terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sistema Familiar X Sistema Empresarial: Convergências e Divergências - Francis Matos, Werner Bornholdt, Sergio Dias

Francis e Werner falaram sobre os dilemas da empresas familiares, paradoxos, forças restritivas, crenças e mitos que podem comprometer tanto o sucesso do sistema empresarial quanto a saúde do sistema familiar.
Algumas forças restritivas:
· Tentativa de preservar a harmonia a qualquer custo (falta de espaço para discordar)
· Fazer de conta que está “tudo bem”;
· Falta de espaço para debater divergências;
· Hierarquia familiar inflexível “Exemplo: Mais velho tem que ser o sucessor”, “Filho homem pode ser sucessor, filha mulher não”;
· Paternalismo;
· Choque de personalidades;
· Excesso de informalidade;
· Contratos “implícitos” - o peso do não dito é muito forte;
· Ciclo de vida familiar não sincronizado com o ciclo da empresa.
· Fazer de conta que está “tudo bem”;
· Falta de espaço para debater divergências;
· Hierarquia familiar inflexível “Exemplo: Mais velho tem que ser o sucessor”, “Filho homem pode ser sucessor, filha mulher não”;
· Paternalismo;
· Choque de personalidades;
· Excesso de informalidade;
· Contratos “implícitos” - o peso do não dito é muito forte;
· Ciclo de vida familiar não sincronizado com o ciclo da empresa.
Fica a seguinte pergunta, como transpor as forças restritivas? Diálogo, diálogo e diálogo... O grande desafio nas empresas familiares é trazer o conflito para a mesa de discussão, quando o conflito está presente, mas está disfarçado pela harmonia familiares, as forças restritivas são potencializadas e seu impacto torna-se forte em ambos os sistemas tanto familiar quando empresarial.
E os Paradoxos?
· Primeiro lugar o negócio OU Primeiro lugar a família;
· Discutir os problemas em casa OU não levar os problemas para casa;
· Distribuir dividendos OU Reinvestir no negócio;
· Sucessor da Família OU sucessor do mercado.
Poderíamos listar algumas páginas de paradoxos vividos por empresas familiares e membros das diversas gerações, a pergunta que gostaria de trazer é: Será necessário ser OU??? Seria possível partirmos para uma linha mais voltada para E?
É preciso, como mencionou Werner, optar primeiro a família? Primeiro o negócio? Ou podemos pensar em possibilidades que conciliam interesses e necessidades dos envolvidos?
Sergio Dias contou sua experiência em ser um profissional (líder) em uma empresa familiar, sua dica é: Mantenha-se neutro nos conflitos, não tome partido e entregue resultados!
Inúmeras foram a s questões feitas pelos participantes e resposta dos Consultores a mesma: NÃO TEM RECEITA... CADA CASO É UM CASO... MAS... PREMIARAM-NOS COM ALGUMAS POSSIBILIDADES PARA REFLETIRMOS...
Como ajudar uma empresa que a segunda geração está em um ritmo mais acelerado de mudança que a primeira? Francis Matos: é preciso integrar os dois grupos, colocá-los para trabalhar juntos, compartilhar necessidades. A geração que irá assumir no futuro precisa criar um novo modelo de gestão que será diferente do atual modelo e deve compartilhar suas ideias e expectativas com a geração que “manda” atualmente. Literalmente colocá-los para dançar no mesmo ritmo. Temos cada vez mais esse conflito nas empresas familiares, as diferenças geracionais precisam ser trabalhadas.
O que fazer quando o sucessor não quer sair? Francis e Werner - O sucedido precisa ter um novo projeto senão não há sucessão.
Melhor trabalhar na empresa da família ou fora da empresa? Francis e Werner: Talvez as duas coisas, importante estudar, buscar se preparar para ser sócio e se possível ter uma experiência em empresa do mercado, mas cada empresa faz as suas regras nesse sentido. Tem empresas que as regras são bastante rígidas.
Como o “filho do dono” passa a ser respeitado dentro da organização? Werner: o “filho do dono” sempre será visto como filho do dono, precisa aprender lidar com isso e poderá ocupar seu espaço com os resultados e sua postura.
A partir de que idade devemos investir na formação de sucessores? Francis, fala da importância de buscar formação e experiências fora do universo da empresa. Werner brinca: “Se me perguntarem eu nego, mas na minha opinião aos, 12 anos, aliás como acionista ao 6 anos!” Podemos concluir que a sucessão começa na transmissão dos valores familiares e na preparação do herdeiro sobre seus direitos e, consequentemente, suas responsabilidades.
