Nessas últimas semanas, tive a oportunidade de conversar com um jovem estudante de administração de empresas que me procurou, pois queria entender quais são os atuais desafios do RH e qual é a importância da área dentro das empresas.
Este mesmo jovem
comentou que não enxergava como uma área responsável por processos como: Administração de Pessoal, Recrutamento e
Seleção, Remuneração e Benefícios e Treinamento e Desenvolvimento podia
influenciar na empresa e fazer parte das decisões estratégicas. Nas palavras do jovem: “O RH me parece uma
área bastante operacional”.
Pela minha
experiência em RH, por acreditar, ser apaixonada pela área e por já ter visto
resultados em empresas que possuem excelentes profissionais de RH, tomei um
tempo para explicar para esse jovem sobre os atuais desafios do profissional de
Recursos Humanos e como o mesmo contribui para as estratégias da empresa.
Acredito que
atualmente, os principais desafios, estão ligados às pessoas e são:
• Engajamento do funcionário
• Atração, Retenção e Desenvolvimento de Talentos
• Formação de líderes com mais “empowerment”
• Atuação como parceiro de negócio
Elucidarei aqui
cada um desses desafios. Começo com o fato de que o funcionário engajado não é
somente aquele profissional que está há muitos anos na empresa e que veste a
camisa. É o profissional que acredita na empresa sim, que se sente parte do
time e que consegue manter-se motivado mesmo em tempos de crise. E como as
organizações conseguem ter gente assim?
Parece uma
pergunta difícil, mas a chave está na Atração, Retenção e Desenvolvimento de
talentos. Este é um tema que sempre esteve em foco, agora com o apagão de
talentos ainda mais. As empresas devem trabalhar para atrair pessoas que se
identifiquem com a cultura da mesma e que apresentem as competências técnicas e
comportamentais necessárias para que possam contribuir para o sucesso do
negócio e futuramente continuar na empresa. A atração é, portanto, o primeiro
passo.
Para reter
funcionários, o RH deve atuar como facilitador, fornecendo as ferramentas
necessárias de acordo com o que identificam os gestores sobre seus subordinados
e com o que o negócio precisa. Isso é o que chamo de ter a pessoa certa no
lugar certo. Vou ser mais clara neste aspecto: o gestor deve conhecer cada um
de seus funcionários e entender as diferentes motivações, para então saber, que
ferramenta usar na retenção de cada um assim como as oportunidades existentes
para eles.
Para isso,
existem algumas práticas de retenção. As mais conhecidas são: treinamentos,
remuneração e pacotes de benefícios agressivos. Ao mesmo tempo, posso afirmar
que muita gente fica na empresa por outros motivos tais como: plano de carreira
e sucessão, oportunidade de crescimento e desenvolvimento, oportunidades de
novos desafios, reconhecimento, bom clima no ambiente de trabalho, qualidade de
vida e oportunidades internacionais. As pessoas são diferentes, e por isso,
devem ser motivadas de formas distintas. O segredo é o gestor entender o que
motiva cada um. E depois, o que o gerente deve fazer?
É aí que entra o
papel de Recursos Humanos: capacitar os gestores para que sejam excelentes
líderes, identifiquem o potencial de seus subordinados, diferentes motivações e
para que sejam claros dando feedback e coaching para suas equipes. O RH deve
apoiar com as ferramentas e processos, além da formação de líderes. É neste
sentido que falo sobre o “empowerment”.
Com líderes mais
capacitados para gerir pessoas, o RH pode atuar como um parceiro estratégico do
negócio, participando de reuniões de tomada de decisões, entendendo e atuando
mais sobre as necessidades do negócio e contribuindo com práticas de RH de
acordo com o momento da organização. Deixa, assim, de apenas operacionalizar
programas já existentes. São as pessoas que trazem os resultados para as
empresas. E este é o principal desafio do RH nas empresas, você não acha?
* Marcela Mange
Niemeyer – Psicóloga formada pela PUC SP, Pós-graduada em Administração de
Empresas pela FGV EASP (CEAG). Coordenadora de Desenvolvimento de RH para a
América do Sul na empresa Linde Gases.


Marcela, compartilho da mesma opinião que você, acreditar que um pacote agressivo de remuneração e treinamento vai motivar a todos é muito simplista, cada pessoa tem a sua motivação e cabe ao líder ter esse conhecimento individual e buscar recursos para atender a essas necessidades dentro das políticas da empresa. Conhecer a sua equipe, faz toda a diferença! beijos Malú
ResponderExcluirMarcela,
ResponderExcluirParabéns pelo seu ótimo texto! Compartilho da mesma ideia que você sobre o papel do RH e dos líderes nas organizações.
Paty, obrigada pela iniciativa de compartilhar!
Bjo, Flavia
Marcela, escrevi para você, mas o sistema não aceitou, mandarei por Email. bjs, Márcia Britto
ResponderExcluirMarcela, ótimo texto! Considero suas explanações extremamente coerentes e lógicas. Parabéns! Um beijo.
ResponderExcluirParabéns Marcela por este interessante artigo. Obrigado por compartilhar!
ResponderExcluirMarcela...adorei!! Pelo texto consegui ver seu comprometimento com RH. Muito bacana!! Bjks Carminha
ResponderExcluirMarcela, este artigo demonstra a opinião de quem conhece o assunto e está alinhada com as tendências de rh no brasil e no mundo. Parabéns! Alexandre
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