sexta-feira, 15 de agosto de 2014

10 anos de Formada! É para comemorar!

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Há 10 anos atrás no dia 18 de agosto estava concluindo uma etapa importante da minha vida... Estava finalizando um ciclo e iniciando outro, cheia de dúvidas de medos, incertezas com relação ao que iria viver...

Porém, certa de que a Psicologia era minha missão de vida! Quando alguns jovens me perguntam como eu sabia que essa era a carreira que me faria feliz respondo: Não sabia! Talvez foi sorte, intuição...

Eu tinha uma curiosidade pelas pessoas, eu gostava de contribuir para a harmonia, para a conversa, eu gostava de conversar...

Sinto muita gratidão hoje por esse ciclo de dez anos em que pude experimentar, descartar, reforçar o que me faz feliz. Ajudar as pessoas a superarem suas barreiras auto impostas, a despertar seu potencial que é infinito e cheio de luz, porque todos nós somos, só esquecermos em alguns momentos de nossa jornada! Isso me move...

Por acreditar no indivíduo acordo todos o dias motivada, por acreditar que cada um tem dentro de si o potencial de mudar o mundo, mudar sua realidade, gerar paz, amor, aliança! Por acreditar no indivíduo seguirei trabalhando arduamente por um mundo melhor para todos nós. Empresas, escolas e lares com mais amor e felicidade!

Gratidão, gratidão, gratidão por esses dez anos de experimentação e aprendizado!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Coaching ajuda emergentes a acelerar a formação de líderes - Por Letícia Arcoverde | De São Paulo

 
 "Para Brian Underhill, coaching é muito 
usado para auxiliar nas expatriações"

A expansão do coaching como ferramenta de desenvolvimento de profissionais - seja para mais níveis da empresa ou em países onde a prática ainda ganha espaço - é a principal tendência dessa área atualmente, segundo o especialista Brian O. Underhill. De acordo com o americano, a demanda de mercados emergentes com necessidade de acelerar lideranças, o uso de coaching em situações de transição e o treinamento de coaches internamente são algumas das características que ilustram esse contexto.

Autor do livro "Coaching Executivo para Resultados", Underhill conversou recentemente com o Valor enquanto esteve no Brasil para participar do 2º Fórum Internacional de Liderança e Coaching, promovido pela Sociedade Brasileira de Coaching, em São Paulo. "Hoje, as empresas precisam que algumas pessoas cheguem mais rapidamente a determinadas posições. Para isso, precisam trabalhar aspectos tradicionais da liderança como a influência sobre outros, a motivação de equipes e habilidades interpessoais", diz.

Segundo o especialista, em mercados emergentes como Brasil e China o uso de coaching é cada vez mais comum, mas ainda há espaço para crescer - em especial entre empresas locais, uma vez que a prática ainda é mais adotada em multinacionais. Além disso, Underhill vê mais procura por coaches para situações de transição, como quando expatriados assumem posições em países novos. Segundo dados de uma pesquisa realizada no ano passado pela Coachsource, empresa de Underhill, com mais de 600 coaches e companhias, auxiliar na transição é o objetivo de processos dessa natureza em 42% dos casos.

O uso de coaching interno, quando as companhias treinam seus próprios funcionários para atuarem dessa forma, também é um destaque recente do qual Underhill prevê crescimento. "Essa é uma maneira eficiente de investir em desenvolvimento, pois leva o conceito de coaching a outras pessoas e faz com que mais partes da organização possam se beneficiar dele", diz.

No entanto, há desafios a serem contornados, como a preocupação com a confidencialidade e a construção de credibilidade - aspectos que surgem mais naturalmente quando o profissional vem de fora da organização. O principal entrave, contudo, é o acúmulo de funções. "O trabalho diário não diminui, e os profissionais não têm tempo para fazer as duas coisas. Desse modo, muitas vezes a empresa volta a usar coaches externos", diz. Além disso, dados da pesquisa de Underhill mostram que 80% dos profissionais de liderança indicaram que prefeririam um coach externo a um interno, se tivessem a possibilidade de escolha. A imparcialidade de um profissional de fora é a principal razão dada por eles.

Quando se pensa o coaching como um todo, o fator que mais pode impedir o sucesso de um processo ainda está nas mãos do executivo participante, segundo Underhill. "Não depende necessariamente do coach, da periodicidade ou da metodologia. O fator que mais determina o sucesso da ferramenta é a disposição do executivo para mudar, de olhar para si mesmo e manter a mente aberta", diz. Nesse contexto, o RH possui função essencial. Além de recomendar a prática aos executivos certos, deve se envolver e monitorar o processo. "Defendemos que os líderes contem para o RH e para as pessoas ao seu redor quais habilidades estão sendo trabalhadas", diz.

Essa transparência garante que o resultado seja melhor, além de facilitar a avaliação do profissional. Underhill defende que esse processo ocorra por meio de uma avaliação feita por subordinados, chefes e outras pessoas que tenham contato com quem está recebendo coaching. O especialista enfatiza que não adianta medir apenas a satisfação do profissional em questão, nem o aprendizado dele - é preciso que o resultado seja posto em prática. "Eles precisam demonstrar a mudança de uma forma perceptível para os outros."

