sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A mulher e o trabalho - Práticas​ ​​Corporativas​ por Estela Zanni*

Quais são as principais necessidades da mulher hoje? Quais são os desafios das organizações para atrair e engajar o público feminino?

Essas e outras reflexões foram tema da palestra que eu e a Patricia Buzolin fizemos para um grupo de profissionais de RH na semana passada.

A troca com esses profissionais foi muito enriquecedora. Comentamos sobre o fenômeno conhecido como “teto de vidro”, que faz referência a barreira invisível para as mulheres chegarem aos altos níveis hierárquicos nas organizações. Embora essa seja uma realidade, eles ficaram bastante surpresos ao saber que nas empresas com boas práticas corporativas, a mulher tem sim chegado ao topo – 41% em 2013, comparado à 11% em
​1997na lista das 100 Melhores para se trabalhar do Great Place to Work.

Além disso, as mulheres estão empreendendo mais seus próprios negócios - já chegam a 49%, segundo a Revista GV Executivo jan-jul/2013. Essa é uma informação positiva quando pensamos no ingresso da mulher no mercado de trabalho.

​Por outro lado, como isso afeta as organizações? ​

​M​uitas profissionais​ têm deixado os empregos formais em busca de maior flexibilidade de horário para compor seus muitos papéis – mãe, gestora do lar etc. Para as empresas, isso pode se tornar um grande desafio quanto a retenção dessas mulheres.

Nesse sentido, o grupo de RH atentou para um fato crítico. As políticas corporativas, como horário flexível e outras práticas, tem pouca valia sem o  apoio efetivo dos gestores no dia-dia.


Como disse, foi um encontro rico e também bastante inspirador. Muito bacana ver as empresas preocupadas em encontrar soluções reais para os dilemas do universo feminino. Não é à toa... Além das potencialidades que poderiam ser atribuídas ao gênero, a mulher cresce também em mercado de consumo. Falar a língua desse público acaba sendo crucial.

Abaixo a colheita gráfica de algumas ideias trazidas pelo grupo durante a conversa.


*Estela Zanni é psicóloga, formada em Gestalt Terapia e Coordena o Grupo de Desenvolvimento de Mulheres, além de atuar com desenvolvimento em organizações.

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