
Hoje estive numa roda de conversas significativas e falávamos sobre as palavras e seus significados. Pode-se dizer que ao dar um nome a algo ou alguém estamos facilitando o entendimento e a associação de idéias. Nomear deveria ter o propósito de facilitar a comunicação e o entendimento – um código que associa um significado àquele objeto ou pessoa. Por outro lado, o que acaba acontecendo é um processo perverso. O nome (ou título) acaba rotulando as pessoas e os objetos. Estreitando possibilidades. Fechando portas. Limitando opções. É como um atalho. E todo atalho pode ser tentador por parecer mais simples e rápido. Mas pode também nos distanciar de nosso caminho.
Cada palavra traz consigo uma carga de significados. Por exemplo, quando uso a palavra poder em minhas consultas astrológicas para descrever o eixo dos signos touro-escorpião, normalmente as pessoas fazem uma careta, como se não gostassem desse tal poder. Isto acontece porque cada um traz consigo um significado para a palavra poder. E muitas vezes este significado vem carregado de coisas negativas.
Cada eixo astrológico tem seu lado luz e seu lado sombra. Neste caso específico, quando falo em poder, uso o verbo com o sentido de potência – o quanto eu posso! É o poder para fazer algo. É extremamente positivo e até vital. Sem potência, raramente conseguimos conquistar algo na vida. Já o aspecto da sombra – daí vem a careta – normalmente está associado ao poder que se exerce sobre o outro. Ou seja, uma mesma palavra pode ser interpretada e vivida de diferentes formas. Poder para, ou poder sobre.
Rotular, julgar, classificar – são todos atalhos dentro da comunicação. Isto cristaliza o outro, o deixa preso numa caixinha, da qual se esperam tais e tais atitudes, afinal, fulano “é” isso ou aquilo.
Meu desafio como astróloga e consultora é encontrar uma forma de conectar a pessoas com sua própria verdade, sem rotular, julgar ou colocá-la num estereótipo dividido em 12 signos.
E você, quantos atalhos tem utilizado na sua comunicação? Antes de usar mais um rótulo ou julgamento, que tal se perguntar: Isto me afasta ou me aproxima das pessoas?
* Sócia-fundadora da REGÊNCIA CONSULTORIA. Atua como Consultora Organizacional em desenvolvimento humano e ministra palestras e cursos na área de Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Negociação e Atendimento ao Cliente. Já trabalhou em empresas como GV Consult e Natura. Atualmente se dedica ao desenvolvimento de lideranças para o século XXI utilizando técnicas de trabalho em grupo, educação e coaching. Formada em Administração de Empresas pela FGV, com especialização em Dinâmica de Grupos pela SBDG, instituição da qual é representante no Estado de SP na gestão 2010/2011. Fazendo a formação em Coaching pelo Instituto Ecosocial.

Flá, fico com a mesma sensação que você quando estou aplicando instrumentos que tem como objetivo principal ampliar o autoconhecimento e que muitas vezes tornam-se os escudos de defesa nos relacionementos: "Ah isso acontece porque você é um ESTP ou isso só poderia ser coisa de F (siglas do instrumento MBTI baseado na teoria Junguiana dos Tipos Pscicologicos)...
ResponderExcluirPor outro lado, os rótulos mais difíceis de serem eliminados são aqueles que coletamos ao longo dos anos no convívio com nossos pais, irmãos, amigos...
Venho investindo muito no exercício de não julgar... e percebo que até como psicóloga fui treinada para categorizar, diagnosticar...
Outro dia fazia um Assessment de executivos em uma empresa, passei o dia inteirinho "JULGANDO" ele tem isso... mas precisa desenvolver aquilo... mas falta aquile outro comportamento... Acabei o dia exausta... sem energia... e prometi a mim mesma que vou me esforçar para não trabalhar mais em projetos de assessment... Esse tipo de projeto é ruim? Não, apensas não me faz bem... não me energiza... Isso é mais uma ESCOLHA...