Por Yara Leal de Carvalho*
“A gente não quer só dinheiro.
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro.
A gente quer inteiro e não pela metade.”
Trecho da Musica “Comida” - Titãs
Como já bastante divulgado, a Geração Y é composta por pessoas nascidas entre 1980 e 1999, aproximadamente. São jovens impacientes, rápidos, que buscam reconhecimento e desafios constantes.
Essa geração cresceu numa época em que tecnologia passou por grandes avanços. Os pais procuraram dar ao filhos tudo o que não tiveram: atenção, bens materiais, atividades que ajudaram a fortalecer a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo e agindo, estimulados por múltiplas atividades e cursos. Isso formou jovens capazes de lidar com várias tarefas ao mesmo tempo, de foma rápida e sempre conectados.
A Fundação do Instituto de Administração da FIA/USP, realizou uma pesquisa com 200 jovens dessa geração, de São Paulo e obteve os seguintes resultados:
· 99% só se mantêm envolvidos em atividades que gostam;
· 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal.
Aninha só trabalha com chefes que admira; Theo não suporta ficar mais de três meses envolvido com o mesmo tipo de atividade; Luisa quer ganhar bem fazendo o que gosta; Tomás quer se tornar Gerente em um ano; para Vivian é fundamental receber feedbacks constantes; ter a possibilidade de estar conectado ao mundo virtual, durante o expediente, é ponto de honra para Artur; Claudia precisa sentir que está sendo desafiada e que contribui para os objetivos da empresa; trabalhar em uma empresa ética é fundamental para Rogério e Luciana quer ter flexibilidade de horário.
A maior parte dos anseios da Geração Y é comum a outras gerações, mas o que realmente faz a diferença é que esses jovens não estão dispostos a “engolir sapos”, ou seja, se não é do jeito que eles querem, então vão buscar seus sonhos em outra empresa.
Esse perfil arrojado e voraz vem trazendo um desafio para as empresas que tem buscado formas para atrair e reter esses profissionais, pois precisão ter mão de obra qualificada para substituir os membros das gerações anteriores que vão deixar o mercado de trabalho.
As empresas terão dificuldade para sobreviver no longo prazo sem uma constante renovação do quadro de funcionários, principalmente de gestores e altos executivos. Portanto é fundamental repensar o modelo de gestão para conseguir adaptar o ambiente organizacional a essa nova demanda.
*Participante dos grupos de estudos ABRH SP. Psicóloga com MBA Executivo em Negócios, Formação Internacional em Coaching pela Sociedade Latino Americana de Coaching, Pratictioner em PNL e Analista de Assessment DISC. Sócia da ASDP Consultores. Atua há 20 anos na área de Recursos Humanos, em empresas como: Editora Abril, Banco Nacional e Sul América. Vem desenvolvendo projetos na área de atração de talentos, desenvolvimento de pessoas e coaching de carreira e vida. Autora do Blog Questão de Coaching.

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