segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que desejar para 2012? Talvez, que tal? "Parar de desejar..."


Eu adoro Final do Ano... Me sinto extremamente abençoada por Deus... É como se todo o final de ano recebesse um presente: a possibilidade de fazer diferente...

Assim, todos os anos faço minha reflexão do ano e o planos e projetos para o próximo ano...

Este ano tenho refletido muito sobre o significado da vida, sobre porque estamos nesse mundo, qual o nosso papel...

Minhas reflexões me conduziram para um caminho um pouco diferente nesse ano... Há algo me dizendo: "Deseje receber do universo, de Deus, da Consciência suprema aquilo que vai levá-la e evoluir". Confesso que me pego brigando com essa voz interna... dizendo: "Como assim Final de ano sem metas? Como assim final de ano sem desejar "presentes"? Difícil! Um exercício...

Por outro lado, todos os anos, também, costumo fazer uma RODA DA VIDA (Roda com todas as áreas da vida: Relacionamento, Família, Trabalho, Saúde...), procurando medir quão satisfeito me sinto com minha própria vida e para minha grata surpresa sinto PAZ com relação ao que estou experimentando em cada uma das áreas da minha vida. Parece que os exercício de desejar menos desse ano e acolher o que o universo está me oferecendo ajudou de algum forma...

É claro que é difícil não pedir nada. Já que não pedir é algo que parece não combinar com nossa civilização atual, tenho um convite a fazer, antes dos tradicionais pedidos do final do ano "Quero trocar meu carro ou fazer aquela viagem que estou economizando há anos" convido-o a refletir sobre as seguintes questões:

O que desejo experimentar em 2012?

Quem são as pessoas que quero estar próximo?

O que de fato tem importância e valor na minha vida?

Se esse fosse o último ano da minha vida, o que priorizaria?

Se amanhã fosse o último dia da minha vida, a que me dedicaria?

Quanto comecei a meditar a primeira meditação que aprendi foi refletir sobre a impermanência da vida, algo que é concreto e que não paramos para pensar.
Por que será que não paramos para pensar nisso? Creio que seja porque nos parece fúnebre falar sobre morte, porém é o aumento dessa consciência que nos torna mais presentes na nossa vida. Experimente! Como dizia a Monja Kelsang Tumo "que tal pensar: TALVEZ eu morra hoje..." Tenho certeza que você deixará de ocupar sua preciosa vida com coisas que não tem significado especial para você!

E se você chegou até o final dessa mensagem, um pouco esquisita de Final de Ano, desejo que você entre 2012 mais consciente sobre você mesmo!

Um abraço muito carinhoso!

A ECONOMIA DA FELICIDADE Jeffrey D. Sachs, professor de Economia na Universidade de Colúmbia, EUA e idealizador com PNUD (Programa das Nações Unidas

NOVA IORQUE – Vivemos numa era de alta ansiedade. A despeito da riqueza mundial sem precedentes, há uma vasta insegurança, inquietação e insatisfação. Nos EUA, uma grande maioria dos americanos acredita que o país está “no caminho errado”. O pessimismo está nas alturas, e o mesmo se dá em muitos outros países.

Diante desse contexto, é chegada a hora de se reconsiderar as fontes básicas de felicidade na nossa vida econômica. A incessante busca por mais renda está levando a uma desigualdade e ansiedade sem precedentes, em vez de a uma maior felicidade e satisfação com a vida. O progresso econômico é importante e pode de fato melhorar em muito a qualidade de vida, mas somente se for exercido em consonância com outras metas.

Nesse respeito, o reino no Himalaia do Butão tem sido o pioneiro. Quarenta anos atrás, o Quarto Rei do Butão, jovem e recém empossado, fez uma notável opção: o Butão iria buscar a “Felicidade Interna Bruta” em vez do Produto Interno Bruto. Desde então, o país tem experimentado uma abordagem alternativa e holística para o desenvolvimento, que enfatiza não somente o crescimento econômico, mas também a cultura, a saúde mental a compaixão e o senso de comunidade.

