quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pensamentos sobre a Índia – 18/01/2014 em Varanasi



Desde que comecei praticar meditação e yoga tinha dentro de mim um chamado muito forte para conhecer a terra onde tudo começou, levou três anos para eu reunir todas as condições e chegar até aqui. Vim para a Índia com um grupo de 12 mulheres e nosso querido “guia” Glauco Tavares. Estou aqui há aproximadamente 10 dias e ainda não tenho palavras para descrever meus sentimentos e sensações. Rodei cidades, conheci templos, palácios, um pouco da história do país, das guerras, das influências da religião, ou melhor, das religiões. Encontrei pessoas, sorrisos, sujeira, muita sujeira, muita, muita, MUITA SUJEIRA. Meus olhos chegaram a se acostumar com toda essa sujeira... Encontrei assédio, muito assédio, muito assédio... Um assédio que não dá raiva, mas gera compaixão afinal de contas esses seres estão na busca pela sobrevivência, pela comida, pelo ganha pão. Encontrei muitas crianças vendendo, trabalhando (um menino de 10 anos que coordenava uma loja e os vendedores muito mais velhos obedeciam suas ordens porque ele era o chefe. Sim o chefe, filho de uma casta de comerciantes sem sucessores maiores, dava as ordens na sua loja), encontrei crianças grávidas, crianças carregando outras crianças nos braços. E mesmo já pensando que o Brasil tinha desigualdade e que as mulheres tinham um grande caminho pelo frente, vi que aqui ainda há muito mais a caminhar... E muita busca pelo divino se perdeu no meio de tanto agito. Me esforço para encontrar o divino (afinal tudo é divino)  a cada olhar, em cada momento, na busca de todos os buscadores que encontrei nesse caminho... Deus está em todos os lugares e no coração de cada um, me sinto parte desse todo imenso que encontrei aqui e me esforço para acreditar que Deus tem um  bom plano para todas essas pessoas que apesar de todo o contexto (que não posso chamar de sofrimento, porque não o vejo está expresso em seus rostos) vivem com resignação. Minhas reflexões não acabam por aqui... elas continuarão ressoando por muito tempo e espero ser capaz de traduzí-las em palavras em algum momento mais para frente...





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