quarta-feira, 16 de abril de 2014

1º ENCONTRO - GRUPO DE LIDERANÇA FEMININO - ABRH-SP por Yara Leal de Carvalho*

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No dia 08/04/2014 tive o privilégio de participar do primeiro encontro do Grupo de Liderança Feminino organizado pela ABRH - SP. Foi um prazer estar presente em um evento que lotou um grande salão do Hotel Tivoli em São Paulo, com mulheres que fazem as coisas acontecerem.
Saboreamos um gostoso café da manhã, conhecemos mulheres poderosas e recebemos convidadas especiais que compartilharam suas ideias, pensamentos e práticas sobre como promover a igualdade de gênero dentro das empresas.
Tivemos um debate que contou com: Alessandra Ginante (Vice-Presidente de RH da Avon), Glaucimar Peticov (Diretora de RH - Bradesco); Leyla Nascimento (Presidente da ABRH Nacional) e Sofia Esteves (Presidente - DMRH e Cia de Talentos), fazendo a mediação. E para não perder o colorido, também participou o Dr. Fillipo Pedrinolla - único homem convidado.
Abaixo vou relatar algumas das ideias ventiladas durante o debate e que me chamaram a atenção:
§  hoje cada vez mais a mulher pode liderar como mulher e não procurando repetir o modelo feminino;
§  as mulheres têm entregado mais resultados que os homens em atividades que exigem cuidado com o cliente;
§  as oportunidades para as mulheres estão ficando cada vez maiores;
§  a presença da diversidade traz vantagem competitiva, não caridade;
§  as empresas estão desenvolvendo ações para assegurar que as mulheres estejam representadas no topo da hierarquia;
§  as empresas precisam ajudar as mulheres a deixar de estar divididas em dois: trabalho e família;
§  ações que ajudam a mulher a dar continuidade na carreira executiva: Plano de saúde especial; berçário; flexibilidade de horário; mudança na cultura da empresa: implantando a celebração de momentos importantes na vida da mulher, como a gravidez, apoiar a mulher em momentos difíceis, dar treinamento para homens adquirirem repertório para lidar com as mulheres no topo da hierarquia - ex: o que conversar com uma executiva em um almoço de negócios, equiparação salarial;
§  para aumentar o número de mulheres em posições executivas, garantir que em todos os processos seletivos a lista final de candidatos conte com mulheres, inclusive bonificando as consultorias de seleção por isso;
§  o stress foi feito para ser agudo e não crônico, cuidar da saúde é fundamental;
§  o tema mulher no trabalho deve passar por todos os momentos do ciclo de vida do funcionário.
Podemos concluir que as empresas estão procurando se adaptar para aumentar o número de mulheres em cargos executivos, essa é uma decisão estratégica e não filantrópica, uma vez que a diversidade traz impacto positivo para os negócios.
Grandes empresas já estão avançando nesse caminho, mas é necessário que esse movimento de intensifique e contagie empresas de todos os portes.
*Psicóloga com MBA Executivo em Negócios, Formação Internacional em Coaching pela Sociedade Latino Americana de Coaching. Mais de 20 anos de experiência em RH, atualmente Sócia da ASDP Consultores e Coautora do Blog Questão de Coaching. Vem desenvolvendo projetos na área de atração de talentos, desenvolvimento de pessoas e coaching executivo e de carreira.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Indicação de Leitura para EMPREENDEDORES ou aspirantes...

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Sincronicidade?  Coicidências? Talvez...

Já havia ouvido muito sobre Bel Pesce e o sucesso do seu livro na internet, os 500 mil dowloads da versão online em um mês. Havia lido uma entrevista dela na revista de uma das companhias aéreas há algum tempo atrás e tenho uma amiga querida que trabalhou com ela, mas não tinha lido o livro. Fico, agora, me perguntando por quê?

O fato é que semana passada estou na casa dos meus pais em Porto Alegre e vejo o livro em cima da mesa, meu pai tinha assistido à uma palestra dela. Peguei o livro para mim!!!

Agora, depois de uma hora e meia de vôo João Pessoa – Rio de Janeiro, acabo de lê-o, ou seja, leitura rápida, todo mundo tem uma hora em meia disponível.

A palavra que o definiria é: Inspirada!

Conheço pessoas que não curtiram a leitura porque não tem novidades, verdade! Como trabalho com coaching, com jovens, com o tema carreira nada do que li ouvi pela primeira vez. Por outro lado, Bel tem uma escrita suave e cheia de dicas, sugestões valiosas para quem deseja empreender ou está empreendendo (meu caso).

Desde que saí da consultoria que trabalhei há 7 anos atrás reluto em assumir um meu status de empreendedora. Me denomino: coach, consultora, consultora associada de grandes consultorias. Porém, fato é fato e sou uma empreendedora. Essa ficha caiu recentemente quando um coachee (de uma das consultorias que eu trabalho) solicitou mudar de coach (me substituir) porque ele queria um coach com mais experiência de negócio. Concordei que fazia sentido, afinal eu não fui executiva em uma multinacional, não liderei uma equipe enorme e nem tenho anos de carteira assinada (essa é a pior parte, 2 meses...rsrsrs). Agora refletindo sobre isso tem o outro lado, faz 7 anos que meu faturamento é positivo e gera lucro, criei vários produtos, tenho clientes que me recontratam, em um mercado que meus concorrentes são enormes e que tem escritórios maravilhosos na Berrini ou na Faria Lima. Minha equipe não é fixa, trabalha por projeto, portanto, também tenho que remunerar bem, desenvolver, criar um ambiente profissional agradável que façam que eles me priorizem nas suas agendas. Além disso, preciso pagar impostos, pagar as contas, negociar com RHs e áreas de compras. Fazer fluxo de caixa e demonstrativo de resultados. Descobri que tenho muita experiência de negócio hoje. E o livro da Bel me ajudou nisso.

O livro me inspirou a conhecer mais sobre empreendedorismo, reforçou algumas coisas que já faço e me puxou a orelha para alguns pontos que preciso evoluir neste papel que acabo de acolher depois de 7 anos: sou empreendedora!

Espero que a ler esse  posting também se inspire e distribua o livro para todos que você convive e sonham em empreender, como farei para meus coachees, amigos, cunhados, irmãos, cunhadas... Não foque somente nos jovens ou nos mais maduros (mais experiência), segundo a Bel e os casos do início do livro, empreender não tem idade!

Boa leitura!!!