching é explorar os sentimentos e as necessidades. Na CNV usamos muito a expressão “onde há fumaça, há fogo”, fazendo referência à fumaça como o sentimento e ao fogo como as necessidades. Para a CNV os sentimento são pistas para verificarmos quais as necessidades que estão sendo atendidas ou não. Então, explorar com o coachee como ele está se sentindo e como isso se manifesta no seu corpo, ajuda a ampliar a conexão da pessoa com o impacto das situações na sua vida e o que isso representa para ela. E, por consequência, abrimos um espaço muito importante para falar sobre que necessidade ou valor que está ou não sendo atendido na situação trazida. Muitas vezes o coachee trás sua questão, mas não consegue se aprofundar facilmente nela. Mas, quando perguntamos como ele está se sentindo, vem uma explosão de sentimentos. A compreensão desses sentimentos nos presenteia com o que há de mais profundo nas pessoas, as necessidades ou seus valores, isto é, aquilo que de fato os mobiliza. Quer coisa mais importante do que se aproximar dos valores do seu coachee? Há coisa mais importante do que compreender o que é importante para ele e na visão dele?

*Coach e psicóloga com doutorado e mestrado em Psicologia Social (USP e LSE – University of London) e formações em coaching pela SBD, Ecosocial e PROFIT. É também professora universitária na ESPM e FGV. Tem 15 anos de experiência como executiva no mercado educacional e 10 anos como coach e consultora. Seu propósito: ser uma operária do desenvolvimento humano por intermédio do trabalho com indivíduos, grupos e organziações.


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Qual a relação de CNV - Comunicação Não Violenta e Coaching? por Camila Bonavito*

SER COACH
A capacidade de ser um profissional íntegro é bem  vinda em qualquer atividade, mas, em coaching, a forma como vivemos nossa vida parece ter uma correlação maior com nosso estilo no trabalho e nosso desempenho profissional. Integridade é a capacidade de agir conforme o que se acredita e se “prega”, ou se fala. É a capacidade de viver uma vida plena e saudável. Entre as definições de integridade, aparece ainda a capacidade de estar completo e inteiro, o que, de certa forma, está alinhado com o meu entendimento informal (Michaelis, 2016). Alguns diriam que caberia melhor, nesse caso, o conceito de coerência, descrito na mesma fonte como conexão, harmonia e aderência entre diversas partes. Dessa forma, agregando integridade e coerência, contempla-­‐se essa dimensão integral, do desafio de ser coach! É difícil acreditar em um dermatologista que não cuida da própria pele ou em um personal trainer descuidado com sua forma física, não é mesmo? E nós, coaches, do que devemos cuidar em nós mesmos? A partir dessa dialógica, poderiam emergir respostas distintas, dependendo das bases conceitual e filosófica nas quais se apoia cada profissional coach, ou, em especial, de subjetividades e personalidades próprias. Independente dessas individualidades, como coaches, sabemos da importância inquestionável do autoconhecimento para aumentar a capacidade de tomar decisões e obter resultados sustentáveis. Abordagens, todas elas, envolvem responsabilização, protagonismo e ações concretas.
VIVENDO OS PRINCÍPIOS DA CNV
A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma legítima de contribuição para o desenvolvimento de coaches. O que a CNV nos apresenta vai muito além de uma nova forma de se comunicar que passa por alguns passos: (1) observar sem julgar; (2) reconhecer sentimentos; (3) entender necessidades; (4) fazer pedidos. O que de fato acontece praticando CNV é um mergulho profundo sobre quem somos, uma mudança de olhar sobre o mundo, o “outro” e o que podemos fazer para buscar uma vida mais plena. A CNV nos convida a ter relações mais autênticas e empáticas, o que, de muitas formas, aumenta a conexão com nossa essência e nossa capacidade se relacionar compassivamente e até assertivamente com o mundo (pessoas).
CONECTANDO COM A PRÁTICA
Quando desenvolvemos um programa de educação continuada para coaches, o CNV4coaches, baseado na CNV, essa prática já fazia parte de muitas esferas de nossas vidas. A CNV nos ofereceu um arcabouço onde amparamos a nossa prática de coaching. Ela se aplica de maneira orgânica em três dimensões fundamentais: (1) O COACH; (2) O COACHEE; (3) O PROCESSO DE COACHING. Isso quer dizer que podemos vivenciar o processo internamente – na construção da atitude coach (1), de maneira interpessoal, apoiando a relação com nossos clientes (2) – e externamente, como uma ferramenta de coaching (3). Outra forma de conectar CNV com Coaching é olhando para as competências essenciais em coaching que permeiam as dimensões acima apresentadas. Tudo o que se pratica em CNV, de alguma forma, facilita a prática e se conecta com uma ou mais competências em coaching. A Presença, a Escuta Ativa e a Comunicação Direta são tão marcantes, que foram escolhidas para aprofundar os nossos estudos.
Nosso convite é que você experimente o processo da CNV e construa, a partir da sua ótica pessoal, a melhor forma de explorar seus benefícios. Em breve publicaremos novos artigos sobre cada uma das competências mencionadas.
Visitem nossa página no Facebook e no Linkedin: CNV4coaches, acompanhem nossas publicações e enviem seus comentários! 
 *Administradora de Empresas com 15 anos de experiência no mundo corporativo. Cursando MBA em Liderança e Gestão de Pessoas na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Formada em Executive & Life Coaching pela ICI-Integrated Coaching Institute e pelo The Inner Game International School of Coaching. Formação em Facilitação Criativa pela PYE-Partner for Youth Empowerment. Membro da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP). Qualificada no instrumento de diagnostic MBTI-Myers Briggs Type Indicator. Participou do “Human Talents & Marketing for the 21st Century” na Univertity of Central Florida. Experiência como coach de executivos nas instituições Monavie, Ambev, Banco UBS, Banco Itaú Unibanco, BTG, Pactual, Neuen Design, Caixa Econômica Federal, Cerveira Advogados, United Way, Instituto Fazendo História. Sócia fundadora do CNV4coaches, programa de educação continuada para coaches, credenciado pela ICF. Experiência em condução de workshops e treinamentos para empresas de diversos segmentos em várias capitais do Brasil.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Coaching para Mamães que Trabalham


