Tradução: A maestria no coaching: como aprofundar nossa
prática para nos tornarmos mais efetivos?
Quando aceitei o convite da ICF Capítulo São Paulo não
estava tão preocupada com o conteúdo dessa palestra, queria rever os amigos e
estar conectada de alguma forma com um tema que amo e estou sempre buscando me
aprofundar. Para minha surpresa Sean me fez refletir o quanto as duas buscas da
minha vida estão tão conectadas (espiritual e profissional).
Sean inicia a palestra pedindo que todos fechem os olhos e
conectem com o ritmo de sua respiração e que localizem seus pontos de tensão no
corpo. De alguma forma ele está nos ajudando a nos conectar com o aqui agora,
com o presente, competência fundamental para conduzirmos uma sessão de coaching
com maestria.
Em um segundo momentos, no apresenta uma figura com uma
estrada, um retrovisor e um painel do carro (é uma figura que nos remeta a
estaremos sentado no carro). Nessa circunstância, qual a nossa tendência? Olha
para frente (futuro)? Para trás (passado?) Ou para o presente? Particularmente,
eu luto diariamente com minha forte tendência de antecipar, elucubrar, pensar
sobre as possibilidades e o futuro. Tudo
mudou na minha vida quando iniciei minha prática de YOGA Ashtanga. E a medida
que Sean relatava sobre sua prática como tenista conseguia me identificar com a
experiência que ele relatava. Na Ashatanga temos que fazer todos os dias as
mesmas posturas, são 5 séries ou etapas, há três anos pratico a primeira. A
primeira é longa e envolve muitas posturas, que pouco a pouco vão ficando mais
confortáveis ou menos doloridas, diria que a dor faz parte da prática. Mas o
mais importante não são as posturas em si, mas meus meus pensamentos, minha
preguiça para acordar todos os dias as 6h30 estender meu mat e praticar...
Praticar sem expectativas... prestando a atenção em tudo que surge durante a
prática, meus padrões, emoções, medos, anseios e receios. E voltar o fluxo para
a respiração e para o presente. Esse tem sido meu maior exercício de
desenvolvimento atualmente. Não tem jeito, como diz a monja Susan Andrews em
seus discursos: “Não tem almoço grátis!”
Sean comenta que as duas perguntas mais comuns feitas a ele
por coaches são:
Como me torno um
mestre na arte de coaching?
Como faço para o meu
negócio de coaching crescer?
Ele inicia contando da sua mudança há 8 anos atrás quando
Conhece Tim Gallwey e perde seu pai. Conta do
quanto sua vida se divide tem três partes. Primeiramente, performance quando
competia como tenista, depois busca de sentido e, posteriormente, como integra
essas duas coisas.
Sean nos conta que no Inner Game (metodologia que ensina) o
ser humano é visto com um potencial extraordinário. Para acelerar o desempenho
precisamos acelerar o desenvolvimento do nosso potencial e reduzir nossas auto
interferências (obstáculos internos, medos, julgamentos, formas limitadas de
pensamento).
A fórmula é:
PERFORMANCE = POTECIAL – INTERFERÊNCIAS
Expões os quatro domínios de desenvolvimento:
·
Competências
·
Metal e emocional
·
Estratégia
·
Condicionamento
E nos pergunta, quais são os 3 fatores de sucesso para a
MAESTRIA? E a resposta correta...
1)
Ter um Coach – todos os atletas de sucesso tem
um excelente coach
2)
Prática – aqui não é só fazer muitas vezes, mas
fazer com intensão de aprendizagem (gravar sessões e fazer mentoring pode ser
um exemplo, outro exemplo poderia ser nessa sessão vou de desafiar a fazer mais
X). Trata-se de ter uma intenção e propósito de se desenvolver enquanto atende
o cliente.
3)
Paixão/Comprometimento – é preciso querer fazer
e fazer, pois o caminho será árduo e exigirá esforço e, novamente, me remeto ao
YOGA levei quase três anos para fazer a sequência de posturas da série um e
ainda preciso de ajuda com muitas posturas, sinto dor e no dia seguinte, mesmo
assim preciso de muito comprometimento comigo mesma de desligar o despertador e
partir para a prática. Assim como um tenista que perde uma partida, mas precisa
levantar e treinar no dia seguinte.
Fatores acrescentados pelo Sean,
os quais eu concordo 100%:
4)
Suporte/Comunidade: ter uma rede de troca e
aprendizagem.
Outro ponto interessante é o
quanto precisamos ter CORAGEM para enfrentar nosso obstáculos internos. Entrar
em contato com eles e com os sentimentos negativos (sentir todos os
sentimentos) nos ajuda a avançar. Quando evitamos sentir determinado sentimento
por o considerarmos negativo ou, à medida, que optamos por nos distanciar dos
desconfortos escolhemos opções lilitadas e criamos histórios para explica-las,
Por exemplo, tenho medo sair do trabalho que não me realiza, mas crio uma
explicação lógica que sustente essa ideia, por exemplo, seria bom eu economizar
dinheiro, ganhar experiência para no futuro fazer essa escolha. É só um
exemplo, qualquer semelhança é mera coincidência... rsrsrs... Quem de vocês não
criou uma história na vida para evitar seus obstáculos internos? Eu sou
especialista em fazer isso comigo mesma, você não?
Para que possamos domar nossa voz
interna, muitas vezes, mudar o foco ajuda. E Sean fez um exercício simples que
demonstrou isso muito fortemente. Solicitou a participação de alguém que
tivesse problemas com bolas. Uma moça se voluntariou, ele tocava a bola de
tênis para ela e ela devolvia, fizeram isso algumas vezes com certa tensão e
alguns erros. Quando ele pede para que ela preste atenção se ele arremessou a
bola girando ou não, os erros magicamente diminuem. Isso me faz pensar muito na
metodologia que pratico do Erickson College, muitas vezes, ao ajudar o cliente
a pensar no que ele gostaria ao invés do que ele quer evitar ajuda-lo a
mover-se nessa direção. Também, me remete à importância de trazer o cliente
para um estado emocional positivo antes de iniciar a sessão.
Sean explorou sobre as qualidades
das crianças que são qualidades muito importantes para os coaches como:
curiosidade, coragem, abertura, intuição, um aprendiz natural, foco.
Características que refletem a habilidade da criança em manter-se no presente.
O palestrante também explorou as
dois modos do ser: modo do fazer (tarefa) e modo do ser e o quanto precisamos
transitar pelos dois modos enquanto coaches.
Encerrou a palestra com uma
atividade de acessar nossa emoção e consultar a nós mesmos o que nos trouxe até
a palestra para exercitarmos o acesso ao modo do ser, menos acessível
geralmente.
No final da palestra comentei com
Sean “ao ouví-lo durante a palestra fiz uma forte conexão da maestria do coach
com o desenvolvimento de uma consciência espiritual. Ele responde: É
espiritualidade sem falar de espiritualidade!” O que ressoa muito forte em mim,
um processo de coaching exige o desenvolvimento da presença o que passa pela
ampliação da consciência espiritual, tudo está inter relacionado.
Espero que esse texto ajude a
todos que não puderam estar presentes no caminho de desenvolvimento à maestria
no coaching.


Nenhum comentário:
Postar um comentário