Dúzias de especialistas recentemente se reuniram na capital do Butão, Thimphu, para fazer um balanço do desempenho daquele país. Fui o co-anfitrião com o Primeiro Ministro, Jigme Thinley, um líder em desenvolvimento sustentável e um grande campeão do conceito de “FIB”. Reunimos-nos na seqüência de uma declaração que foi feita em julho pela Assembléia Geral das Nações Unidas, que por sua vez convocou seus países membros para que examinassem como que suas respectivas políticas nacionais poderiam promover a felicidade em suas sociedades.

Todos aqueles que se reuniram em Thimphu concordaram com a importância de que seja buscada a felicidade em vez da renda nacional. A questão que examinamos é como se alcançar a felicidade num mundo que está caracterizado pela rápida urbanização, mídia de massa, capitalismo global e degradação ambiental. Como que a nossa vida econômica pode ser re-ordenada para recriar um senso de comunidade, confiança e sustentabilidade ambiental?

Em seguida listo algumas das conclusões iniciais. Primeiro não deveríamos denegrir o valor do progresso econômico. Quando as pessoas estão com fome, privadas das suas necessidades básicas, tais como água limpa, assistência medica e educação, e sem um emprego significativo, elas sofrem. O desenvolvimento econômico que mitiga a pobreza é um passo vital na promoção da felicidade.

Em segundo lugar, a incessante busca pelo aumento do PIB com a exclusão de outras metas também não é o caminho para a felicidade. Nos EUA, o PIB aumentou agudamente nos últimos 40 anos, mas a felicidade não. Em vez disso, a obcecada busca pelo aumento do PIB gerou maiores desigualdades de riqueza e poder, impulsionou o crescimento de uma vasta subclasse, aprisionou milhões de crianças na1

pobreza, e provocou uma séria degradação ambiental.

Em terceiro, a felicidade é alcançada através de uma equilibrada abordagem à vida tanto pelos indivíduos quanto pelas sociedades. Como indivíduos, ficamos infelizes se nos forem negadas as necessidades básicas materiais, mas também ficamos infelizes se a busca por maiores rendas substitui nosso foco na família, amigos, comunidade, compaixão e na manutenção de um equilíbrio interior. Como sociedade, uma coisa é organizar as políticas públicas para manter os padrões de vida ascendentes, mas outra bem diferente é subordinar todos os valores da sociedade na busca do lucro.

Mesmo assim a política nos EUA tem cada vez mais permitido que os lucros corporativos dominem todas as demais aspirações: e de, justiça, confiança, saúde física e mental, e sustentabilidade ambiental. As doações feitas por corporações nas eleições cada vez mais corroem o processo democrático, com as bênçãos da Suprema Corte dos EUA.

Em quarto, o capitalismo global apresenta muitas ameaças diretas à felicidade. Ele está destruindo o meio-ambiente natural através da mudança climática e de outros tipos de poluição, enquanto que a incessante torrente de propaganda da indústria petrolífera mantém muita gente ignorante disso. Ele está debilitando a confiança social e a estabilidade mental, com a prevalência de depressão clínica aparentemente em ascensão. Os meios de comunicação em massa se tornaram meros pontos de venda para as “mensagens” corporativas, e com isso os americanos sofrem de uma crescente gama de vícios consumistas.

Considere como a indústria de fast-food usa óleos, gorduras, açúcar e outros ingredientes viciantes para criar uma insalubre dependência em alimentos que contribuem para a obesidade. Um terço de todos os americanos é obeso. E o resto do mundo irá eventualmente nos seguir a menos que os demais países restrinjam essas perigosas práticas corporativas, incluindo a publicidade de alimentos insalubres e viciantes para crianças pequenas.

Mas o problema aqui não é apenas a alimentação. A publicidade de massa está contribuindo para muitos outros vícios, que por sua vez implicam em grandes custos de saúde pública, incluindo excesso de TV, jogatina, uso de drogas, tabagismo e alcoolismo.