Olá, eu me chamo Patricia Buzolin, sou mãe da Lisa (1 ano e 5 meses), casada com o Pedro, amo meu trabalho como coach e consultora e também amo cuidar da Lisa. Assim como você, estou aprendendo a viver minha nova vida e recebi um convite especial de uma mãe cliente: criar uma espaço dedicado para mães que trabalham e tem filhos.

Esse grupo tem como objetivo ajudar mães que trabalham nas questões que envolvem a carreira e a maternidade, o equilíbrio ou o desafio, quase que impossível, de conciliar os diversos papéis que compõe a vida das mulheres atualmente.

É uma oportunidade para abrirmos espaço nas nossas vidas. Abrirmos espaço para a profissional, para a mãe, para a mulher e para nós mesmas.

Esse grupo não tem um formato, não tem um objetivo por enquanto (porque terá depois de formado), não tem um  período fechado (embora tenhamos decidido iniciarmos com 5 encontros). Por outro lado, vou utilizar como apoio ferramentas de coaching, contação de história, Gestalt terapia, etc...

Esse grupo irá começar a se reunir mensalmente e vamos ver no que vai dar.

Minha intenção como facilitadora (co idealizadora) do grupo é ajudar cada mulher processar o que borbulha dentro e ajudá-las a encontrar caminhos e possibilidades com congruência.

Ficou com vontade de fazer parte? Seguem algumas informações e meu contato para nos conheceremos e conversarmos.

Quando? Uma vez por mês – 8h-10h30
Quem? Mulheres, mães e trabalhadoras 
Quando? 11/08, 1/09, 06/10, 10/11 e 1/12 mínimo 5 encontros (agosto – dezembro) - imprescindível contratar todos os encontros
Quanto? sob consulta 
Onde? Le Pain Quotidien (Itaim Bibi)

Reserve sua vaga:
Patricia Müller Buzolin

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Poder Mágico das Perguntas Abertas por Patricia Müller Buzolin*

Qual a diferença entre perguntas abertas e fechadas? E por que elas fazem tanta diferença quando estamos buscando respostas profundas durante nossa jornada de desenvolvimento?

Essas duas questões irão guiar esse artigo que tem como objetivo ajudar coaches e mentores a aumentar suas capacidade de ajudar outros na sua jornada de autoconhecimento e transformação.

Tenho certeza que cada um de vocês, que está lendo esse texto agora, já experimentou os resultados na sua própria vida desses dois tipos de perguntas. A pergunta aberta é aquela que aumenta o fluxo de endorfina no seu corpo, que que leva você a novas ideias, planos, que aumenta seu nível de curiosidade e faz com que você atinja um novo nível de pensamento. Apesar dessa ser uma habilidade que algumas pessoas já possuem, é possível desenvolvê-la. Procure lembrar-se da última conversa que você teve com alguém capaz de despertar em você esse fluxo. O que essa conversa despertou em você? Que perguntas foram feitas? Usualmente, as perguntas abertas “esticam nossa mente” e são tocar naquilo que realmente tem significado para nós.

Já as perguntas fechadas são perguntas que nos levam ao passado, nos levam a explicar porque não conseguimos fazer algo, justificar nosso comportamento, racionalizar nossas opções, pensamentos e resultados. Normalmente, quando alguém nos faz perguntas fechadas a pessoa tem uma agenda própria, está querendo nos ensinar algo, nos direcionar. Lembre de uma conversa que foi conduzida com perguntas fechadas. Como você se sentiu? Que resultados obteve dessa conversa?

