Essas e outras reflexões foram tema da palestra que eu e a Patricia Buzolin fizemos para um grupo de profissionais de RH na semana passada.
A troca com esses profissionais foi muito enriquecedora. Comentamos sobre o fenômeno conhecido como “teto de vidro”, que faz referência a barreira invisível para as mulheres chegarem aos altos níveis hierárquicos nas organizações. Embora essa seja uma realidade, eles ficaram bastante surpresos ao saber que nas empresas com boas práticas corporativas, a mulher tem sim chegado ao topo – 41% em 2013, comparado à 11% em
1997na lista das 100 Melhores para se trabalhar do Great Place to Work.
Além disso, as mulheres estão empreendendo mais seus próprios negócios - já chegam a 49%, segundo a Revista GV Executivo jan-jul/2013. Essa é uma informação positiva quando pensamos no ingresso da mulher no mercado de trabalho.
Por outro lado, como isso afeta as organizações?
Muitas profissionais têm deixado os empregos formais em busca de maior flexibilidade de horário para compor seus muitos papéis – mãe, gestora do lar etc. Para as empresas, isso pode se tornar um grande desafio quanto a retenção dessas mulheres.
Nesse sentido, o grupo de RH atentou para um fato crítico. As políticas corporativas, como horário flexível e outras práticas, tem pouca valia sem o apoio efetivo dos gestores no dia-dia.
Como disse, foi um encontro rico e também bastante inspirador. Muito bacana ver as empresas preocupadas em encontrar soluções reais para os dilemas do universo feminino. Não é à toa... Além das potencialidades que poderiam ser atribuídas ao gênero, a mulher cresce também em mercado de consumo. Falar a língua desse público acaba sendo crucial.
Abaixo a colheita gráfica de algumas ideias trazidas pelo grupo durante a conversa.
*Estela Zanni é psicóloga, formada em Gestalt Terapia e Coordena o Grupo de Desenvolvimento de Mulheres, além de atuar com desenvolvimento em organizações.


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