
Francis e Werner falaram sobre os dilemas da empresas familiares, paradoxos, forças restritivas, crenças e mitos que podem comprometer tanto o sucesso do sistema empresarial quanto a saúde do sistema familiar.
Algumas forças restritivas:
· Tentativa de preservar a harmonia a qualquer custo (falta de espaço para discordar)
· Fazer de conta que está “tudo bem”;
· Falta de espaço para debater divergências;
· Hierarquia familiar inflexível “Exemplo: Mais velho tem que ser o sucessor”, “Filho homem pode ser sucessor, filha mulher não”;
· Paternalismo;
· Choque de personalidades;
· Excesso de informalidade;
· Contratos “implícitos” - o peso do não dito é muito forte;
· Ciclo de vida familiar não sincronizado com o ciclo da empresa.
· Fazer de conta que está “tudo bem”;
· Falta de espaço para debater divergências;
· Hierarquia familiar inflexível “Exemplo: Mais velho tem que ser o sucessor”, “Filho homem pode ser sucessor, filha mulher não”;
· Paternalismo;
· Choque de personalidades;
· Excesso de informalidade;
· Contratos “implícitos” - o peso do não dito é muito forte;
· Ciclo de vida familiar não sincronizado com o ciclo da empresa.
Fica a seguinte pergunta, como transpor as forças restritivas? Diálogo, diálogo e diálogo... O grande desafio nas empresas familiares é trazer o conflito para a mesa de discussão, quando o conflito está presente, mas está disfarçado pela harmonia familiares, as forças restritivas são potencializadas e seu impacto torna-se forte em ambos os sistemas tanto familiar quando empresarial.
E os Paradoxos?
· Primeiro lugar o negócio OU Primeiro lugar a família;
· Discutir os problemas em casa OU não levar os problemas para casa;
· Distribuir dividendos OU Reinvestir no negócio;
· Sucessor da Família OU sucessor do mercado.
Poderíamos listar algumas páginas de paradoxos vividos por empresas familiares e membros das diversas gerações, a pergunta que gostaria de trazer é: Será necessário ser OU??? Seria possível partirmos para uma linha mais voltada para E?
É preciso, como mencionou Werner, optar primeiro a família? Primeiro o negócio? Ou podemos pensar em possibilidades que conciliam interesses e necessidades dos envolvidos?
Sergio Dias contou sua experiência em ser um profissional (líder) em uma empresa familiar, sua dica é: Mantenha-se neutro nos conflitos, não tome partido e entregue resultados!
Inúmeras foram a s questões feitas pelos participantes e resposta dos Consultores a mesma: NÃO TEM RECEITA... CADA CASO É UM CASO... MAS... PREMIARAM-NOS COM ALGUMAS POSSIBILIDADES PARA REFLETIRMOS...
Como ajudar uma empresa que a segunda geração está em um ritmo mais acelerado de mudança que a primeira? Francis Matos: é preciso integrar os dois grupos, colocá-los para trabalhar juntos, compartilhar necessidades. A geração que irá assumir no futuro precisa criar um novo modelo de gestão que será diferente do atual modelo e deve compartilhar suas ideias e expectativas com a geração que “manda” atualmente. Literalmente colocá-los para dançar no mesmo ritmo. Temos cada vez mais esse conflito nas empresas familiares, as diferenças geracionais precisam ser trabalhadas.
O que fazer quando o sucessor não quer sair? Francis e Werner - O sucedido precisa ter um novo projeto senão não há sucessão.
Melhor trabalhar na empresa da família ou fora da empresa? Francis e Werner: Talvez as duas coisas, importante estudar, buscar se preparar para ser sócio e se possível ter uma experiência em empresa do mercado, mas cada empresa faz as suas regras nesse sentido. Tem empresas que as regras são bastante rígidas.
Como o “filho do dono” passa a ser respeitado dentro da organização? Werner: o “filho do dono” sempre será visto como filho do dono, precisa aprender lidar com isso e poderá ocupar seu espaço com os resultados e sua postura.
A partir de que idade devemos investir na formação de sucessores? Francis, fala da importância de buscar formação e experiências fora do universo da empresa. Werner brinca: “Se me perguntarem eu nego, mas na minha opinião aos, 12 anos, aliás como acionista ao 6 anos!” Podemos concluir que a sucessão começa na transmissão dos valores familiares e na preparação do herdeiro sobre seus direitos e, consequentemente, suas responsabilidades.
Como os consultores podem ajudar as empresas familiares nesse processo de profissionalização? Primeiro, não criando alianças, os consultores precisam ser neutros e conquistar a confiança de todas as partes, isso é pré-requisito para ajudar. Depois, na opinião da Francis, sempre combinar trabalhos coletivos com individuais.
E quando quem manda não está na mesa? O que fazer? Não há escolha: é preciso trazê-lo para o jogo, os dois consultores são unânimes aqui, é preciso trazer quem tem poder, mesmo que seja a vovó de 90 anos para o jogo.
Quando tem profissional familiar e não familiar preparado para ser sucessor quem escolher? Werner encerra sendo categórico: “Na minha opinão o da Família sempre é melhor!”
Obrigado pelos consultores Werner e Francis por nos brindarem com experiência e conhecimento!
Obrigado pelos consultores Werner e Francis por nos brindarem com experiência e conhecimento!

Patrícia, obrigada pela generosidade de compartilhar. São apontamentos preciosos. Valeu acessar e ler. Sucesso!!! Abraços.
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