É muito importante aprendermos como abrir qualquer pergunta que formulamos, assim seremos capazes de estimular em nossos interlocutores um fluxo enorme de ideias. O grande poder mágico das perguntas abertas é que elas são capazes de gerar conscientização, movendo o indivíduo à exploração e busca de soluções criativas.

Enquanto as perguntas fechadas resultam em respostas sim/não, isto ou aquilo finalizando a conversa, as perguntas abertas encorajam as pessoas a reflexão profunda, convidando-as a relaxar e olhar profundamente para elas mesmas e acessando suas próprias perspectivas. Elas provocam um estado mental de descoberta, insight, comprometimento e ação, ao invés de voltar-se para o que não funciona ou não funcionou no passado. O principal poder das perguntas abertas é que elas levam as pessoas a descobrirem suas próprias respostas e tornarem-se 100% responsáveis por suas escolhas e ações. Como mentores quando os mentees procuram aconselhamento e vocês respondem com perguntas abertas vocês estarão auxiliando-os no empoderamento pela sua jornada de carreira o que é um dos principais objetivos de uma programa de mentoring, ajudar os profissionais potenciais a responsabilizarem-se pela direção de suas carreiras.

Transformando perguntas abertas em ainda mais abertas:

Quanto mais perto do 10 suas perguntas estão, maior o potencial de gerar reflexão e mudanças para seu mentee. Veja o exemplo abaixo:

Créditos: Flávia de Paula - Regência Consultoria (flavia@regenciaconsultoria.com.br)


Negativa: Por que você não tem tempo suficiente? (leva a justificar, explicar o problema)

Fechada: Há alguma maneira de criar mais tempo? (sim/não)

Aberta: Como posso criar mais tempo para mim?

Mais aberta ainda: Quais são as maneiras que eu poderia criar mais tempo para mim? (plural)

Focada: Quais poderiam ser as melhores formas de criar mais tempo para mim?

Perguntas Sistêmicas: Como posso maximizar o uso do tempo, todos os dias de minha vida?


Algumas ideias para potencializar suas perguntas:

1)   Usar a palavra PODERIA em suas questões:
·      Como você pode aprender mais? Como você PODERIA aprender ainda mais?
·      Como você PODERIA encontrar ainda mais valor nessa atividade?
·      Quem PODERIA te apoiar nessa atividade?

2)Fazer perguntas no PLURAL:
·      Quais são as possíveis maneiras de aprender mais?
·      Quais são os resultados que você quer obter dessa experiência?
·      Quais são as outras formas de aprender sobre isso no futuro?

3)Adicionar palavras como: a melhor, a mais importante.
·      Quais são algumas das melhores coisas que você pode aprender dessa experiência?
·      Quais são as coisas mais importantes para considerar ao escolher esse caminho de carreira?

4) Explore os verbos que criam movimento: desenvolver, inspirar, crescer, aprender, criar.
·      Quais são as melhores maneiras de desenvolver essas competências?
·      Como você poderia começar a aprender ainda mais sobre esse método de perguntas?

5) Explorar o sistema de pensamento.  Exemplos de um sistema mais amplo: Sua vida inteira, seu corpo, sua família, seus vizinhos, sua cidade, seu país, uma escala numérica (1-10). A ideia aqui é criar um expectro de mínimo e máximo resultado utilizando um sistema.
·      Qual seria o melhor resultado se você pudesse fazer uma escala de alternativas de 1 a 10, sendo 10 a melhor?
·      Vamos supor que você poderia ler o livro de sua vida e que você pudesse explorar cada capítulo desse livro. Como você poderia usar esse livro para melhor entender o propósito de sua vida como um todo? Como poderia viver melhor esse propósito todos os dias?


Vamos praticar? Que tal registrar aqui as perguntas que você fizer na próxima conversa com um de seus subordinados? 

Agora volte ao exercício: Transformando as perguntas abertas em ainda mais abertas e reescreva novas versões de suas perguntas. 

Texto inspirado no capítulo 4: “Turning on the Tap: The Magic of Open-Ended Questions.”do Livro Step-by-Step Coaching – Marityn Atkinson, PhD e Rae T Chois.

* Professional Coach Certified (PCC) pela International Coach Federation (ICF), atua como Coaching Executivo, Coaching de Carreira e Coaching em Empresas Familiares há 11 anos, acumulando cerca de 1000h Graduada em psicologia pela PUCRS, pós-graduada em administração e estratégia empresarial pela FGV-SP (CEAG). Formação em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG). Possui curso de extensão em RH na DePaul University, Chicago. Coach Sênior pelo ICI - Integrated Coaching Institute. Erickson Certified Professional Coach (Canadá), Accredited Coach Training Program (ICF) . Certificada em instrumentos de mapeamento de perfil como MBTI, Hogan Assessment Systems e TMP – Team Management Profile.