A ABRH-SP realizou no dia 24.07.14 o 2ª
encontro do Grupo de Liderança Feminina, oferecendo um delicioso e
impecável chá da tarde, iniciado britanicamente às 5 horas. O evento
lotou o elegante Espaço Gourmet – Admix, no qual fomos recepcionadas por
violinistas.
O tema discutido, nesse acolhedor
ambiente, foi “A trajetória das mulheres no RH”. Para inspirar e
instigar as executivas, CEOs, empresárias e consultoras de RH presentes
foram convidadas para o talk show, Denise Soares (CEO da Beneficência
Portuguesa), Lilian Guimarães (VP de Pessoas e Cultura da Natura),
Soraya Bahde (Diretora de RH da Alelo) e Daniela Diniz (Editora da Você
RH) fazendo a moderação.
A discussão teve início com a
apresentação do curioso resultado da pesquisa realizada pelo Guia VOCÊ
S/A, mostrando que entre 2008 a 2013 caiu de 21% para 13% a participação
de executivas na área de RH. Para tentar entender porque a nossa
liderança vem minguando numa área tradicionalmente feminina, relaciono
abaixo algumas das hipóteses exploradas:
- As mulheres estão pensando se realmente querem chegar ao topo;
- A ambição feminina, durante as várias fases da vida, muda mais do que para os homens. Dos 20 aos 35 anos o foco maior é o poder, depois dos 35 começa a se voltar para a família e maternidade;
- Parece que as mulheres ainda necessitam optar entre família e profissão, pois o grau de exigência nas empresas é cada vez maior;
- O sentimento de culpa, infinitamente maior das mulheres, tumultua a carreira profissional;
- Por desejo ou necessidade de mobilidade, hoje existe uma grande concentração de mulheres na área comercial;
- Olhando para a sociedade nos últimos 30 a 40 anos, percebemos que os homens vem se preparando há mais tempo para assumirem cargos de liderança, enquanto as mulheres começaram depois. Uma constatação é a quase inexistência da presença de mulheres nos conselhos, só agora elas começam a se preparar para isso;
- O olhar do CEO! Ainda é difícil existir uma preocupação para a diversidade. Talvez o programa de quota para mulheres seja uma das soluções;
- Falta às mulheres estratégia, ambição, conhecer o negócio da empresa, etc;
Quase no final desse rico e empolgante debate, uma das presentes, talvez a mais jovem e única grávida, questionou: será
que as necessidades dos homens continuam sendo as mesmas de 30, 40 anos
atrás? Quantos homens hoje reivindicam o direito a uma licença maior do
que os 5 dias permitidos por mês? Será este um problema de mudança de
gerações?
Talvez a ABRH-SP precise escutar o que
seus homens pensam sobre isso. Será que no futuro existirá a necessidade
da criação de um grupo masculino?
O importante é que fui embora com a
sensação que nós, mulheres, estamos cada vez mais próximas do dia em que
faremos escolhas baseadas em nossos reais desejos e aspirações e não
por necessidade, medo ou culpa.
Cassia Verginia de Resende,
career and executive coach, consultora de processos desenvolvimento,
facilitadora do grupo de estudos de Coaching da – ABRH/SP e RMO, membro
do grupo de excelência em Coaching do CRA-SP e dirige a Realize
Desenvolvimento Humano e Organizacional.


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