sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Investimento no Desenvolvimento Espiritual... Parar para crescer..."Ingressar no caminho da compaixão e da Sabedoria"


De 22 a 29 de outubro aconteceu em Cabreúva o Festival Internacional de Outono NKT 2010 Brasil. Foi a primeira vez que vi e fui presenteada com a oportunidade de aprender com o Venerável Geshe Kelsang Gyatso guia espiritual do Budismo Kadampa que venho frequentando desde fevereiro deste ano.

Esta foi uma experiência única a qual me sinto imensamente grata...

Fiquei quatro dias meditando, junto com 4000 pessoas do mundo inteiro e ouvindo ensinamentos raros de serem encontrados nos dias de hoje. Voltei na terça feira e desde lá estou pensando sobre o que dividir com vocês, pessoas que vêm carinhosamente acompanhando meu Blog.

Decidi trazer para vocês algumas frases que me tocaram o fundo do coração:

“O principal propósito de nossa vida humana é aprimorarmos nossas qualidades humanas, nos tornarmos seres humanos mais qualificados.”

“Todos nós queremos ser felizes – a causa principal para a felicidade é desenvolver uma mente em paz.”

“Se você morrer hoje todos os seus problemas acabarão, então por que gasta tanto tempo agarrada aos seus problemas?”

“Devemos investir tempo e energia para tornarmos nosso tempo aqui significativo, ou seja, desenvolver compaixão, generosidade, paciência, fé e sabedoria e investir para abandonar o ciúmes, a raiva e a ignorância.”

“Algumas pessoas vivem a vida humana para conseguir coisas que os animais também seriam capazes de conseguir.”

“Agradecer, regozijar-se, sentir se inacreditavelmente feliz com o que nós experienciarmos e com as pessoas que convivemos experienciam cria causa para experienciarmos a mesma coisa no futuro.”

“A nossa mente cria o que imaginamos, a mente acredita que o que imaginamos é correto...”

“Coloque a felicidade do outro em primeiro lugar: todos os nossos problemas surgem da “Minha opinião”, “minha felicidade”, “minhas necessidades”, esse excesso de eu, eu, eu...”

“Não gaste sua conexão preciosa com os seres iluminados pedindo um bom trabalho, um bom marido, dinheiro, uma casa legal... Peça para se tornar um ser humano mais qualificado...”

“Não podemos dizer se os outros são bons ou maus, não conhecemos suas mentes, podemos somente saber o que é melhor para nós.”

“Se quisermos mudar o mundo, é preciso começar a desenvolver em nós mesmos as qualidades que esperamos ver no mundo.”

“Seja paciente com o seu desenvolvimento espiritual, invista esforço todos os dias, medite, pratiquem o bem, aceitem o sofrimento, ofereçam o sucesso e sejam pacientes, não esperem resultados rápidos, não esperem entender rápido...”

“Se quiser paz no futuro, é preciso começar hoje a manter esse trabalho da mente...”

“Normalmente para amarmos alguém precisamos conhecer a pessoa, o que ela gosta, o nome, a profissão, a família etc... Já para odiarmos, não precisamos saber nada, conseguimos rapidamente sentir ódio pela caixa do supermercado. Precisamos desenvolver nossa mente para aprendermos a ver todos os seres vivos como preciosos como nosso guia espiritual.”
Tenho certeza que todos que lerem essas frases terão as bênçãos do querido Geshe La!
Também, sei que não conseguirei expressar com um simples texto a gratidão que sinto no coração por ter podido vivenciar um pouco dos ensinamentos de Buda nesses dias. Convido todos que tiverem interesse a juntarem-se a mim e freqüentarem a tradição Kadampa em São Paulo e se desenvolverem como seres humanos por meio dos ensinamentos de Buda.