Em quinto, para promover a felicidade, precisamos identificar os diversos fatores além do PIB que podem elevar ou baixar o bem-estar da sociedade. A maioria dos países investe para medir o PIB, mas despende pouco para identificar as fontes de uma saúde sofrível (como fast-foods e excesso de TV), de uma declinante confiança social e da degradação ambiental. Uma vez que compreendamos esses fatores, podemos agir de acordo.

A insana busca por lucros corporativos está nos ameaçando a todos. Na verdade, deveríamos apoiar o crescimento econômico e o desenvolvimento, mas somente num contexto mais amplo: que promova a sustentabilidade ambiental e os valores de compaixão e honestidade que são requeridos para a confiança social. A busca pela felicidade não deve ficar confinada àquele lindo reino montanhês do Butão.

Jeffrey Sachs é Professor de Economia e Diretor do Earth Institute na Universidade de Colúmbia. Ele também é Conselheiro para o Secretário Geral das Nações Unidas no tocante às Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Créditos: http://www.visaofuturo.org.br/inicio.html

Uma homenagem ao nosso Lar TERRA

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

É Natal: qual o significado dos meus presentes?


Você já parou para pensar porque presenteamos tantas pessoas no Natal?

Penso que presenteamos porque o Natal a oportunidade que temos todo o ano para expressar gratidão. Eu, particularmente, não consigo deixar de presentear... Nessa época fico pensando em todos que passaram pela minha vida durante esse ano, penso nas pessoas que não consegui estar tão próxima quanto eu gostaria e desejo dizer: Obrigado! Você é importante na minha vida! Quero que saiba o quanto gosto de você!

Nesse final de semana tive a oportunidade de encontrar pela terceira vez com alguém que admiro muito, Dominic Barter, e ele me mobilizou a refletir sobre o significado dos presentes que estou distribuindo, nunca havia parado para pensar que não existe igual significado, cada pessoa tem um espaço diferente na minha vida e sou muito grata por isso.

Refleti também o quanto preciso fazer mais apreciação ao longo do ano, pois percebo que, muitas vezes, me acostumo com o que estou recebendo e deixo de apreciar...

No "A ciência de Ser Feliz", da Susan Andrews, a autora nos convida e realizarmos uma lista de Gratidão todos os dias e tenho feito essa lista com meu marido todos os anos nessa época, é muito gostoso esse exercício de dividirmos o que somos gratos de maneira ampla e um com o outro... Sempre me emociono e percebo que sou muito mais feliz do que estava reconhecendo.

Gostaria de convidar você para fazer sua lista de gratidão, você topa?

Depois me conta os resultados...

Feliz Natal, muita gratidão por você fazer parte da minha vida!

Fim de ano...

Estou tentando escrever uma bela mensagem de Natal e Ano Novo... mas não sei o que acontece que não estou me sentindo inspirada, assim vou escrever sobre essa época do ano.

Não sei se todos vocês experimentam o mesmo sentimento... Nessa época do ano percebo um certo alvoroço externo, mas também interno...

Sinto mais saudades, me emociono mais, sinto mais sono...

Um desejo de encontrar e falar com todos que fizeram parte da minha vida invade meu coração como se não fosse possível daqui duas semanas encontrá-los novamente.

Porém nesse ano, tive um novo desejo Natalino, o desejo de silenciar, de me aquietar, de ouvir um voz que só se manifesta no silêncio... Podemos chamá-la de Deus, de Consciência Cósmica ou simplesmente de meu coração...

E o essa voz me trouxe uma mensagem que queria compartilhar com aqueles que tiveram paciência de ler essa mensagem até o Final:

"Fique feliz com a felicidade alheia e preocupado com os problemas alheios. Somente isso é Natural. Não seja antinatural. O esforço de tratar a TODOS como a si mesmo culmina no amor pelo Supremo." P.R. SARKAR