Isso ajuda, especialmente, na hora de apresentar os resultados da ferramenta a profissionais com visão mais técnica, como os executivos engenheiros do Vale do Silício, onde Underhill vive atualmente. "Mostrar uma pesquisa com números e gráficos os ajuda a ver a conexão entre o comportamento que está sendo trabalhado e como as pessoas o observam. O resultado se torna mais real e tangível", diz.

Um dos desafios enfrentados por todos os envolvidos durante um processo é a necessidade de criar um equilíbrio entre o coach, o executivo que usará a ferramenta e a empresa - que geralmente é quem contrata o serviço. "O coach precisa avançar o objetivo da empresa ao desenvolver o líder. Ao mesmo tempo, tem que abrir espaço para dialogar sobre o que mais está acontecendo com o profissional", diz. Isso pode levar à reflexão, por parte do executivo, de que o melhor para ele é procurar outro emprego. Underhill afirma, no entanto, que as companhias costumam considerar isso um "resultado aceitável". "Essa pessoa provavelmente iria sair da empresa, estava infeliz e não vinha dando o melhor de si. O coaching apenas acelerou esse processo", diz.

No fim, apesar de algumas percepções erradas sobre a ferramenta - como a de que o coach deve dar conselhos ao profissional -, a responsabilidade deve ser do líder. "Mais do que dar sugestões, um coach faz perguntas e auxilia. O executivo tem que fazer a maior parte do trabalho."

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Liderança Feminina - Segundo Encontro do Grupo da ABRH SP

A ABRH-SP realizou no dia 24.07.14 o 2ª encontro do Grupo de Liderança Feminina, oferecendo um delicioso e impecável chá da tarde, iniciado britanicamente às 5 horas. O evento lotou o elegante Espaço Gourmet – Admix, no qual fomos recepcionadas por violinistas.

O tema discutido, nesse acolhedor ambiente, foi “A trajetória das mulheres no RH”. Para inspirar e instigar as executivas, CEOs, empresárias e consultoras de RH presentes foram convidadas para o talk show, Denise Soares (CEO da Beneficência Portuguesa), Lilian Guimarães (VP de Pessoas e Cultura da Natura), Soraya Bahde (Diretora de RH da Alelo) e Daniela Diniz (Editora da Você RH) fazendo a moderação.

A discussão teve início com a apresentação do curioso resultado da pesquisa realizada pelo Guia VOCÊ S/A, mostrando que entre 2008 a 2013 caiu de 21% para 13% a participação de executivas na área de RH. Para tentar entender porque a nossa liderança vem minguando numa área tradicionalmente feminina, relaciono abaixo algumas das hipóteses exploradas:
  • As mulheres estão pensando se realmente querem chegar ao topo;
  • A ambição feminina, durante as várias fases da vida, muda mais do que para os homens. Dos 20 aos 35 anos o foco maior é o poder, depois dos 35 começa a se voltar para a família e maternidade;
  • Parece que as mulheres ainda necessitam optar entre família e profissão, pois o grau de exigência nas empresas é cada vez maior;
  • O sentimento de culpa, infinitamente maior das mulheres, tumultua a carreira profissional;
  • Por desejo ou necessidade de mobilidade, hoje existe uma grande concentração de mulheres na área comercial;
  • Olhando para a sociedade nos últimos 30 a 40 anos, percebemos que os homens vem se preparando há mais tempo para assumirem cargos de liderança, enquanto as mulheres começaram depois. Uma constatação é a quase inexistência da presença de mulheres nos conselhos, só agora elas começam a se preparar para isso;
  • O olhar do CEO! Ainda é difícil existir uma preocupação para a diversidade. Talvez o programa de quota para mulheres seja uma das soluções;
  • Falta às mulheres estratégia, ambição, conhecer o negócio da empresa, etc;
Quase no final desse rico e empolgante debate, uma das presentes, talvez a mais jovem e única grávida, questionou: será que as necessidades dos homens continuam sendo as mesmas de 30, 40 anos atrás? Quantos homens hoje reivindicam o direito a uma licença maior do que os 5 dias permitidos por mês? Será este um problema de mudança de gerações?

Talvez a ABRH-SP precise escutar o que seus homens pensam sobre isso. Será que no futuro existirá a necessidade da criação de um grupo masculino?
O importante é que fui embora com a sensação que nós, mulheres, estamos cada vez mais próximas do dia em que faremos escolhas baseadas em nossos reais desejos e aspirações e não por necessidade, medo ou culpa.

Cassia Verginia de Resende, career and executive coach, consultora de processos desenvolvimento, facilitadora do grupo de estudos de Coaching da – ABRH/SP e RMO, membro do grupo de excelência em Coaching do CRA-SP e dirige a Realize Desenvolvimento Humano e Organizacional.