quinta-feira, 29 de março de 2012

Geração Y e Gestor - Um diálogo possível?


Tem sido cada vez mais comum ouvir algumas frases como: “a empresa tem que se adaptar às minhas necessidades” e do outro lado “Eles que estão chegando que se adaptem... No meu caso, nunca tive regalias, por que tenho que prover tudo que eles querem?” A pergunta que fica comigo e quero compartilhar com vocês é a seguinte: Para onde este tipo de discussão tem nos levado?

Nessas duas semanas tive o privilégio de conversar com muitos gestores e jovens da Geração Y e parece-me que a polêmica está longe de chegar ao fim... O sentimento que me veio é: Onde iremos parar? Se por um lado a geração Y chega cheia de exigências na empresa, por outro os gestores parecem pouco receptivos para escutar esse grupo, mesmo reconhecendo que seus filhos, provavelmente da mesma geração, estão por aí fazendo exigências para outros gestores.

Minha impressão foi a de que os gestores Baby Boomers parecem mais tolerantesaos jovens Y e estão dispostos a fazer algumas concessões, enquanto isso a Geração X parece mais revoltada com seus novos colegas de trabalho. A Geração X parece não se conformar com as exigências por flexibilidade e reconhecimento da geração Y e, principalmente, porque em algumas situações parece que essas exigências estão sendo atendidas muito rapidamente, quando eles passaram anos para conseguirem o que queriam dos Baby Boomers de Plantão. E assim seguimos uns reclamando dos outros e sem chegarmos à lugar nenhum...

Apesar do cenário geral parecer negro, também tenho cruzado com gestores dispostosa fazer algum movimento. Talvez não o movimento esperado pela Geração Y, mas dispostos a moverem-se ao menos até a metade do caminho. Ouvi, nesses dias, uma fala de um gestor: “Que bom que agora eu sei o que fazer como mentor, estava repetindo com a minha trainee o mesmo que faço como pai, ajudando demais! A partir de agora vou mudar a abordagem...”. Outro líder também acrescentou: “que bom que você está falando de mentoring, acredito muito nesse caminho...”

Parece que nem tudo está perdido! O fato de alguns gestores estarem abertos para conhecer um pouco mais sobre as características e necessidades desta geração já é um bom sinal de que existem movimentos para fortalecer o diálogo entre as diferentes “tribos”. E quem sabe a partir daí RH e gestores possam juntos pensar em possibilidades para melhor atrair, motivar e reter essa geração!!!

E você tem alguma prática na sua empresa que poderia compartilhar comigo sobre o que você está fazendo para aumentar a compreensão entre as diferentes gerações?

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Desafio da Retenção de Talentos - HSM

Manter profissionais qualificados no quadro de funcionários vem sendo uma preocupação constante para a maioria das empresas. A retenção de talentos está entre as prioridades dos executivos brasileiros e deve ocupar o topo da lista nos próximos três anos.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Deloitte no final do ano passado sobre a visão dos empresários mostrou que 54% dos executivos apontaram esse como o principal desafio de 2012, seguido pela atração de mão de obra qualificada.

Diante desses desafios, os executivos devem manter o foco em planejamentos mais eficientes, no estabelecimento de novas parcerias e nos investimentos em inovação. Essas atitudes vão auxiliar na retenção de talentos, despertando o interesse desses profissionais em integrarem processos inovadores.

A pesquisa – que ouviu CEOs e superintendentes de 456 empresas em todo o Brasil – aponta ainda que, como a disputa por bons profissionais é grande, 66% das empresas entrevistadas pretendem criar um programa intensivo de investimentos de treinamentos. Esta deve ser uma das formas de, além de capacitar, incentivar os principais talentos da organização a permanecerem na empresa.

Mas será que treinamento e inovação serão suficientes para manter esses profissionais? Talvez as empresas precisem, além de investirem nesses itens, olhar um pouco mais para o ambiente organizacional como um todo. O livro Finding Keepers (Steve Pogorzelski e Jesse Harriott) oferece uma lista com sete passos para retenção de talentos:

1. Torne gerentes e supervisores diretamente responsáveis pela retenção de funcionários, atrelando metas de desempenho (bônus) a indicadores de retenção;

2. Ofereça um ambiente de trabalho que respeite, encoraje e permita o equilíbrio entre vida e trabalho;

3. Crie um plano sucessório efetivo, que facilite a evolução de carreira dos profissionais com alto desempenho;

4. Ofereça ferramentas para medição do engajamento dos funcionários;

5. Foque esforços de retenção nos profissionais mais talentosos e com alto potencial;

6. Crie uma “Experiência de Empregador” que satisfaça os funcionários em múltiplos níveis;

7. Recompense a mobilidade interna, com um sistema que facilite a transferência de funcionários entre departamentos e regiões.

Podemos concluir que qualificar e reter talentos já deixou de ser um diferencial e passou a ser uma característica fundamental e necessária para qualquer empresa que queira sobreviver à concorrência nos tempos atuais. Não há tempo a perder.