domingo, 20 de janeiro de 2013

Do que se trata a VIDA? Indicação de Leitura...



Minhas férias foram interrompidas pela perda inesperada de um tio querido. Como nesse ano passei o ano lendo o “Livro Tibetano do Morrer e Viver” não poderia deixar de escrever sobre o que estou experimentando e o que aprendi. Tenho um intuição muito forte de que não foi por acaso que Deus colocou esse livro nas minhas mãos nesse ano, não foi por acaso que comecei a meditar há dois anos atrás e não foi por acaso que passei o ano todo de 2012  aprendendo sobre a brevidade da vida e a necessidade urgente de nós ocidentais aprendermos com nosso irmãos orientais sobre a preciosidade dessa etapa da nossas vida.

A morte é encarrada, para nós ocidentais, como um momento de tristeza, despedida e dor. Portanto, evitamos com todas as nossas forças falar sobre ela e, raramente, nos preparamos para lidar com a morte tanto dos nossos familiares quando nossa própria morte. Tendemos a pensar não morrei cedo, tenho muito anos pela frente, tenho todo o tempo do mundo... Quando, segundo os orientais, budistas tibetanos, deveríamos pensar “talvez eu morra hoje!” Ao pensar “talvez eu morra hoje” passo a ter a chance de fazer tudo diferente do que faria ao pensar tenho todo o tempo do mundo... Infelizmente, presenciei, na morte do meu tio, manifestações de muita tristeza da minha prima querida ainda muito jovem de que gostaria de ter trabalhado menos e ficado mais tempo com seu avô. Almoçado mais... passeado mais... conversado mais... abraçado mais... falado mais: Eu Te Amo! Você é o melhor avô do mundo! Tenho certeza que todos nós deixamos de expressar e deixaremos de expressar nosso amor para alguém e no momento da morte relembraremos com pesar.

Outro aprendizado que tive ao ler esse livro foi de que no Ocidente a morte é Esperada, enquanto nós a evitamos. Por que é esperada? Porque os Budistas Tibetanos acreditam que a morte é uma oportunidade única de libertação. Libertação do quê? Libertação desse ciclo infinito de morte-renascimento, alegria-tristeza, gratificação-dor. Porque nossa vida é isso... até que estejamos prontos a unirmos nosso alma com a Consciência Infinita (DEUS), permaneceremos nesse mundo dual repleto de prazer e sofrimento. Não é assim? Preste atenção na sua própria vida... Eu posso dar exemplo que aconteceram recentemente. Fiquei super feliz que passaria o ano novo com minha família inteira depois de 6 anos sem passar as festas juntos em Florianópolis e essas férias foram interrompidas com a perda do meu tio. Outro dia uma amiga estava triste porque havia perdido o pai e dois meses depois soube que estava grávida... E você que está lendo esse posting deve ter muitos e muitos exemplos pessoais sobre o que estou falando...  Convido cada um de vocês, leitores, para ler esse livro, certamente será útil para você ou para ajudar qualquer pessoa que está diante da morte ou se despedindo de alguém que ama! 

Boa leitura!

2 comentários:

  1. Muito bem Patrícia. Tema atemporal cuja reflexão nos ajuda a despertar e viver plenamente cada instante. Beijos.

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  2. Regina, que bom que gostou!!!Super obrigado!!! Beijos!!!

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