Como os consultores podem ajudar as empresas familiares nesse processo de profissionalização? Primeiro, não criando alianças, os consultores precisam ser neutros e conquistar a confiança de todas as partes, isso é pré-requisito para ajudar. Depois, na opinião da Francis, sempre combinar trabalhos coletivos com individuais.
E quando quem manda não está na mesa? O que fazer? Não há escolha: é preciso trazê-lo para o jogo, os dois consultores são unânimes aqui, é preciso trazer quem tem poder, mesmo que seja a vovó de 90 anos para o jogo.
Quando tem profissional familiar e não familiar preparado para ser sucessor quem escolher? Werner encerra sendo categórico: “Na minha opinão o da Família sempre é melhor!”
Obrigado pelos consultores Werner e Francis por nos brindarem com experiência e conhecimento!
Obrigado pelos consultores Werner e Francis por nos brindarem com experiência e conhecimento!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Autoconhecimento a partir da sua história familiar

Semana passada tive a oportunidade de participar de um Laboratório conduzido por Francis Matos no Congresso Brasileiro de Dinâmica de Grupos cujo título era “Conflitos Familiares: o que se fala X o que se escuta” escreverei um posting sobre a oficina, mas o que quero dividir aqui é a atividade de apresentação.
Francis pediu que cada um dos participantes desenhasse o Genograma de sua família em três gerações - avós, tios/pais, irmãos. O objetivo era que nos apresentássemos de acordo com nossa história familiar, depois trabalhamos em duplas conversando sobre: Qual a posição que ocupávamos na nossa família?De acordo com essa posição ocupávamos algum papel importante? Gostamos desse papel? Ele impacta positiva ou negativamente nas nossas vidas? Existia algum padrão presente nas três gerações?
Saí do Laboratório com algumas perguntas... Algumas perguntas sobre minha família sempre me inquietaram e decidi “usar a desculpa do Genograma” para conversar com meu pai. Domingo pela manhã tive um conversa significativa, uma conversa permeada por emoções profundas, uma conversa que permitiu entender e valorizar escolhas feitas pelo meu pai e jamais entendidas por mim. Só tenho a agradecer pela oportunidade fazer esse simples exercício de tamanha profundidade.
Quando nos apropriamos da nossa história nos tornamos mais preparados para fazer as escolhas do futuro, assim não poderia deixar de convidá-los para fazer o mesmo exercício!!!
Legenda para Elaborar o seu:
Quadrado - Homem
Circulo - Mulher
X - Falecimento
Ordem - Mais velho da esquerda para a direita
// - Separação
....... - Adoção
Marcadores:
Autoconsicência,
Autodesenvolvimento,
Empresa Familiar
Reportagem - Dalai Lama prega criatividade, amor e perdão a empresários - Por Soraia Yoshida

Em sua quarta visita ao Brasil, o líder espiritual tibetano tem tratamento de ídolo pop e fala sobre a responsabilidade individual na busca de um mundo melhor“Ele está chegando!”. O nervosismo tomou conta do hall de entrada do auditório do World Trade Center, em São Paulo, onde mais de 500 empresários, professores universitários, especialistas em coaching e jornalistas aguardavam há pelo menos duas horas pela chegada do Dalai Lama. Ladeado por agentes da Polícia Federal, ele vinha para falar sobre a nova ética nos negócios. Mas para todos os incautos que chegavam pelo elevador ao último andar do prédio, mais parecia que a multidão de fotógrafos e tietes esperava um rockstar."A paz não cai do céu nem é conquistada através da reza", garante Dalai Lama“O Brasil chama atenção de todos. Agora vocês têm a oportunidade de serem ouvidos. Façam o esforço de diminuir o abismo entre ricos e pobres”Tenzin Gyatso, como se chama o líder espiritual do Tibete e Prêmio Nobel da Paz, é mesmo um rockstar. Para a plateia que o recebeu ainda timidamente duas horas depois do horário marcado, ele quebrou o gelo dizendo “Estou um pouco atrasado. Até já passou da minha hora de dormir”. Diante de tantos empresários, ele assegurou que não entendia nada de negócios e que certamente, se tivesse um, a empresa iria à falência. Mas entre risadas e histórias sobre sua andança pelo mundo, o XIV Dalai Lama passou seu recado: que todos, empresários, governantes, cidadãos, são responsáveis por