Acessem o site: Meditadores Urbanos

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Palavras, Rótulos e Atalhos - Flávia da Costa de Paula*


Hoje estive numa roda de conversas significativas e falávamos sobre as palavras e seus significados. Pode-se dizer que ao dar um nome a algo ou alguém estamos facilitando o entendimento e a associação de idéias. Nomear deveria ter o propósito de facilitar a comunicação e o entendimento – um código que associa um significado àquele objeto ou pessoa. Por outro lado, o que acaba acontecendo é um processo perverso. O nome (ou título) acaba rotulando as pessoas e os objetos. Estreitando possibilidades. Fechando portas. Limitando opções. É como um atalho. E todo atalho pode ser tentador por parecer mais simples e rápido. Mas pode também nos distanciar de nosso caminho.
Cada palavra traz consigo uma carga de significados. Por exemplo, quando uso a palavra poder em minhas consultas astrológicas para descrever o eixo dos signos touro-escorpião, normalmente as pessoas fazem uma careta, como se não gostassem desse tal poder. Isto acontece porque cada um traz consigo um significado para a palavra poder. E muitas vezes este significado vem carregado de coisas negativas.
Cada eixo astrológico tem seu lado luz e seu lado sombra. Neste caso específico, quando falo em poder, uso o verbo com o sentido de potência – o quanto eu posso! É o poder para fazer algo. É extremamente positivo e até vital. Sem potência, raramente conseguimos conquistar algo na vida. Já o aspecto da sombra – daí vem a careta – normalmente está associado ao poder que se exerce sobre o outro. Ou seja, uma mesma palavra pode ser interpretada e vivida de diferentes formas. Poder para, ou poder sobre.
Rotular, julgar, classificar – são todos atalhos dentro da comunicação. Isto cristaliza o outro, o deixa preso numa caixinha, da qual se esperam tais e tais atitudes, afinal, fulano “é” isso ou aquilo.
Meu desafio como astróloga e consultora é encontrar uma forma de conectar a pessoas com sua própria verdade, sem rotular, julgar ou colocá-la num estereótipo dividido em 12 signos.
E você, quantos atalhos tem utilizado na sua comunicação? Antes de usar mais um rótulo ou julgamento, que tal se perguntar: Isto me afasta ou me aproxima das pessoas?

* Sócia-fundadora da REGÊNCIA CONSULTORIA. Atua como Consultora Organizacional em desenvolvimento humano e ministra palestras e cursos na área de Liderança, Empreendedorismo, Vendas, Negociação e Atendimento ao Cliente. Já trabalhou em empresas como GV Consult e Natura. Atualmente se dedica ao desenvolvimento de lideranças para o século XXI utilizando técnicas de trabalho em grupo, educação e coaching. Formada em Administração de Empresas pela FGV, com especialização em Dinâmica de Grupos pela SBDG, instituição da qual é representante no Estado de SP na gestão 2010/2011. Fazendo a formação em Coaching pelo Instituto Ecosocial.

Parar, refletir, conectar...


Passei uma semana descansando... Viajei para um lugar que é de difícil acesso, não há carros, portanto o ar é puro...
Eu e minha amiga estávamos decidindo: levamos ou não o computador? Esse era o dilema... Eu havia decidido não levaria, minha amiga perguntou: mas e se precisarmos ver passeios, você falar com o Pedro, eu com meu namorado?
Fizemos um exercício... de parar... desconectar... para conectar...
Foi um exercício... como é acordar pela manhã e saber que não tenho que olhar e-mails? Não tenho como escrever no Blog... ou alimentar meu facebook, twitter, linked in...
Nessa semana pensei muito sobre:
"Qual o meu papel nesse mundo?"
"Por que mesmo preciso correr de um lado para o outro?"
"Que marca e que exemplo deixo para aqueles que convivem comigo?"

Eu era daquelas pessoas que precisava colocar meta para descansar... Evoluí nesse sentido... Hoje faço sem culpa... O que mudou? Nada... Eu escolhi imprimir meu próprio ritmo... É claro que, às vezes, ando como desesperada correndo de um lado para o outro na cidade que vivo... Mas não é porque moro em São Paulo que preciso ser São Paulo, não é porque moro em São Paulo que preciso ter o ritmo de São Paulo...

São essas pequenas paradas que fazem como que alteremos o rumo do nosso viver...

Você está se permitido parar???