
Cada dia que estudo sobre diferenças entre gerações e tenho a oportunidade de passar algumas horas com grupos de pais, jovens profissionais, profissionais mais veteranos como nessa semana mais me convenço que no fundo, no fundo somos todos iguais.
Somos iguais porque estamos em busca do mesmo: reconhecimento, ser feliz, fazer um bom trabalho, nos desenvolvermos, aproveitarmos nossa vida. Cada um de nós faz isso à sua maneira, talvez aos 15 gritando para os pais suas necessidades. Aos 17 enfatizando suas escolhas profissionais, aos 50 desejando ficar mais um pouco na empresa para continuar aprendendo.
Por outro lado, se somos tão iguais assim por que não nos reconhecemos como iguais? A medida que o tempo passa, temos uma capacidade seletiva de retermos as nossas boas lembranças e esquecermos ou descartarmos aquilo que não nos agradava ou nos causou desconforto e ai o que sobra da nossa juventude? As coisas boas! A nossa rebeldia, insatisfação, o nosso testar limites, fica escondido, até que um dia uma consultora, psicóloga ou mesmo um amigo nos faz relembrarmos e, então, nos damos conta de que éramos iguais nossos filhos, iguais nossos estagiários, iguais nossos trainees.
Quando fui a exposição “6 Bilhões de Outros” no MASP, ouvindo relatos de pessoas que morram do outro lado do mundo, em lugares de cultura completamente diferente com valores opostos aos nossos respondendo perguntas como: O que é felicidade para você? Qual o significado da sua vida? O que faz o amor durar? Percebi que sou muito parecida com uma Indiana, Africana, Chinesa, Japonesa. Sabe por quê? Porque estou na mesma estrada, na mesma busca dessas pessoas todas...
P.R. Sarkar um mestre de Yoga, o guia espiritual da minha guia espiritual Susan Andrews disse: “Se reconhecermos o Ser Supremo, Deus, em cada pessoa será difícil haver guerra, desentendimento e ofensas.” Eu diria se começarmos a nos reconhecer no outro, nos seus medos, sua ambição, seus desejos, começaremos a nos aproximar e tornar possível OUVIR, não suas palavras, mas seu coração.
Líderes, pais, amigos tentem escutar o coração desses jovens que precisam da sua experiência, da sua maturidade, do seu apoio!