um futuro mais sustentável, que ele espera seja livre também de armas nucleares e do modelo econômico competitivo que se alimenta da guerra e da fome. “O Brasil chama atenção de todos. Agora vocês têm a oportunidade de serem ouvidos. Façam o esforço de diminuir o abismo entre ricos e pobres”, disse à plateia. Pregando o altruísmo, a libertação da mente e do egoísmo, o Dalai Lama comentou que a crise financeira mundial tem suas raízes em métodos que só enxergam os problemas no curto prazo – o que ele chama de uma visão míope frente ao mundo. “É impossível eliminar todos os problemas, mas precisamos usar um método para buscar soluções porque não há outro jeito. Este deve ser o século em que temos de acabar com a guerra”, disse. Segundo ele, não é mais possível seguir o modelo do século passado, marcado por violência e muita corrupção. “O mundo deveria se livrar de todas as armas nucleares e de conflitos”, afirmou.Em um giro pela América Latina, o Dalai Lama já passou pelo México e pela Argentina, de onde voou para o Brasil. O evento desta quinta-feira, organizado pelo Fórum de Líderes e pela Palas Athena, teve o ex-ministro Ozires Silva como um dos oradores. A espera de duas horas acabou sendo preenchida também por depoimentos pessoais sobre o por quê estavam ali para ouvir o líder espiritual tibetano. “Temos carência de líderes centrados em valores”, disse o consultor em coaching e ex-professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Ricardo Farah. Sua fala deu o tom para que o evento ganhasse um clima menos sisudo, mas abriu as comportas para discursos sobre o novo milênio e conexão espiritual.Em seu próprio discurso, o Dalai Lama tocaria nesses temas com mais leveza. “Nós somos seres criativos”, disse. “Se você pensar nesses termos, com amor e perdão, é um caminho. Sem Deus, mas vendo você mesmo como criador de coisas boas. Esse é o caminho para o verdadeiro altruísmo”.Sua santidade indicou que não estava ali para pregar religião. Chegou a brincar dizendo que, religiosamente falando, é um “marxista”. Logo no início de sua palestra, ele já havia feito comentários sobre a China atual, um “pais comunista, com uma economia capitalista”, fato que ele definiu como “muito impressionante”. A China incorporou o Tibete em 1950 e chegou a firmar um acordo que dava autonomia ao país, mas passou a interferir mais e mais em um processo que culminou com a rebelião tibetana em 1959. O Dalai Lama teve de fugir para a Índia – onde estabeleceu seu governo no exílio. Este ano, ele anunciou que abdicava de seu papel político em favor de eleições, vencidas por Lobsang Sangay, formado pela Harvard, que assumiu em agosto.Ao final da palestra, o Dalai Lama respondeu a algumas perguntas da plateia. Diante de "O senhor é feliz?", ele disse "Não sei". Riu e depois emendou: "Quando eu falo e a plateia me encara com uma cara fechada, eu não sou feliz. Mas quando eles me olham e riem, eu fico feliz". Os brasileiros responderam com uma salva de palmas.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Sapore D´Itália - Episódio 1
Queridos amigos e leitores do Blog,
Os links abaixo não estão relacionados com Liderança, nem coaching, nem Geração Y - mas decidi compartilhar, primeiro porque é o trabalho da minha irmã que não foi veiculado na TV em São Paulo, mas somente no Rio Grande do Sul e, segundo, porque todos nós precisamos nos divertir e risos contrinuem para nossa qualidade de vida!!!
Espero que assistam o primeiro link e se gostarem assistam todos os outros abaixo!!!
Boa diversão!!!
http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/203306/sapore-d-italia-demo-via-20-08-2011/1/index.htm
Os links abaixo não estão relacionados com Liderança, nem coaching, nem Geração Y - mas decidi compartilhar, primeiro porque é o trabalho da minha irmã que não foi veiculado na TV em São Paulo, mas somente no Rio Grande do Sul e, segundo, porque todos nós precisamos nos divertir e risos contrinuem para nossa qualidade de vida!!!
Espero que assistam o primeiro link e se gostarem assistam todos os outros abaixo!!!
Boa diversão!!!
http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/203306/sapore-d-italia-demo-via-20-08-2011/1/index.htm
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